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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Chico Xavier


Sinopse:


Desde criança, Chico Xavier (Matheus Costa) ouvia vozes e via pessoas que já tinham falecido. Seus relatos eram sempre desacreditados, sob a justificativa que eram sua imaginação ou obra do demônio. Ao crescer, ele (Angelo Antônio) passa a usar seu dom para psicografar cartas. Logo se torna um ícone em sua cidade natal, despertando a ira do novo padre (Cássio Gabus Mendes) e acusações de ser uma fraude, já que publica livros de pessoas famosas que já tinham morrido. Já envelhecido, Chico (Nélson Xavier) participa do programa de TV "Pinga-Fogo", onde fala sobre sua trajetória de vida e questões do espiritismo. Através dele conhece Orlando (Tony Ramos), diretor de imagem do programa, que é ateu. Ele e sua esposa Glória (Christiane Torloni) sofrem devido a perda do filho, Tomás, morto quando ele e um amigo brincavam com uma arma encontrada. Agora o casal precisa decidir se irá agir no processo que pode condenar o responsável pela morte de Tomás.
 
Ficha Técnica:
Título original:Chico Xavier - O Filme
Gênero:Drama
Duração:02 hs 05 min
Ano de lançamento:2010
site oficial:http://www.chicoxavierofilme.com.br
estúdio:Lereby Produções
distribuidora:Sony Pictures Entertainment / Downtown Filmes
Produção e Estudio: Lereby Produção
Produção Executiva: Julio Uchôa
Diretora Assistente: Cris D’Amato
Montagem: Diana Vasconcellos, ABC
Música: Egberto Gismonti
Fotografia: Nonato Estrela, ABC
Continuista: Glaucia Pelliccione
Roteiro: Marcos Bernstein, AC – baseado na obra “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior.
Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Figurino: Bia Salgado
Maquiagem: Rose Verçosa
Som Direto: Carlos Alberto Lopes
Desenho de Som: Simone Petrillo
Mixagem: Branko Neskov, Cas
Produtores Associados: Bruno Wainer, Eduardo Girão
Efeitos Especiais: O2 Pós Produções, Laboratório Technicolor Creative Services, Labo Cine do Brasil
Co-Produção: Globo Filmes e Estação da Luz
Distribuição: Columbia/Sony Pictures, Downtown Filmes


Elenco:
NELSON XAVIER: Chico Xavier (1969/1975)
ÂNGELO ANTONIO: Chico Xavier (1931/1959)
MATHEUS COSTA: Chico Xavier (1918/1922)
TONY RAMOS: Orlando
CHRISTIANE TORLONI: Glória
GIULIA GAM: Rita
LETÍCIA SABATELLA: Maria
LUIS MELO: João Candido
PEDRO PAULO RANGEL: Padre Scarzelo
GIOVANNA ANTONELLI: Cidália
ANDRÉ DIAS: Emmanuel
PAULO GOULART: Saulo Guimarães
CÁSSIA KISS: Iara
CASSIO GABUS MENDES: Padre Julio Maria
ROSI CAMPOS: Cleide
CARLA DANIEL: Carmosina
AILTON GRAÇA: Passageiro 1
CHARLES FRICKS: David Nasser
JEAN PIERRE NOHER: Jean Manzon
NILDO PARENTE: Juiz
BRUCE GOMLEVSKY: Promotor
PABLO SANÁBIO: Assistente De Produção
CADU FÁVERO: Rafael
GLAUCIA RODRIGUES: Letícia Almeida
LUIZ SERRA: Daniel Albuquerque
DANIEL BARCELOS JAIMOVICH: João Leonardo
THELMO FERNANDES: Menezes De Assis
PAULO VESPÚCIO: Emiliano
CYNTHIA FALABELLA: Professora
VIA NEGROMONTE: Dora
ADELAIDE DE CASTRO: Lea
OSVALDO MIL: José
LARISSA VEREZA: Lucia
ANSELMO VASCONCELLOS: Perácio
ANA ROSA: Carmem
NILVAN SANTOS: Agricultor
GREGÓRIO DUVIVIER: Oftalmologista
SAMUEL DE ASSIS: Altair
ANDRÉA CALDAS: Luiza
KIKA FREIRE: Geni
FLÁVIA GUEDES: Geralda
CARLA CABÉ: Maria Conceição
TANIA COSTA: Maria Cândido
CACÁ DIAS: Raimundo
ALEXANDRE DAVID: Pacheco
ANTONIO DESTRO: Oficial de Justiça
CARLOS MARIANO: Pastor Elias
JULIO UCHÔA: Homem com Bíblia
ANJA BITTENCOURT: Mãe das ensandecidas
MARIANA BASSOUL: Ensandecida 1
THAMIRYS SPYKER: Ensandecida 2
CAROLINA PAVANELLI: Ensandecida 3
JULIANA BERTONI: Ensandecida 4
TIÃO D’ÁVILLA: Feliciano
MARIA HELENA PADER: Mãe de Ludi
RENATA IMBRIANI: Tania
RAUL TOLLEDO: Walcyr
PIETRO MARIO: Pai que Chora
REJANE ZILLES: Mulher que dá Relógio
CININHA DE PAULA: Maria Celeste
PRAZERES BARBOSA: Mulher que recebe relógio
GUSTAVO OTTONI: Médico De Chico Em São Paulo
FABIO PORCHAT: Passageiro 2
LEONARDO JABBOUR: Eduardo
HELIO RIBEIRO: Repórter da TV
GUILHERME BERNARD: Euripedes
MATHEUS GUEDES: Vivaldo
ANDRE LUIZ FRAMBACH: José (1918 a 1922)
RAQUEL BONFANTE: Aluna Rosa
MATHEUS DE SÁ: Aluno
VICTOR NAVEGA MOTT: Moacir

Curiosidades:
*A intenção de levar ao cinema a vida de Chico Xavier nasceu em 2004, quando o produtor Bruno Wainer adquiriu os direitos de adaptação do livro "As Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior;

*Diversos familiares e amigos de Chico Xavier foram consultados sobre a intenção de rodar um filme sobre sua vida. A aprovação foi geral;

*Este é o 5º filme em que o diretor Daniel Filho e o ator Tony Ramos trabalham juntos. Os anteriores foram A Partilha (2001), Se Eu Fosse Você (2006), Se Eu Fosse Você 2 (2009) e Tempos de Paz (2009);

*Ao todo as filmagens contaram com 135 atores e 90 locações

*A última cena de Chico Xavier - O Filme a ser rodada teve por locação a cidade natal de Chico Xavier, Uberaba;

*Seu lançamento nos cinemas está marcado para 2 de abril de 2010, data que marca o 100º aniversário de Chico Xavier;

*O orçamento de Chico Xavier - O Filme foi de R$ 12 milhões.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cidade de Deus


Sinopse:

Buscapé é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

Ficha Técnica:
Título Original: Cidade de Deus
Gênero: Drama
Duração: 135 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2002
Distribuição: Lumière e Miramax Films
Direção: Fernando Meirelles
Co-direção: Katia Lund
Roteiro: Bráulio Mantovani
Produção: O2 Filmes, VideoFilmes, Andrea Barata Ribeiro e Mauricio Andrade Ramos
Co-Produtores: Walter Salles, Donald K. Ranvaud, Daniel Filho, Hank Levine, Marc Beauchamps, Vincent Maraval e Juliette Renaud
Produção executiva: Elisa Tolomelli
Co-produção Globo Filmes, Lumière, Wild Bunch e Bel Berlinck
Música: Antônio Pinto e Ed Côrtes
Fotografia: César Charlone
Direção de arte: Tulé Peake
Edição: Daniel Rezende
Oficina de atores: Nós do Cinema e Guti Fraga
Preparação de atores: Fátima Toledo

