O plano econômico do governo Collor projeta o país no caos. A vida de Paco, um jovem estudante paulista, desmorona com a morte da mãe e o fim de um sonho de ser ator. Paco decide deixar o Brasil. Para isso, aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá, conhece Alex, o amor e o perigo da morte...
Ficha Técnica:
Título Original: Terra Estrangeira
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1995
Distribuição: Riofilme
Direção: Walter Salles
Roteiro: Marcos Bernstein, Walter Salles e Daniela Thomas
Produção: Videofilmes Producoes Artisticas e Animatógrafo
Música: José Miguel Wisnik
Fotografia: Walter Carvalho
Desenho de Produção: Daniela Thomas
Figurino: Cristina Camargo
Edição: Felipe Lacerda e Walter Salles
Elenco:
Fernando Alves Pinto ...... Paco
Laura Cardoso ...... Manuela (mãe)
Luís Mello ...... Igor
Fernanda Torres ...... Alex
Alexandre Borges ...... Miguel
Tchéky Karyo ...... Kraft
João Lagarto ...... Pedro
Beth Coelho
Gerald Thomas
Premiações:
• Prêmio Golden Rosa Camuna, da Mostra Internazionale del Cinema d'Essai (Itália), para Daniela Thomas e Walter Salles.
• Vencedor do Grand Prix do Entrevues - Festival International du Film Belfort (França), na categoria de melhor filme estrangeiro.
• Prêmio Margarida de Prata (Brasil), para Walter Salles e Daniela Thomas
• Vencedor do troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte (Brasil), na categoria de melhor roteiro.
A história de uma presidiária pobre que, comovida pela obra do artista plástico Frans Kracjberg, resolveu escrever-lhe cartas da prisão. Premiado filme do diretor de 'Central do Brasil'.
Ficha Técnica:
Titulo: Socorro Nobre
Gênero Documentário
Duração: 23 min
Bitola: 35 mm
Ano de Lançamento: 1995
Distribuição:
Direção: Walter Salles
O destino de João , encarcerado num presídio do Rio de Janeiro, nunca deveria se cruzar com o de Maria, isolada em seu apartamento. Mas no dia 31 de dezembro de 1999 João foge da prisão. No mesmo momento, Maria vaga pelas ruas da cidade, desamparada e abandonada pelo marido. João é perseguido nos becos e favelas de Copacabana. Começa a contagem regressiva da virada do ano. Estouram os primeiros fogos de artifício. Sem nenhuma perspectiva, Maria sobe para o telhado de seu prédio, o mesmo lugar onde João busca se esconder. E é nesse espaço, entre o céu e a terra, na utopia de uma única noite, que a cidade partida se abraça e o milagre se produz. Até a chegada do primeiro dia.
Ficha Técnica:
Título Original: O Primeiro Dia
Gênero: Drama
Duração: 76 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1999
Lançamento Comercial : 26/10/1999
Estúdio: Videofilmes / Riofilme / Haut Et Court
Distribuição: Lumière Brasil / Riofilme
Direção: Daniela Thomas e Walter Salles
Roteiro: Daniela Thomas, José Emanuel, Walter Salles e José de Carvalho
Produção: Beth Pessoa
Música: Antônio Pinto, Eduardo Bid e Naná Vasconcelos
Fotografia: Walter Carvalho
Desenho de Produção: Elisa Tolomelli
Direção de arte: Carla Caffé
Figurino: Verônica Julian e Cristina Camargo
Edição: Felipe Lacerda
Elenco:
Fernanda Torres ...... Maria
Luís Carlos Vasconcelos ...... João
Matheus Natchergaele ...... Francisco
Nélson Sargento ...... Vovô
Tonico Pereira ...... Carcereiro
Aulio Ribeiro ...... José
Luciana Bezerra ...... Rosa
Antônio Gomes ...... Antônio
Nelson Dantas ...... Farmacêutico
Carlos Vereza ...... Pedro
Premiações:
• Ganhou 3 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil:
Melhor Direção,
Melhor Roteiro e
Melhor Ator -Matheus Natchergaele
Curiosidades:
• Fez parte da mostra Première Brasil do Festival do Rio de 1999.- Foi lançado nos Estados Unidos com o título de Midnight.