Elenco:
Aexandre Rodrigues ...... Buscapé
Alice Braga ...... Angélica
Charles Paraventi ...... Tio Sam
Christian Duurvoort ...... Paulista
Daniel Zettel ...... Thiago
Dani Ornellas ...... a vizinha do Paraíba
Darlan Cunha ...... Filé com Fritas
Douglas Silva ...... Zé Pequeno (Dadinho quando menino)
Edson Montenegro ...... o pai de Busca-pé
Edson Oliveirra ...... Barbantinho
Emerson Gomes ...... Barbantinho (quando criança)
Felipe Silva ...... Rafael
Gero Camilo ...... Paraíba
Graziella Moretto ...... Marina Cintra
Jefechander Suplino ...... Alicate
Jonathan Haagensen ...... Cabeleira
Karina Falcão ...... a mulher do Paraíba
Leandra Miranda ...... Lúcia Maracanã
Leandro Firmino da Hora ...... Zé Pequeno
Luis Otávio ...... Busca-pé (quando criança)
Luiz Carlos Ribeiro Seixas ...... Touro
Marcos Junqueira ...... Otávio
Matheus Nachtergaele — Sandro Cenoura
Maurício Marques ...... Cabeção
Michel de Souza Gomes ...... Bené (quando criança)
Olívia Araújo ...... a recepcionista do motel
Paulo César ...... Jacaré Tuba
Phellipe Haagensen ...... Bené
Renato de Souza ...... Marreco
Roberta Rodrigues ...... Berenice
Robson Rocha ...... Gélson
Rubens Sabino ...... Neguinho
Sabrina Rosa ...... a mulher do Galinha
Seu Jorge ...... Mané Galinha
Thiago Martins ...... Lampião

Premiações:
• APCA 2003 (Brasil)
Grande prêmio da crítica – todo elenco

• BAFTA 2003 (Reino Unido)
Melhor edição – Daniel Rezende

• British Independent Film Awards 2003 (Reino Unido)
 Melhor filme estrangeiro

• Festival de Cartagena 2003 (Colômbia)
Melhor Filme – Fernando Meirelles
Melhor Diretor – Fernando Meirelles

• Festival de Havana 2002 (Cuba)
Prêmio da Universidade de Havana – Fernando Meirelles
Melhor ator – Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Phellipe Haagensen, Jonathan Haagensen e Douglas Silva
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor Montagem – Daniel Rezende
Prêmio da Associação Cubana de Imprensa – Fernando Meirelles
Prêmio FIPRESCI – Fernando Meirelles
Prêmio Glauber Rocha – Fernando Meirelles
Prêmio Grand Coral – Fernando Meirelles
prêmio OCIC – Fernando Meirelles

• Grande Prêmio Cinema Brasil 2003 (Brasil)
Melhor filme
Melhor diretor – Fernando Meirelles
Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor montagem – Daniel Rezende
Melhor som – Guilherme Ayrosa, Paulo Ricardo Nunes, Alessandro Laroca, Alejandro Quevedo, Carlos Honc, Roland N. Thai, Rudy Pi, Adam Sawelson

• NYFCC Awards 2003 (EUA)
Melhor filme estrangeiro

• Satellite Awards
Melhor filme em língua estrangeira

Indicações:
• BAFTA 2003 (Reino Unido)
Melhor filme em língua estrangeira – Andrea Barata Ribeiro, Mauricio Andrade Ramos e Fernando Meirelles

• Bodil 2004 (Dinamarca)
Melhor filme não-estadunidense – Fernando Meirelles e Kátia Lund

• Globos de Ouro 2003 (EUA)
Melhor filme em língua estrangeira

• Grande Prêmio Brasileiro de Cinema 2003 (Brasil)
Melhor ator – Leandro Firmino
Melhor ator coadjuvante – Jonathan Haagensen
Melhor ator coadjuvante – Douglas Silva
Melhor atriz – Roberta Rodrigues
Melhor atriz coadjuvante – Alice Braga
Melhor atriz coadjuvante – Graziela Moretto
Melhr direção de arte – Tulé Peak
Melhor figurino – Bia e Inês Salgado
Melhor maquiagem – Anna Van Steen
Melhor trilha sonora – Antonio Pinto e Ed Cortês

• Independent Spirit Awards 2004 (EUA)
Melhor filme estrangeiro – Fernando Meirelles

• Oscars 2004 (EUA)
Melhor direção – Fernando Meirelles
Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor edição – Daniel Rezende


Curiosidades:
• Cidade de Deus é o nome de uma favela localizada no Rio de Janeiro, surgida nos anos 60.

• Baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

• Cidade de Deus é apenas o 2º filme do diretor Fernando Meirelles. Antes ele havia apenas dirigido Domésticas - O Filme, ao lado de Nando Olival.

• Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas.

• Foi exibido fora de competição no Festival de Cannes 2002.

• O prêmio no BAFTA, o "Oscar britânico" o filme brasileiro derrotou grandes sucessos do cinema americano, como O Senhor dos Anéis - As Duas Torres, As Horas, Chicago e Gangues de Nova York. A outra categoria a qual foi indicado foi a de melhor filme estrangeiro, na qual o vitorioso foi o espanhol Fale com Ela.

• Como muitos dos figurantes de “Cidade de Deus” não tinham telefone em casa, a produção do filme enviava telegramas a todos avisando dia, hora e local das filmagens. Nas oito semanas de trabalho, não houve um problema sequer de ator que não apareceu na hora e no lugar combinados.

• A comida servida para a equipe que trabalhou no filme foi feita por 34 pessoas vindas da Bahia. Mesmo quando servia até 400 pessoas, o pessoal da cozinha tinha a preocupação de decorar o bufê com requinte. Os cozinheiros formam o grupo que menos descansou.

• Aproveitando a sucesso do filme, a Companhia das Letras relançou o livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, adaptado para o cinema por Fernando Meirelles. O autor enxugou o livro (lançado em 1997 e que já vendeu 12 mil exemplares) em cerca de 150 páginas: agora, são 450.

• O filme recupera gírias típicas dos anos 60, época em que a Cidade de Deus foi criada para abrigar favelados vindos de outros bairros: à pamparra (o mesmo que às pampas, em quantidade), samangos (como os policiais eram chamados) e bicho-solto (bandido) são algumas delas.

• As vans que faziam o transporte do elenco para as filmagens não eram autorizadas a chegar até a casa de grande parte dos atores do filme que moram em favelas (e eles eram muitos). O encontro sempre acontecia de madrugada, em algum ponto combinado próximo à comunidade.

• Os atores do filme foram descobertos por uma equipe de seis pessoas que se dividiu em duplas para percorrer várias comunidades carentes (Rocinha, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira, Vidigal e Dona Marta, entre outras), além de escolas de teatro amador e outras instituições.

• Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas. Uma pré-seleção escolheu os 400 melhores; e, ao fim dos testes, ficaram só 200. Guti Fraga deu aulas de interpretação e Fátima Toledo preparou os atores principais.

• Dos R$ 8,2 milhões gastos na produção do filme, apenas 15% vieram das leis de incentivo. Todo o restante dos custos de “Cidade de Deus” foi bancado pela própria produtora de Fernando Meirelles, a O2 Filmes (que teve na VideoFilmes um parceiro de primeira hora no projeto).

• Quando descobriu que Nova Sepetiba era semelhante à Cidade de Deus dos anos 60, a produção pediu autorização para filmar no lugar ao então governador Garotinho. Inicialmente, ele hesitou por temer que comparassem sua empreitada à de Carlos Lacerda. Mas acabou autorizando.

• Participação de Sergio Chapelein no Jornal Nacional em 1979 - Imagem gentilmente cedida pela Rede Globo de Televisão - CEDOC

• Indicado a quatro Oscar em 2004. O diretor brasileiro Fernando Meirelles concorreu com Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e Peter Jackson. O diretor de fotografia César Charlone, teve como concorrente os filmes Cold Mountain, Girl With a Pearl Earring, Mestre dos Mares e Alma de Herói. E a montagem de Daniel Rezende concorreu com Cold Mountain, O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, Mestre dos Mares e Alma de Herói. O Roteriro Adaptado de Bráulio Mantovani foi baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

Central do Brasil




Sinopse:
Dora, uma professora aposentada, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos, na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Uma das clientes de Dora é Ana, que vem escrever uma carta com seu filho, Josué, um garoto de nove anos, que sonha encontrar o pai que nunca conheceu. Na saída da estação, Ana é atropelada e Josué fica abandonado. Mesmo a contragosto, Dora acaba acolhendo o menino e envolvendo-se com ele. Termina por levar Josué para o interior do Nordeste, à procura do pai. À medida que vão entrando país adentro,estes dois personagens, tão diferentes, vão se aproximando. Começa então uma viagem fascinante ao coração do Brasil, à procura do pai desaparecido, e uma viagem profundamente emotiva ao coração de cada um dos personagens do filme.

Ficha Técnica:
Título Original: Central do Brasil
Gênero: Drama
Duração: 112 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1998
Lançamento Comercial (Estreia):
Estúdio: Videofilmes
Distribuição: Sony Pictures Classics
Direção: Walter Salles
Roteiro: João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein
Produção: Arthur Cohn e Martine de Clermont-Tonnerre
Música: Antônio Pinto e Jacques Morelembaum
Fotografia: Wálter Carvalho
Desenho de Produção: Cássio Amarante e Carla Caffé
Edição: Isabelle Rathery e Felipe Lacerda

Elenco:
Fernanda Montenegro ...... Dora
Vinícius de Oliveira ...... Josué
Marília Pêra ...... Irene
Soia Lira ...... Ana
Othon Bastos ...... César
Otávio Augusto ...... Pedrão
Stela Freitas ...... Yolanda
Matheus Natchergaele ...... Isaías
Caio Junqueira ...... Moisés
Socorro Nobre
Sônia Lira.


Premiações:
• Conferência Nacional de Bispos do Brasil, 1998
Prêmio “Margarida de Prata - Melhor Filme Nacional

• Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, RJ, 1998
Prêmio Ministério da Cultura, - Melhor Filme do Ano,

• Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1998
Melhor Filme,
Melhor Diretor,
Melhor Atriz -Fernanda Montenegro
Melhor Fotografia,

• Festival de Berlim, Alemanha, 1998
Melhor Filme Estrangeiro,

• Globo de Ouro, EUA,1999
Urso de Ouro - Melhor Filme
Urso de Prata -Melhor Atriz: Fernanda Montenegro,
Melhor Filme -Júri Ecumênico

• Festival de Sundance, EUA, 1996
Prêmio Cinema 100,
Melhor Roteiro,

• Festival de San Sebastian,Espanha, 1998
Prêmio do Público,
Prêmio da Juventude,

• Associação dos Críticos de Cinema da Espanha, 1999
Melhor Filme Estrangeiro

• Hollywood Foreign Press Association, EUA,1998
Golden Globe - MelhorFilme Estrangeiro


• - National Board of Review (Associação Norte-americana de Críticos de Cinema),EUA, 1998
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Ano
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro

• Los Angeles Film Critics (Associação dos Críticos de Los Angeles), EUA, 1998;
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro

• Festival Internacional de Cinema de Fort Lauderdale, EUA, 1998
Prêmio da Crítica - Melhor Atriz - Fernanda Montenegro

• Festival Internacional de Cinema de Sarlat,França, 1998
Golden Satellite - Melhor Filme

• Estrangeiro - International Press Academy, EUA, 1998;
Prêmio do Público

• Prêmio Especial do Eurasia Film Festival, concedido pela União dos Cineastas Eurasianos, Cazaquistão, 1998

• Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba, 1998
Prêmio Especial do Júri,
Melhor Atriz – Fernanda Montenegro
Melhor Ator Jovem - Vinicius de Oliveira

Curiosidades:

• Central do Brasil foi o primeiro trabalho como ator de Vinícius de Oliveira. Walter Salles o conheceu enquanto este trabalhava como engraxate e o convidou para fazer um teste. Nos testes Vinícius superou mais de 1500 outros concorrentes ao papel.

• Quando Fernanda Montenegro se posicionou para as filmagens na Central do Brasil algumas pessoas de fato se aproximaram dela pedindo que escrevesse cartas. Algumas dessas cenas foram posteriormente incorporadas ao filme.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Casa de Areia

Sinopse:


1910. O português Vasco (Ruy Guerra) leva sua esposa grávida Áurea (Fernanda Torres) e a mãe dela, Dona Maria (Fernanda Montenegro), em busca de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente compradas por ele. O sonho se transforma em pesadelo quando, após uma longa e cansativa viagem junto a uma caravana, o trio descobre que as terras estão em um lugar totalmente inóspito, rodeado de areia por todos os lados e sem nenhum indício de civilização por perto. Áurea quer retornar ao lugar de onde vieram, mas Vasco insiste em ficar e constrói uma casa de madeira para que lá possam viver. Após serem abandonados pelos demais integrantes da caravana, um acidente mata Vasco e deixa Áurea e Dona Maria completamente sozinhas. Elas partem em busca de ajuda e terminam por encontrar Massu (Seu Jorge), um homem que nunca deixou o local. Massu passa a ajudá-las, levando comida e sal para que Áurea e Dona Maria possam sobreviver na casa recém-construída. Apesar da estabilidade, Áurea deseja deixar o local de qualquer maneira mas decide apenas fazer isto quando sua filha nascer e poder deixar o local com ela. Enquanto isso Áurea e Dona Maria precisam lidar também com a instabilidade do local em que vivem, já que a areia pode soterrar a casa em que vivem a qualquer momento.



Ficha Técnica:
Título Original: Casa de Areia
Gênero: Drama
Duração: 103 min.
Lançamento (Brasil): 2005
Lançamento Comercial (Estreia) 13/05/2005
Estúdio: Conspiração Filmes / Globo Filmes / Columbia TriStar Filmes do Brasil / TeleImage / Quanta Centro de Produções / LocaAventura
Distribuição: Columbia TriStar Filmes do Brasil
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Elena Soárez, baseado em argumento de Elena Soárez, Luiz Carlos Barreto e Andrucha Waddington
Produção: Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Guimarães, Pedro Buarque de Hollanda, Andrucha Waddington, Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto e Walter Salles
Co-produção: Walter Salles, Lucy e Luiz Barreto
Produtor Associado: Patrick Siaretta, Luciana Huck e Daniel Filho
Música: Carlo Bartolini e João Barone
Diretor de Fotografia: Ricardo Della Rosa
Desenho de Produção: Fernando Zagallo
Direção de arte: Tulé Peake
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Sérgio Mekler

Elenco:
Fernanda Montenegro ...... Dona Maria / Áurea / Maria
Fernanda Torres ...... Áurea / Maria
Ruy Guerra ...... Vasco de Sá
Seu Jorge ..... Massu - 1910-1919
Stênio Garcia ...... Luiz - 1942
Luiz Melodia ...... Massu - 1942
Enrique Díaz ...... Luiz - 1919
Emiliano Queiroz ...... Chico do Sal
João Acaiabe ...... Pai de Massu
Camilla Facundes ...... Maria - 1919
Haroldo Costa ...... Capataz
Jorge Mautner ...... Cientista
Nelson Jacobina ...... Cientista
Zumbi Bahia ...... Carregador Vasco
Jefferson de Almeida Barbosa ...... Mirinho (1919)
Wadson Martins Costa ...... Mirinho - 1942
Luiz Gonzaga de Almeida
Urias de Oliveira Filho ...... Carregador Vasco 2
Guilherme Júnior ...... Pescador Fogueira
Carlos Henrique Nascimento ...... Pescador do Entreposto


Premiações:
• Prêmio Qualidade Brasil, RJ, 2005
Melhor Atriz – Fernanda Torres

• II Festival Latinoamericano de cine de Lima, Peru, 2006
Melhor Filme (júri Popular)

• XXI Festival Internacional de cine em Guadalajara, México, 2006
Melhor Atriz – Fernanda Torres e Fernanda Montenegro

• Prêmio ACIE de Cinema, 2006
Melhor Fotografia

• Sundunce Film Festival, EUA, 2006
Melhor Roteiro

• Academia Brasileira de Cinema, RJ, 2007.
Melhor Direção de Arte

Curiosidades:
• Este é o 3º filme em que o diretor Andrucha Waddington e a roteirista Elena Soárez trabalham juntos. Os demais foram "Gêmeas" (1999) e "Eu Tu Eles" (2000).

primeira vez em que Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha na vida real, contracenam juntas em um filme.

• A idéia de Casa de Areia nasceu a partir da fotografia de uma casa abandonada, parcialmente soterrada pela areia, localizada no Nordeste. A história desta foto foi narrada ao diretor Andrucha Waddington pelo produtor Luiz Carlos Barreto, que já tinha a intenção de fazer um filme sobre o tema.

• O roteiro de Casa de Areia levou dois anos para ser concluído.

• Ainda antes do início das filmagens, integrantes da equipe de Casa de Areia visitaram 11 vezes os lençóis maranhenses. O objetivo era conseguir dados sobre as condições das estradas, o clima e como lidar com os cenários na areia.

• Rodado inteiramente nos lençóis maranhenses, entre julho e setembro de 2004.

• A pequena cidade de Santo Amaro, que faz fronteira ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, serviu de base para a equipe de filmagem.

• A cidade de Santo Amaro tinha apenas uma pousada e outra em construção, antes do início das filmagens. A equipe de Casa de Areia adiantou as obras inacabadas e ainda alugou 32 casas.