• O Primeiro Dia faz parte da série de filmes bancados pela rede de televisão francesa Arte, que tem como tema a passagem de 1999 para 2000. A versão apresentada na tv, entretanto, é um pouco menor da exibida nos cinemas.
• As cenas do reveillon em Copacabana foram gravadas na passagem de 1998 para 1999.
• Grande parte das falas foram alteradas a pedido dos próprios atores. As falas do personagem de Matheus Natchergaele, por exemplo, foram quase todas reescritas pelo próprio ator, com a ajuda de uma moradora da favela Chapéu Mangueira, onde algumas cenas foram rodadas.
Dora, uma professora aposentada, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos, na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Uma das clientes de Dora é Ana, que vem escrever uma carta com seu filho, Josué, um garoto de nove anos, que sonha encontrar o pai que nunca conheceu. Na saída da estação, Ana é atropelada e Josué fica abandonado. Mesmo a contragosto, Dora acaba acolhendo o menino e envolvendo-se com ele. Termina por levar Josué para o interior do Nordeste, à procura do pai. À medida que vão entrando país adentro,estes dois personagens, tão diferentes, vão se aproximando. Começa então uma viagem fascinante ao coração do Brasil, à procura do pai desaparecido, e uma viagem profundamente emotiva ao coração de cada um dos personagens do filme.
Ficha Técnica:
Título Original: Central do Brasil
Gênero: Drama
Duração: 112 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1998
Lançamento Comercial (Estreia):
Estúdio: Videofilmes
Distribuição: Sony Pictures Classics
Direção: Walter Salles
Roteiro: João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein
Produção: Arthur Cohn e Martine de Clermont-Tonnerre
Música: Antônio Pinto e Jacques Morelembaum
Fotografia: Wálter Carvalho
Desenho de Produção: Cássio Amarante e Carla Caffé
Edição: Isabelle Rathery e Felipe Lacerda
Elenco:
Fernanda Montenegro ...... Dora
Vinícius de Oliveira ...... Josué
Marília Pêra ...... Irene
Soia Lira ...... Ana
Othon Bastos ...... César
Otávio Augusto ...... Pedrão
Stela Freitas ...... Yolanda
Matheus Natchergaele ...... Isaías
Caio Junqueira ...... Moisés
Socorro Nobre
Sônia Lira.
Premiações:
• Conferência Nacional de Bispos do Brasil, 1998
Prêmio “Margarida de Prata - Melhor Filme Nacional
• Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, RJ, 1998
Prêmio Ministério da Cultura, - Melhor Filme do Ano,
• Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1998
Melhor Filme,
Melhor Diretor,
Melhor Atriz -Fernanda Montenegro
Melhor Fotografia,
• Festival de Berlim, Alemanha, 1998
Melhor Filme Estrangeiro,
• Globo de Ouro, EUA,1999
Urso de Ouro - Melhor Filme
Urso de Prata -Melhor Atriz: Fernanda Montenegro,
Melhor Filme -Júri Ecumênico
• Festival de Sundance, EUA, 1996
Prêmio Cinema 100,
Melhor Roteiro,
• Festival de San Sebastian,Espanha, 1998
Prêmio do Público,
Prêmio da Juventude,
• Associação dos Críticos de Cinema da Espanha, 1999
Melhor Filme Estrangeiro
• Hollywood Foreign Press Association, EUA,1998
Golden Globe - MelhorFilme Estrangeiro
• - National Board of Review (Associação Norte-americana de Críticos de Cinema),EUA, 1998
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Ano
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro
• Los Angeles Film Critics (Associação dos Críticos de Los Angeles), EUA, 1998;
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro
• Festival Internacional de Cinema de Fort Lauderdale, EUA, 1998
Prêmio da Crítica - Melhor Atriz - Fernanda Montenegro
• Festival Internacional de Cinema de Sarlat,França, 1998
Golden Satellite - Melhor Filme
• Estrangeiro - International Press Academy, EUA, 1998;
Prêmio do Público
• Prêmio Especial do Eurasia Film Festival, concedido pela União dos Cineastas Eurasianos, Cazaquistão, 1998
• Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba, 1998
Prêmio Especial do Júri,
Melhor Atriz – Fernanda Montenegro
Melhor Ator Jovem - Vinicius de Oliveira
Curiosidades:
• Central do Brasil foi o primeiro trabalho como ator de Vinícius de Oliveira. Walter Salles o conheceu enquanto este trabalhava como engraxate e o convidou para fazer um teste. Nos testes Vinícius superou mais de 1500 outros concorrentes ao papel.