• O Ibama apenas autorizou as filmagens nas zonas de amortecimento do parque. As reservas de proteção máxima não foram liberadas.

• Em vários momentos os jipes usados pela equipe de filmagem tiveram problemas mecânicos ou atolavam nas dunas. A situação chegou a tal ponto que, em um único dia, 10 jipes enguiçaram.

• O orçamento de Casa de Areia foi de R$ 8,6 milhões.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Casseta e Planeta - Seus Problemas Acabaram!!!

Sinopse:


O idealista e destemido advogado Botelho Pinto (Murilo Benício), ao lado de sua assistente Dona Priscila (Maria Paula), resolve processar as Organizações Tabajara por fabricar produtos prejudiciais à saúde. Sua principal testemunha é o simplório Lindauro das Dores (Bussunda), que, ao aceitar ser cobaia de um remédio que ajuda os feios a provocar a libido de parceiros sexuais em potencial, acaba sofrendo dos efeitos colaterais. Na medida em que o julgamento avança, o advogado se envolve de forma perigosa com os problemas que se tem ao processar uma empresa como a Tabajara.

Ficha Técnica:
Título Original: Casseta e Planeta - Seus Problemas Acabaram!!!
Gênero: Comédia
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos
Ano de Lançamento: 2006
Lançamento Comercial(Estréia):01/09/2006
Distribuidora: Europa Filmes
Co-produção:Globo Filmes e Europa Filmes
Direção: José Lavigne
Produção artística: Guel Arraes
Diretor de Fotografia: Gustavo Hadba e Paulo Santos
Câmera: Renata Reis e Pedro Serrão
Montagem: Marcos Pereira Lisboa

Elenco:
Bussunda
Hélio de la Peña
Hubert
Marcelo Madureira
Cláudio Manoel
Reinaldo
Beto Silva
Murilo Benício
Maria Paula
Luana Piovani
Juliana Paes
Marcos Pasquim
Russo

Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa - 2003

Sinopse:


Durante 30 anos a verdadeira história do roubo da taça Jules Rimet foi escondida pelos militares. Orquestrado pelo Partido Anarco Nacionalista Animalista Carlos, o PANAC, o roubo ocorreu em pleno desfile do tricampeonato, com a taça sendo retirada das mãos dos jogadores que haviam acabado de se sagrar campeões do mundo. O grupo passa então a sofrer a repressão do regime militar da época, tendo que se esconder em plena selva amazônica..

Ficha Técnica:
Título Original: Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa
Gênero: Comédia
Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2003
Lançamento Comercial (Estréia): 21/11/2003
Distribuição: Warner Brasil
Direção: Lula Buarque de Hollanda
Roteiro: Casseta & Planeta
Produção: Leonardo Monteiro de Barros, Manfredo Barreto Garmatter, Lula Buarque de Hollanda e Breno Silveira
Produção executiva: Rômulo Marinho
Produtor associado: Breno Silveira
Co-produção: Conspiração Filmes, Warner Brasil, Globo Filmes, Organizações Tabajara, Quanta Centro de Produções e Estudios Mega
Música: Tom Capone, Lula Buarque de Hollanda e Casseta & Planeta
Som direto: Jorge Saldanha
Edição de som: Miriam Biderman
Mixagem: Armando Torres Junior
Música incidental: André Moraes
Fotografia: Adriano Goldman
Cartaz: Benício
Direção de arte: Gualter Pupo
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Sérgio Mekler
Caracterização: Rose Aragão

Elenco:
Bussunda ...... Frederico Eugênio / Wladimir Illitch Stalin Tse Tung Guevara
Hélio de la Peña ...... Denílson
Hubert ...... Carlos Peixoto / Gabeira
Reinaldo ...... D. Julieta / garçom gaúcho/ bombeiro/ piloto de avião/ general/ cara que puxa uma vaca/ Woody Allen
Beto Silva ...... General Manso
Cláudio Manoel ...... General Mirandinha / Che Guevara/ soldado/ repórter
Marcelo Madureira ...... Dolores
Maria Paula ...... Lucy Ellen
Carlos Alberto Torres
Jairzinho
Déborah Secco ...... Aeromoça
Toni Tornado ...... comandante da Blitz


Curiosidades:
• Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa é o 1º filme de ficção do diretor Lula Buarque de Hollanda.

• O orçamento de Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa foi de R$ 5 milhões.

• As filmagens foram feitas no verão do Rio de Janeiro em 2002.

• O General Mirandinha Imbiruçu (Cláudio Manoel) é inspirado em um personagem que Reinaldo e Hubert fizeram no Pasquim, junto com Agner e Cláudio Paiva, chamado General Avelar, que achava que esse negócio de ditadura dava muito trabalho. O próprio General Avelar é citado no filme.

• Reinaldo é o Casseta com maior número de personagens. Foram doze. Gostou mais de fazer o bêbado. A maior parte da cena dele foi cortada. Fez também um garçom gaúcho, um bombeiro, um piloto de avião, um general do alto comando, um cara que puxa uma vaca, Woody Allen... e a personagem principal que é Julieta, a mãezinha do terrorista Wladimir.

• As cenas da aldeia indígena foram filmadas na Floresta da Tijuca. Os figurantes vestidos de índios nos intervalos das filmagens, ficavam perambulando pela mata. Certo momento apareceu um grupo de turistas visitando a floresta. Quando eles viram os índios levaram um susto e saíram correndo.

• Cláudio Manoel ia fazer a Julieta, e Reinaldo o Mirandinha. Trocaram porque Cláudio Manoel não gosta de fazer mulher, tem que esconder todos os pelos usando meia, maquiagem e fazendo constantemente a barba.

• O roteiro foi dividido em três grupos, com um fazendo o início, outro o meio, e outro o fim. Quando tinha alguma coisa desenvolvida, trocamos os grupos, e tudo foi re-escrito. Foi feito várias vezes, de modo que cada um escreveu cada parte do filme muitas vezes. Para tudo que saía do roteiro havia uma discussão se deveria voltar.

• Foram criandas muita coisa também na montagem do filme. Na edição, cortou-se cenas e mudou-se a ordem de outras. Na sonorização, dublaram cenas, incluíram falas.

• Foi mudada inclusive toda a abertura do filme. Incluíu-se, por exemplo, um avião que puxa uma faixa onde está escrita uma besteira.

• A continuação da blitz não entrou porque não conseguimos os direitos da música. Chegaria então um terceiro carro com um trio nordestino. A blitz para eles e pergunta: “Tem triângulo”? Aí respondem (com sotaque nordestino): “Tem triângulo, tem sanfona e tem zabumba”. Começam a cantar: “Passei a noite procurando tu, procurando tu, procurando tu...” . Aí são fuzilados e Toni Tornado comenta: “Odeio essas músicas de duplo sentido”. Os direitos de uso dessa música eram muitos caras e estourariam o orçamento. Foi composto então um forró original pra usar nessa cena mas aí não dava mais tempo dela ser feita. “Eu vou chamar / pro xote dela / e vou entrar / no xote dela”. Isso exigiria um dia extra de filmagem.

• Teve também uma cena na fuga dos guerrilheiros, de noite, quando se escondem numa caverna escura. Alguém acende um fósforo, eles se apavoram e apontam as armas pra essa pessoa, e essa pessoa fala: “Pô, não se pode nem cagar em paz”! Iriam chamar um convidado especial pra falar isso mas também demandava um dia extra de filmagem, ou, pior, uma noite extra de filmagem.

• As cenas de making of e cenas que foram cortadas serão incluidas no DVD do filme.

• “Casseta & Planeta – A Taça do Mundo é Nossa!: você nunca viu tanta babaquice!" - slogam do filme.

• Casseta e Planeta Rumo ao Oscar era o título inicial do filme.

• Trilha sonora do filme é composta por:

"Garota Papo Firme" por Paralamas do Sucesso; "Guantanamera" por Cidade Negra; "Que Dureza" por Frejat; "Não Vou Ficar" por Max de Castro; "Vem quente que eu estou fervendo" por C&P com Mu Chebabi; "Pra frente Brasil" por Zeca Pagodinho.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Chamado de Deus - 2001

Sinopse:

Seis jovens vocacionados revelam como se decidiram pela vida religiosa. Três deles hoje são seminaristas da Igreja Católica e se preparam para se tornar padres em breve, espalhando a fé cristã junto a população. Já os demais seguiram também a linha da religiosidade, mas atuam mais próximo à Teologia da Libertação, que prega que é preciso se inserir na realidade dos fiéis para ajudar a concretizar seus anseios e ideais.

Ficha Técnica:
Título Original: O Chamado de Deus
Gênero: Documentário
Duração: 80 min.
Ano de Lançamento: 2001
Lançamento Comercial (Estréia) 01/04/2001
Distribuição: Riofilme
Direção: José Joffily
Produção: José Joffily
Música: David Tygel
Fotografia: Antônio Luís Mendes, Guy Gonçalves, Luís Abramo, Marcelo Duarte e Nonato Estrela
Edição: Eduardo Escorel

Elenco:
.....

Prêmios:
Recebeu uma “ indicação” ao Grande Prêmio BR de Cinema, na categoria de Melhor Documentário.

• Festival de Brasília - 2001
Melhor Documentário
Melhor Montagem

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Contador de Histórias - 2009


Sinopse:
Baseado em fatos reais. Belo Horizonte, fim da década de 70. Aos 6 anos, Roberto Carlos Ramos já demonstra enorme talento para contar histórias. Caçula de dez irmãos e morador de favela, é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza.

Ficha Técnica:
Título Original: O Contador de Histórias
Gênero: Drama
Duração: 100 min
Lançamento no Brasil: 2009
Lançamento Comercial (estréia): 07/08/2009
Distribuição: Warner Bros
Direção: Luiz Villaça
Assistende de direção: Daniela Carvalho
Roteiro: Mauricio Arruda, José Roberto Torero, Mariana Veríssimo, Luiz Villaça
Produção: Francisco Ramalho Jr., Denise Fraga
Produtor executivo: Marcelo Torres
Co-produção: Ramalho Filmes, Warner Bros
Música: André Abujamra, Marcio Nigro
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de Produção: Valdy Lopes
ireção de Arte: Valdy Lopes
Figurino: Cássio Brasil
Edição: Umberto Martins
Maquiagem: Simone Batata











Elenco:
Maria de Medeiros ........ Margherit
Daniel Henrique ........ Roberto Carlos Ramos - 6 anos de idade
Paulinho Mendes ........ Roberto Carlos Ramos - 13 anos de idade
Cleiton Santos ........ Roberto Carlos Ramos - adulto
Malu Galli ........ Pérola
Ju Colombo ........ Mãe de Roberto Carlos Ramos
Daniel Henrique da Silva ........ Samuel - 6 anos de idade
Ricardo Perpétuo ........ Samuel - 13 anos de idade
Matheus de Freitas ........ Cabelinho de Fogo - 13 anos de idade
Victor Augusto da Silva ........ Cabelinho de Fogo - 17 anos de idade
Teuda Bara ........ Judith
Jacqueline Obrigon ........ Psicóloga
Luciana Carnieli ........ Assistente da psicóloga
Chico Díaz ........ Camelô
Paulo Federal ........ Porteiro
Maurício Marques Bedel 1
Laerte Mello ........ Bedel 2
Rhena de Faria ........ Faxineira
Cesar Lopes ........ Jardineiro
Montanha Carvalho ........ Acrobata












Prêmios e Indicações:
• O filme recebeu o selo da Unesco,Organização das Nações Unidas.

Curiosidades:
• Baseado na vida do brasileiro Roberto Carlos Ramos, educador e "contador de histórias" de fama internacional.

• O diretor, Luiz Villaça, descobriu “o contador de histórias” em um livro infantil que seu filho havia ganhado de presente.

• Para o papel de Margherit, Luiz Villaça, precisava de uma mulher francesa que falasse português. E contou com a participação da atriz portuguesa Maria de Medeiros (de “Pulp fiction”) no papel da pedagoga. A Maria de Medeiros é portuguesa, mas viveu muito tempo na França.

• Na época em que trabalhavam juntos, a atriz foi nomeada pela Unesco “artista pela paz”.

• Locações em Belo Horizonte, Minas Gerais, Paulínia e São Paulo, São Paulo.

• Título em inglês The Story of Me.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Casamento de Romeu & Julieta - 2005


 Sinopse:

Alfredo Baragatti (Luís Gustavo) é um advogado descendente de italianos, que é palmeirense roxo e membro do Conselho Deliberativo do clube. Alfredo criou sua Julieta (Luana Piovani) para ser como ele, mais uma apaixonada pelo Palmeiras. Batizada em homenagem aos ídolos palmeirense, "juli" de Julinho e "eta" de Echevarietta, ela é jogadora do time feminino do Palmeiras, jogando como centroavante. Julieta se apaixona por Romeu (Marco Ricca), um médico oftalmologista de 45 anos que é corinthiano roxo. Em nome do amor Romeu aceita se passar por palmeirense, chegando a se filiar como sócio do clube e ir aos jogos para torcer pelo rival. Tais atitudes geram desconfiança em sua família, principalmente em seu filho Zilinho (Leonardo Miggiorin) e na avó Nenzica (Berta Zemmel), ambos corinthianos fanáticos.

Ficha Técnica:
Título Original: O Casamento De Romeu & Julieta
Gênero: Comédia
Duração: 90 minutos
Lançamento no Brasil: 2004
Estréia no Brasil: 18/03/2005
Distribuição: Buena Vista International
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Jandira Martini, Marcos Caruso & Bruno Barreto
Produção: Paula Barreto
Produtores: LC Barreto & Filmes Do Equador
Direção de produção: Wellington Pingo
Produtor Executivo: Francisco Ramalho Jr.
Co-produção: Miravista, Buena Vista International, Geração Conteúdo Estúdios Mega, Mega Color, BMG
Fotografia: Adriano Goldman
Fotografia de cena: Paula Prandini
Direção de arte: Cássio Amarante
Figurino: Caia Guimarães
Edição: Ricardo Mehedff
Produtor de elenco: Viviam Golombek

Elenco:
Luana Piovani ........ Julieta
Luiz Gustavo ........ Alfredo Baragatti
Marco Ricca ....... Romeu
Martha Mellinger ........ Isabella
Mel Lisboa ........ Joana
Leonardo Miggiorin ........ Zilinho
Berta Zemel ........ Nenzica
Renato Consorte ........ Imparato
Cybele Jacome ........ Vilma
Rafael Golombeck ....... Presidente do Palmeiras
José Vasconcelos ....... Padre
Marina Person ....... Repórter


Curiosidades:
• Baseado no conto "Palmeiras, Um Caso de Amor" de Mario Prata.

• O Casamento de Romeu e Julieta, 16.º filme do diretor de Dona Flor e Seus Dois Maridos.

• Romeu sofre por ter de fingir que é palmeirense. Imagine ir até um estádio e sentar-se na arquibancada do time rival? Pois Ricca sofre duplamente, na pele do personagem e na própria, afinal, ele é palmeirense.

• No inicio se noticiou, ainda em 2003, que Romeu seria Taumaturgo Ferreira.

• A história se passa na cidade de São Paulo, Brasil.

• A protagonista do filme teria sido batizada em homenagem a dois antigos ídolos do Palmeiras, Julinho e Echevarrieta, com a junção do nome de ambos.

• O roteiro do filme é livremente inspirado em Romeu e Julieta, de Shakespeare.

• A cantora Wanessa Camargo participou da trilha do filme e cantou a canção Nada me importa no mundo.

• A banda Los Hermanos particou da trilha sonora do filme com duas músicas, Tenha Dó e Sentimental.

• Marcelo Camelo vocalista da banda Los Hermanos canta ao lado de Miúcha e Erasmo Carlos a música Romeu e Julieta, que aparece no fim do filme.

Caixa Dois - 2007


Sinopse:

Luiz Fernando, rico banqueiro, consegue um ganho extra de cinqüenta milhões de reais numa transação de investimentos em Precatórios. Como o doleiro encarregado de descontar o cheque e enviar os dólares para sua conta em Zurique entra em coma, o banqueiro decide usar sua linda secretária, de quem é amante, como ""laranja"". Mas a situação se complica quando, ao fazer o depósito, um dígito errado faz com que os cinqüenta milhões caiam na conta de uma mulher honesta e trabalhadora cujo marido acaba de ser demitido por medidas de economia no processo de automação do banco de Luiz Fernando. E ela promete endurecer o jogo, recusando-se a fazer o estorno e gerando complicações hilariantes. Trata-se da adaptação cinematográfica inspirada em um dos maiores sucessos do teatro brasileiro dos últimos tempos.