• Quando Fernanda Montenegro se posicionou para as filmagens na Central do Brasil algumas pessoas de fato se aproximaram dela pedindo que escrevesse cartas. Algumas dessas cenas foram posteriormente incorporadas ao filme.
Ivaldo Torres e Teodor Xavier, amigos de infância, lançam o livro Sentimento Ocidental. Os poetas convidam a mais variada fauna humana para o evento, incluindo um suicida em potencial, salvo por Torres no Viaduto do Chá. Enquanto a festa avança, o filme recua até o final da década de 50, flagrando a gênese da amizade dos dois protagonistas, levando a um final de expectativas e grandes surpresas.
Ficha Técnica:
Título Original: Alma Corsária
Gênero: Drama
Duração: 111 min.
Ano de Lançamento: 1993
Distribuição: Riofilme
Direção: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Sara Silveira, Dezenove Som e Imagem Produções
Música: Carlos Reichenbach
Fotografia: Carlos Reichenbach
Desenho de Produção: Henrique Lanfranchi
Direção de arte: Renato Theobaldo
Figurino: Andréia Ramalho
Edição: Cristina Amaral
Elenco:
Bertrand Duarte ...... Rivaldo Torres
Jandir Ferrari ...... Teodoro Xavier
Andrea Richa ...... Anesia
Flor ...... Verinha
Mariana De Moraes ...... Eliane
Jorge Fernando...... Magalhães
Emílio Di Biasi ...... Pai de Anesia/Tio de Artur
Abrahão Farc ...... Suicida
Roberto Miranda ...... Profeta
Ricardo Petráglia
Paulo Marrafão ...... Oscar
David Ypond ...... China
Amazyles de Almeida ...... Olga
Rosana Seligmann
André Messias ...... Torres, jovem
Denis Peres ...... Xavier, jovem
Joaquim Paulo do Espírito Santo
Walter Forster ...... Pai do Xavier
Cristiane Couto ...... Janete
Bruno de André ...... Editor
Carolina Ferraz ...... Angel
Leonardo Medeiros
Premiações:
• XXVI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1993;
Melhor Filme (juri oficial e prêmio da crítica),
Melhor Diretor,
Montagem - Cristina Amaral,
Roteiro - Carlos Reichenbach e
• Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1994;
Melhor Filme,
• APCA, Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1993;
Melhor Filme
• Festival de Cuiabá, MT, 1993;
Melhor Ator – Bertrand Duarte
Música Original
• Prêmio SESC (os melhores do ano), SP, 1993;
Melhor Filme e Diretor,
• Associação dos Críticos do Rio de Janeiro RJ, 1994;
Dez melhores filmes de 1994,
• Cidade de São Paulo, SP, 1994;
Melhor Filme Brasileiro de 1990 a 1994
Duas adolescentes, burguesas e inexperientes, e Tereza, uma jovem e humilde mulher apaixonada pelo homem errado, convivem durante um final de semana prolongado com um homem fascinante e misterioso. Ele está clandestino no país. O Brasil vive um momento conturbado de sua história. Um "rito de passagem" para as adolescentes. Um aprendizado de vida para Tereza.
Ficha Técnica:
Título Original: Dois Córregos
Gênero: Drama
Duração: 112 min.
Ano de Lançamento: 1999
Distribuição: Riofilme
Direção: Carlos Reichenbach
Assistentes de direção: Daniel Chaia e Sergio Concílio
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Sara Silveira, Maria Ionescu, Caio Gullane e Fabiano Gullane
Co-Produção: Dezenove Som E Imagens, Tv Cultura e Fundação Padre Anchieta
Música: Ivan Lins
Arranjos e Produção Musical: Nelson Ayres
Música Incidental: Mario Gennari Filho, Eduardo Souto, Alexander Skriabin, Robert Schumann, César Franck, Robert Schumann, Ferrúccio Busoni, Fréderic Chopin e Franz Schubert
Fotografia: Pedro Farkas
Câmera: Pedro Ionescu
Desenho de Produção:
Direção de arte: Luís Rossi
Figurino: Andréa Velloso
Edição: Cristina Amaral
Som direto: Gabriel Coll e Pedro Mejia
Editor de Som: Eduardo Santos Mendes
Mixagem: José Luiz Sasso
Preparação das Atrizes: Fátima Toledo
Produtora de Elenco: Vivian Golombek
Elenco:
Carlos Alberto Riccelli
Beth Goulart
Ingra Liberato
Vanessa Goulart
Luciana Brasil
Kaio César
Luiz Damasceno
Thomaz Jorge
Sergio Ferrara
Antoune Nakhle
Cristina Cavalcanti
Lina Agifu
Zé da Ilha
Ingrid Silveira
Igor Silveira
Paulo Mendes
Jacqueline Jorge
Francisco Cestari
Sebastião Manoel de Abreu
Maurity Fornazaro
Joana Curvo
Rita Martins
Fabiana Barbosa
Déia Brito
Sérgio Cavalcante
Maurílio Taddeu
Marcelo "Jacó" Araújo
José Jerônimo
André Mürrer
Premiações:
• Prêmio Cinema Brasil, RJ, 2000;
Melhor Roteiro
• VII Festival de Cinema de Cuiabá, MT, 1999;
Melhor Filme (juri popular)
Melhor Diretor
Melhor Atriz - Ingra Liberato, (prêmio dividido com Denise Fraga, por Por trás do pano)
• X Festival de Cinema de Natal, RN, 1999,
Melhor Filme
Atriz Coadjuvante - Luciana
Fotografia - Pedro Farkas
Música Original -IvanLins
A história é ambientada no inicio da década de 80 e se passa em um bairro de classe-média do Rio de Janeiro: as irmãs gêmeas idênticas Iara e Marilena (Fernanda Torres) vivem pregando peças nos homens, fazendo-se passar uma pela outra, para desespero de seu pai, Dr. Jorge (Francisco Cuoco). Marilena é bióloga. Iara, como sua mãe (Fernanda Montenegro), é costureira. Um dia Marilena conhece Osmar (Evandro Mesquita), dono de uma auto-escola, por quem se apaixona à primeira vista. O mesmo, entretanto, acontece com Iara, que decide seduzir o namorado da irmã sem que este (e esta) saiba. Tem início uma intensa rivalidade entre as irmãs, em busca do amor de Osmar, que irá trazer à história um desfecho surpreendente.
Ficha Técnica:
Título Original: Gêmeas
Gênero: Suspense
Duração: 75 minutos
Ano de Lançamento: 1999
Lançamento Comercial (Estréia):
Estúdio: Conspiração Filmes
Distribuição: RioFilme e Columbia tristar
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Elena Soárez, baseado numa história de Nélson Rodrigues
Produção: Flávio R. Tambellini, Leonardo M. de Barros e Pedro Buarque de Holanda
Co-produção: Conspiração Filmes
Música: Michelle DiBucci
Direção de Fotografia: Breno Silveira
Figurino: Angèle Fróes
Elenco:
Fernanda Torres ...... Iara e Marilena
Isabela Gueron ...... Duble
Evandro Mesquita ...... Osmar
Francisco Cuoco ...... Dr. Jorge
Matheus Nachtergaele ...... Rapaz
Caio Junqueira ...... Aluno da Escola participação especial
Fernanda Montenegro ..... (mãe das gêmeas)
Premiações:
• XXXII Festival do Cinema Brasileiro de Brasília, DF, 1999
Melhor atriz – Fernanda Torres (premio do publico)
Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos, dois casais muito amigos se unem para poder sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa (Patricia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interesse pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires), sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.