Ficha Técnica:
Título Original: Caixa Dois
Título em Português: Caixa Dois
Lançamento no Brasil: Agosto de 2007
Estréia no Brasil: 06/04/2007
Gênero: Comédia
Duração: 83 minutos
País de Origem: Brasil
Estúdio: Globo Filmes
Direção: Bruno Barreto

Elenco:
Fúlvio Stefanini .... Luís Fernando
Zezé Polessa .... Angelina
Daniel Dantas .... Roberto
Giovana Antonelli .... Ângela
Cássio Gabus Mendes .... Romeiro
Thiago Fragoso .... Henrique
Marina de Sabrit .... Anésia
Robson Nunes .... Capilé


Curiosidades:
• O filme é baseado na peça teatral Caixa dois, de Juca de Oliveira, e que teve um grande sucesso de público; ficou seis anos em cartaz e foi assistida por um público superior a um milhão de espectadores.

Cinema de Lágrimas


Sinopse:
Abalado pelo fracasso de sua última peça e por sonhos recorrentes com a mãe que se suicidou, o diretor teatral Rodrigo Ferreira contrata um jovem estudante de cinema, Yves, para ajudálo a descobrir o filme a que sua mãe teria assistido pouco antes de morrer. A missão os leva à Cinemateca da Universidade do México, onde vêem melodramas produzidos entre as décadas de 30 e 50.

Ficha Técnica:
Título Original: Cinema de Lágrimas
Gênero: Semi-Documentário
Duração: 92min.
Lançamento no Brasil : 1995
Distribuição: Riofilme
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Dora Sverner
Roteiro: Sílvia Oroz e Nelson Pereira dos Santos
Produção: Roberto Feith, Laura Imperiale e Alejandro Clancy
Produção executiva: Hilton Kauffmann, Colin MacCabe e Bob Last
Direção de Produção: Aroldo Carvalho
Co-produção: Meta Video Produções (Brasil) e British Film Institute (Inglaterra)
Música: Paulo Jobim
Som: Juarez Dagoberto da Costa
Edição de Som: Carlos Cox
Fotografia: Walter Carvalho
Cenografia: Silvana Gontijo
Direção Artística: Silvana Gontijo
Figurinos: Silvana Gontijo
Edição: Luelane Correa
Assistente de Montagem: Luiz Guimarães de Castro, Gustavo Casançon, César Migliorin e Márcia Bessa
Maquiagem: Cida Freitas e Maria da Conceição de Jesus

Elenco:
Raul Cortez
André Barros
Christiane Torloni
Patrick Tannus
Cosme Alves
Sílvia Oroz
Ivan Trujillo


Curiosidades:
• Baseado no livro Melodrama: O cinema de lágrimas da América Latina, de Sílvia Oroz

• Orçado em US$ 1 milhão, o filme integra o projeto "O Centenário do Cinema", com 18 produções internacionais coordenadas pelo British Film Institute

• O filme exibe alguns trechos de 18 filmes latino-americanos, produzidos entre 1931 e 1954

• A pesquisadora Sílvia Oroz assistiu a cerca de 500 filmes para escrever o livro, publicado em 1992, que inspirou o roteiro.

Como Era Gostoso O Meu Francês - 1971



Sinopse:
No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória.

Ficha Técnica:
Título Original: Como Era Gostoso O Meu Francês
Gênero: Aventura
Duração: 83 min.
Lançamento (Brasil): 1970
Distribuição: Condor Filmes e Riofilme
Direção: Nélson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Luiz Carlos Lacerda
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Produção: Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto e Condor Filmes
Música: Zé Rodrix e Guilherme Magalhães Vaz
Fotografia: Dib Luft
Desenho de Produção: Régis Monteiro
Direção de arte:
Figurino: Mara Chaves
Edição: Carlos Alberto Camuyrano
Pesquisa Etnográfica: Luis Carlos Ripper
Diálogos em tupi: Humberto Mauro

Elenco:
Gabriel Araújo
Gabriel Archanjo ........ Mbiratata
Ana Batista
João Amaro Batista
Arduíno Colassanti ........ O Francês
Manfredo Colassanti
Hélio Fernando
Eduardo Imbassahy Filho ........ Cunhambebe
José Kléber ........ Ipiraguaçu
Luiz Carlos Lacerda
Maria de Souza Lima
Ana Maria Magalhães ........ Seboipepe
Wilson Manlio
Ana María Miranda
Célio Moreira ........ narração
Ital Natur
Janira Santiago
José Soares

Curiosidades:
• O filme teve problemas com a censura da época, por ter atores interpretando atores nus, depois foi liberado para maiores de 18 anos, com a justificativa que nudez de índio não seria pornográfica.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Chega de Saudade - 2008



Sinopse:

A história acontece em uma noite de baile, em um clube de dança em São Paulo, acompanhando os dramas e alegrias de cinco núcleos de personagens freqüentadores do baile. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último freqüentador desce a escada. Mesclando comédia e drama, Chega de Saudade aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo, num clima de muita música e dança.

Ficha Técnica:
Título Original: Chega de Saudade
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 92 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Distribuição: Buena Vista International
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luiz Bolognesi
Produção: Caio Gullane e Fabiano Gullane
Co-produção: Gullane Filmes, Buriti Filmes, Miravista, Globo Filmes, ARTE France
Música: BiD
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de arte: Marcos Pedroso
Edição: Paulo Sacramento

Elenco:
Leonardo Villar ........ Álvaro
Tônia Carrero ........ Dona Alice
Cássia Kiss …….. Marici
Betty Faria …….. Elza
Stepan Nercessian …….. Eudes
Maria Flor …….. Bel
Paulo Vilhena ........ Marquinhos
Elza Soares ........ Crooner da banda
Marku Ribas ........ Crooner da banda
Conceição Senna ......... Aurelina
Marcos Cesana ........ Garçom Gilson
Clarisse Abujamra ........ Rita
Luiz Serra ....... Ernesto
Miriam Mehler ........ Nice
Marly Marley ........ Liana
Jorge Loredo ........ Dionízio
Marcos Cesana ........ Gilson


Prêmios e Indicações:

• Festival de Brasília (2008)
Troféu Candango de Melhor Direção e Melhor Roteiro
Troféu Candango Melhor Filme (Júri Popular), sendo ovacionado de pé ao fim da exibição por todos no Cine Brasília.

Curiosidades:
• Inicialmente seu título seria "União Fraterna".

• É o 2º filme de ficção dirigido por Laís Bodanzky. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças (2001).

• É o 2º filme em que a diretora Laís Bodanzky e a atriz Cássia Kiss trabalham juntas. O anterior foi Bicho de Sete Cabeças (2001).

• O orçamento de Chega de Saudade foi de R$ 4,6 milhões.

A Casa de Alice - 2007


Sinopse:

Alice (Carla Ribas) é uma manicure que tem em torno de 40 anos e mora na periferia da cidade de São Paulo. Ela vive com sua mãe, dona Jacira (Berta Zemel), seu marido, o taxista Lindomar (Zé Carlos Machado), e seus três filhos Lucas (Vinicius Zinn), Edinho (Ricardo Vilaça) e Júnior (Felipe Massuia). O casamento de Alice está em conflito e Lindomar tem casos extraconjugais. Alice faz "vistas grossas" e também tem seus casos, vendo em seu namorado de adolescência, Nilson (Luciano Quirino), um candidato a realizar seus sonhos românticos.

Ficha Técnica:
Título Original: A Casa de Alice
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Lançamento (Brasil): 2007
Distribuição: Imovision e FiGa Films
Direção: Chico Teixeira
Assistente de direção: Amilcar M. Claro
Roteiro: Chico Teixeira, Júlio Pessoa, Sabina Anzuategui e Marcelo Gomes
Produção: Patrick Leblanc e Zita Carvalhosa
Direção de produção: Lili Bandeira
Co-produção: Superfilmes
Som: Eduardo Santos Mendes
Som direto: João Godoy
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr.
Direção de arte: Marcos Pedroso
Figurino: André Simonetti
Edição: Vânia Debs
Casting: Fátima Toledo

Elenco:
Carla Ribas .........Alice
Berta Zemel ........D. Jacira
Zécarlos Machado ........ Lindomar
Felipe Massuia ........ Junior
Ricardo Vilaça ........ Edinho
Vinícius Zinn ........ Lucas
Renata Zhaneta ........ Carmen
Luciano Quirino ........ Nílson
Dirce Couto ........ Neide
Jorge Cerruti ........ Toninho
Mariana Leighton........ Thaís
Talita Craveiro ........ Vanessinha
Elias Andreato ........ Seu Gabriel
Cláudio Jaborandy ........ Ivanildo
Cícero Augusto ........ Carlinhos Abranches
Thiago de Mello ........ Oftamologista
Monicah Duarte ........ Funcionária do salão de cabeleireiro
Francisco Gaspar ........ Funcionário do salão de cabeleireiro
Roberto Leite ........ Passageiro do táxi
Marcos Pedroso ........ Cliente no carro


Prêmios e Indicações:
• Ganhou o Prêmio CICAE e o Prêmio TVE, no Festival Cine en Construction.

• Ganhou o Prêmio Especial do Júri (Carla Ribas), no Festival de Miami.

• Ganhou o prêmio de Melhor Filme e o Prêmio do Júri de Jovens, no Festival de Fribourg.

• Ganhou o Prêmio Especial do Júri, o de Melhor Atriz (Carla Ribas) e o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Guadalajara.



Curiosidades:
• Estréia de Chico Teixeira como diretor de longa-metragens de ficção.

• A estréia mundial ocorreu no Festival de Berlim 2007, onde foi exibido na seção Panorama.

• A atriz Carla Ribas, no papel de Alice, faz sua primeira participação como protagonista em um filme de longa-metragem.

• As filmagens foram realizadas na cidade de São Paulo no final de 2005 e a pós-produção durante o ano de 2006.

• Filmado em S16mm o filme na pós-produção foi ampliado em 35mm.

• O filme foi financiado em todas as suas fases com recursos oriundos de prêmios ganhos no Brasil (Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, concursos de empresas públicas) e no exterior (Hubert Bals Fund, prêmio TVE/Cine en Construcción/San Sebastian 2006).

Sobre o filme:
A casa de Alice, primeira ficção do documentarista Chico Teixeira, revela um universo bem pouco explorado pela cinematografia nacional. Longe das periferias e dos segmentos “médios” mais abastados da burguesia, o filme concentra seu olhar na vida de uma família de classe-baixa, moradora de um edifício popular em algum bairro da cidade de São Paulo. A partir do espaço delimitado da casa, somos apresentados, logo na primeira sequência, a seus cômodos desarrumados sob a luz da manhã: uma cama de casal desfeita, um quarto com o beliche bagunçado, a sala ainda desabitada e a cozinha, o cômodo mais expressivo e acolhedor dessa casa.

Alice, manicure, e sua mãe Jacira, dona-de-casa aposentada, são as personagens por meio das quais adentramos o espaço da casa e do cotidiano da família. O que não significa que a percepção do filme esteja colada às percepções de Alice e Jacira. Antes, o filme as observa, observa atentamente os espaços da casa, escuta concentradamente seus sons, estabelecendo com elas, e entre elas, uma relação pautada por uma sutil intimidade e por uma discreta solidariedade – manifestas, sobretudo, em um eloquente momento de compreensão no silêncio (quando as duas, encostadas à noite no parapeito da área de serviço, olham a esmo). Mãe e filha, filme e personagem: não é de todo descabido associar ao filme um tipo de maternidade.

Alice recebeu um nome cujo significado está associado à verdade, já o nome de sua mãe, Jacira, à doçura. Conotações das personagens femininas, encarnadas pelas expressivas atrizes Carla Ribas e Berta Zemel, que informam e amalgamam o próprio projeto estético de Chico Teixeira. Filiado a certo realismo-naturalista contemporâneo, presente na premiada filmografia dos irmãos Dardenne e, como referência ainda mais evidente, no pujante O pântano, de Lucrecia Martel, A casa de Alice parece almejar fundir essas duas vertentes de um realismo-naturalista internacionalmente prestigiado.

De um lado, a observação mais seca, a ausência de qualquer som que não venha do espaço diegético e a valorizaçao da experiência fenomenológica dos personagens comprometida com a expressão de uma verdade – muitas vezes marcada pela ambigüidade. De outro, uma observação que, ao diminuir a distância entre o olhar e os espaços, entre a câmera e os corpos, se aproxima afetivamente de seus personagens, valorizando, por meio de uma contida ternura, afagos, tensões físicas e latências sexuais. Alice transita, assim, entre a experiência no mundo (o mundo da casa e o mundo do trabalho) e a experiência de seu corpo no mundo (o mundo do desejo).

A partir então da utilização de figuras de linguagem e de procedimentos estéticos e dramatúrgicos filiados a um “apelo realista”, A casa de Alice constrói efeitos de verdade e de real por meio de um afeto discreto e discretamente sensual. No entando, diferentemente dos Dardenne (em Rosetta, O filho e A criança, por exemplo), não há um esgarçamento da experiência e, por consequência, da narrativa. Do mesmo modo, a modorrência, como a que se instala em O pântano, as não-ações e os contatos físicos que emergem nesses momentos são por demais controlados e funcionalizados em A casa de Alice.

Chico Teixeira acerta ao trabalhar com espaços confinados e bem recortados por seu seletivo olhar, ao trabalhar com lugares quaisquer, mas jamais com qualquer lugar. Porém erra ao não acreditar, profunda e convictamente, nas (im)potências de uma experiência temporal. Nesse sentido, o que se perde é a possibilidade da construção de um senso de cotidiano mais pregnante, de um senso de rotina, extenuante pela possível automatização das ações, por um lado, mas imensamente prenhe de errâncias, deslocamentos, hesitações, desautomatização dos gestos e derivas.

Alice, manicure de um salão, passa todo o filme atendendo a uma mesma cliente, Carmem, cuja presença na narrativa, bem como a posterior ausência, é excessivamente funcionalizada. Não temos acesso ao cotidiano de seu trabalho simplesmente porque ele não atende a uma narrativa por demais roteirizada. Não temos acesso a um senso de rotina simplesmente porque a montagem parece querer eliminar tudo aquilo que não sirva a propósitos dramáticos claros e pré-determinados. Em A casa de Alice, a montagem parece também não acreditar, engajadamente, na proposta dramatúrgica de que parte o filme.

Em vez de confiar que os sentidos possam ser extraídos do material, por meio de uma organização mais tênue e não-funcional, a montagem organiza o mundo de Alice excessivamente. Até as elipses e os ocultamentos, estratégias narrativas tão interessantes, assemelham-se mais a soluções de roteiro que, de fato, a uma marca temporal, a uma possibilidade de encobrimento de uma experiência fugidia, sobre a qual não temos controle. Nesse sentido, A casa de Alice parte de procedimentos estéticos e dramatúrgicos modernos, mas continua refém de uma estrutura narrativa ainda bastante clássica e controladora: excesso de situações dramáticas, conflitos adensados, viradas de roteiro, personagens funcionais e soluções “ex-machina”.

Também a fotografia, quando capta as cenas das refeições à mesa, alterando e alternando sucessivamente o foco dos rostos dos personagens – os três filhos de Alice -, adere a um tipo de maneirismo que inconscientemente parece querer delegar à movimentação da câmera uma suposta ausência de ação na cena. Mais uma vez, falta aí a crença. Porém, em diversos momentos, essa ausência de convicção e de engajamento no tempo é amenizada pela presença sóbria e comovente de Jacira, mãe de Alice, sogra de Lindomar e avó de Lucas, Edinho e Júnior.

Como é Jacira dona-de-casa e a verdadeira dona da casa, é permitido a ela experimentar, de modo efetivo, a duração e a trivialidade de suas ações: arrumações da sala, lavagem das roupas, preparação da mesa para o almoço, movimentações pela área de serviço e deslocamentos por sua cozinha. Jacira é quem mais exerce a observação, atenta e sapiente, e seu olhar coincide, diversas vezes, com o olhar do filme. Por isso sabe até o que não deveria saber, condição que a faz sofrer com uma visão que às vezes lhe falha. Desde Édipo, a cegueira é o preço que se paga por quem sabe demais.

Talvez seja por saber em demasia que Jacira se abandona à própria sorte. Jacira sabe e, por isso, diferentemente dos outros, acredita e confia. Mas o abandono não é só de Jacira, largada em um asilo pelo genro e por um dos netos com quem mais tem cumplicidade. A casa, os filhos, o marido, as traições, o peso, as disputas e as tensões também são abandonados por Alice, que, por sua vez, é abandonada pela promessa de felicidade, leveza e prazer oferecida pela possibilidade de passar algum tempo – dias, meses, anos? –ao lado de seu amante. Alice, na tentativa de abandonar, é antes abandonada, não apenas pelo amante, mas pelo próprio filme. Filme como uma mãe que, por não suportar mais, precisa deixar seus “filhos”.

A casa de Alice acaba por revelar-se um filme sobre o abandono, mas o abandono não apenas como um universo temático com o qual se trabalha. Ao terminar de um modo inacabado, inconcluso e rarefeito, em meio a uma ação (o olhar de Alice) e ao gosto do cinema moderno, o filme abandona, enquanto efeito dramático, seus próprios personagens. No entanto, Jacira é “salva” por uma frivolidade que ilumina toda a sua vida – como conseguir, enfim, e ainda que de um asilo, conversar com o locutor de sua rádio favorita, em um dos planos mais tocantes do filme, no qual dá as costas para a câmera enquanto fala ao telefone. Já Alice, na última sequência, longe de casa e na mesa de um bar, aguarda, com o olhar apreensivo, o que lhe reserva o próximo instante.

Essa condição inacabada, inconclusa e abandonada dá a A casa de Alice, a despeito de sua demasiada organização, um frescor de filme-ensaio. Filme que se ensaia na medida em que revela uma espécie paradoxal de busca: encontra algo que não procura, encontra o que parece não estar previsto. Seja uma potência ou uma impotência, o que importa para Jacira e Alice é que, mesmo abandonadas, lhes fora oferecida uma possibilidade.

Revista cinética por Ilana Feldman

Contra Todos - 2004

 

Sinopse:

Em um bairro da periferia de São Paulo vivem Teodoro, sua filha adolescente Soninha e sua segunda mulher, Cláudia. O dia-a-dia dessa família classe média baixa está assentado sobre mentiras. Por trás da fachada de homem religioso, Teodoro ganha a vida como matador, bate na revoltada Soninha e tem uma relação extra-conjugal com Terezinha, sua companheira de culto.

Ficha Técnica:
Título Original: Contra Todos
Gênero: Drama
Duração: 95 minutos
Lançamento (Brasil): 2004
Direção: Roberto Moreira
Assistente de direção: Júlia Pacheco Jordão
Figuração: Casting 12, Agnaldo Melo e Alélia Gallucci
Preparação de elenco: Sergio Penna
Coordenador de Luta e ação: Dani Chao Hu
ssistente de luta e ação: André Sader
Roteiro: Roberto Moreira
Produção: Fernando Meirelles, Roberto Moreira, Geórgia Costa Araújo, Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck
Direção de produção: Áurea Gil
Produção executiva: Geórgia Costa Araújo
Produção de locação: Waltinho Magalhães e Sergio Tadeu Piantino
Produção de set: Pedro Gorski e Waltinho Magalhães
Direção de fotografia: Adrian Cooper
Still: Cris Bierrenbach e Lu Francesco
Som direto: João Godoy
Direção de arte: Marjorie Gueller e Joana Porto
Figurino: Marjorie Gueller e Joana Porto
Cenotécnico: Vado
Assistente de cenotécnica: Fábio José de Oliveira
Pintores: Nelson Ulian e Moisés Messias dos Santos
Efeitos especiais: Shiyozi Izuno e Julio Ayres
Maquiagem de efeito: Ana Van Steen
Montagem: Mirella Martinelli
Finalização: Francisco Mosquera e Sílvia Hayashi
Edição de som: Eduardo Santos Mendes
Música Original: Livio Tragtenberg
Seleção Musical: Laura Finocchiaro


Elenco:
Leona Cavalli ......... Cláudia
Silvia Lourenço ......... Soninha
Ailton Graça ......... Waldomiro
Giulio Lopes ......... Teodoro
Martha Meola ......... Terezinha
Dionísio Neto ......... Lindoval
Gustavo Machado ......... Marcão
Paula Pretta ......... ......... Claudete
Ismael de Araujo ......... Júlio
Laís Marques ......... Regina
Waterloo Gregório ......... Luiz
Fernando Petelinkar ......... Vendedor de carro
Alessandro Azevedo ......... Tião
Neusa Velasco ......... Mãe de Terezinha
Sérgio Cavalcante ......... Irmão de Terezinha
Elder Fraga ......... Rapaz do bar
Sérgio Pardal ......... Carecas
Daniel Coelho
Nei Pelizzon


Prêmios e Indicações:
• Vencedor do Silver Firebird Award for Young Cinema no Festival Internacional de Cinema de Hong Kong, em premiação anunciada em 15 de abril de 2004.

• Premiado no Cine PE - Festival do Audiovisual, nas categorias Melhor Direção - Roberto Moreira, Melhor Ator - Giulio Lopes, Melhor Direção de Arte e Melhor Som.

• Festival de Belém troféus "Ver-o-peso", Melhor direção de arte, melhor montagem e Melhor atriz (Silvia Lourenço), 2004.

• Escolhido o melhor filme pelo júri oficial do Festival do Rio 2004. E o prêmio de melhor atriz foi para Silvia Lourenço.


Curiosidades:
• Os atores aceitaram participar do filme sem conhecer o roteiro e durante os ensaios descobriram e vivenciaram a história.

• Foi filmado na Zona Leste porque não queriam uma periferia clichê, típica de cidade do terceiro mundo, cheio de crianças, música e barulho.

• Foi gravado em digital, a equipe era de 15 pessoas, o equipamento de luz foi reduzido ao mínimo, todos os planos foram realizados com a câmera na mão, o som se adequou às condições de produção de um documentário, não foram usados estúdios e a cenografia utilizou objetos que já estavam nas locações ou na vizinhança.

• Quem inventou a frase "Deus contra todos" foi o Mario de Andrade em "Macunaíma". O Joaquim Pedro de Andrade a usou na sua adaptação do livro e foi daí que o Herzog tirou a idéia para o subtítulo de "O Enigma de Kaspar Hauser": "Cada um por si e Deus contra todos". Roberto Moreira tirou "Deus" porque achou que direcionava a leitura do filme para questões religiosas, o que não era o caso.

• Roberto Moreira é professor de dramaturgia no Curso Superior do Audiovisual da ECA-USP, mestre em História da Arte pela UNICAMP e doutor pela ECA-USP. Contra Todos é seu primeiro longa.

• Representante brasileiro no 19º Festival Latino-americano de Trieste (norte da Itália), onde 150 filmes (curtas e longas-metragens), muitos inéditos na Europa.

O Corpo - 2008



Sinopse:

Em São Paulo, ossos são desenterrados de uma vala comum e levados ao Instituto Médico Legal (IML). O descobrimento agita a vida do médico-legista Artur (Leonardo Medeiros), que até então vivia enterrado até o pescoço de tédio. Ele recebe a ajuda de sua supervisora Lara (Chris Couto) para identificar os ossos, que podem ser de guerrilheiros.

Ficha Técnica:
Título Original: Corpo
Gênero: Drama
Duçação: 85min.
Lançamento (Brasil): 2008
Distribuição:
Direção: Rossana Foglia e Rubens Rewald
Assistente de direção: Fernando Coimbra
Roteiro: Rossana Foglia e Rubens Rewald
Produção: Paulo Boccato, Rossana Foglia e Rubens Rewald
Música: Eduardo Queiroz
Som: Eduardo Santos Mendes
Fotografia: Marcio Langeani
Direção de arte: Roberto Eiti
Figurino: Davi Schumaker
Edição: Ide Langeani


Elenco:
Leonardo Medeiros ........... Artur
Rejane Arruda ........ Fernanda
Chris Couto ........... Lara
Regiane Alves ........ Helena
Louise Cardoso
Gustavo Machado


Curiosidades:
• O primeiro longa de Rossana Foglia e Rubens Rewald.

• Os diretores se conheceram no curso de cinema da ECA/USP, onde atualmente Rubens é professor de roteiro. Realizaram os curtas Rosas Mortas (1991), Cânticos (1992) e o premiado Mutante (2002), selecionado para o Festival de Clermont-Ferrand na França. Trabalham também em teatro, realizando espetáculos multimídias, como Narraador (1996). Este primeiro longa traz suas principais marcas de estilo: experimentação narrativa e tramas urbanas.

• O filme participou do Festival de Cinema de Tiradentes-MG, Mostra Internacional de São Paulo e o Festival de Cinema do Rio Mostra: Premiere Brasil - Novos Rumos (2007), Festival de Cinema Brasileiro de Buenos Aires (2008), Festival de Cinema Brasileiro de Miami (2008).

• Titulo em Inglês: Body