Ficha Técnica:
Título Original: O Quatrilho
Gênero: Drama
Duração: 120 min.
Lançamento no Brasil: 1995
Lançamento Comercial (Estréia): 21/08/1995
Estúdio: Filmes do Equador / Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas Ltda.
Distribuição: RioFilme
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Antônio Calmon e Leopoldo Serran, baseado em livro de José Clemente Pozenato
Produção: Luis Carlos Barreto, Lucy Barreto e Adair Roberto Carneiro
Música: Jacques Morelenbaum
Fotografia: Félix Monti
Desenho de Produção: Paulo Flaksman
Direção de arte: Paulo Flaksman e Sérgio Silveira
Figurino: Isabel Paranhos
Edição: Mair Tavares e Karen Harley
Elenco:
Glória Pires ...... Pierina
Patrícia Pillar ....... Teresa
Alexandre Paternost ...... Ângelo Gardone
Bruno Campos ...... Massimo
Antônio Carlos ...... Aurélio
Gianfrancesco Guarnieri ...... Padre Giobbe
Cecil Thiré ...... Padre Gentile
José Lewgoy ...... Rocco
Cláudio Mamberti ...... Batiston
Elaine Braghirolli ...... Tia Gema
Mariana Pellegrino Barreto ...... Bambina
Julia Barreto Borges ...... Dosolina
Fábio Barreto ...... Gaudério
José Clemente Pozenato ...... Fotógrafo
José Vitor Casteli ...... Miro
Ceres Ramos ...... Rosalha
Ana Parenti ...... Mulher de Natele
Prêmios:
• Recebeu o Premio de resgate do cinema Brasileiro , do MINC, 1995, RJ
• Festival de Havana.
Melhor Atriz - Glória Pires
Melhor Direção de Arte
Melhor Trilha Sonora
Curiosidades:
• O Quatrilho foi o segundo filme brasileiro a ser indicado ao Oscar. Antes dele apenas O Pagador de Promessas, de 1962, havia sido indicado.
• O fotógrafo que tira uma foto da família, ao término do filme, é José Clemente Pozenato, autor do livro no qual o roteiro de O Quatrilho foi baseado.
• Com o orçamento de 1,8 milhões de dólares, foi o primeiro filme a ser realizado com parte da verba de investimento do Audiovisual
No final da década de 30, Frank chega ao vilarejo de Morro Branco, no exuberante litoral cearense, com sua jovem esposa, Donna, para trabalhar em um empreendimento pretolífero. Apesar das diferenças culturais ela integra-se rapidamente à paisagem e aos hábitos da região. Conhece Nô, um pescador jovem e eatraente. Nô é filho de Mãe Ana espécie de líder religiosa da comunidade, uma "força da terra", tão temida quanto respeitada.
Ficha Técnica:
Título Original: Bela Donna
Gênero: Aventura
Duração: 110 min.
Lançamento no Brasil: 1998
Distribuição: Araba Films,
Consórcio Europa Severiano Ribeiro, United International Pictures (UIP - Espanha), United International Pictures y Cía. S.R.C. e Vitoria Filme (Portugal)
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Amy Ephron
Produção: Companhia de Imagem, Consórcio Europa Severiano Ribeiro, Filmes do Equador,
Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas e Pandora Cinema
Música: Dori Caymmi
Fotografia: Félix Monti
Desenho de Produção: Hélio Eichbauer
Direção de arte: Hélio Eichbauer
Figurino: Diana Eichbauer
Edição: Caroline Biggerstaff e Virginia Flores
Elenco:
Eduardo Moscovis ........ Nô
Natasha Henstridge ........ Donna
Andrew McCarthy ........ Frank
Odilon Wagner ........ John
Florinda Bolkan ........ Mãe Ana
Sophie Ward ........ Lídia
Letícia Sabatella ........ Benta
Guilherme Karan ........ Silva
Rita Martins ........ Rita
Ângelo Antônio ........ Tonho
Domingos Alcântara ........ Zé Divina
Jurandir de Oliveira ........ Juca
Jackson Costa ........ Afrânio
Charles Paraventi ........ Dr. Farina
Arduíno Colassanti ........ Comandante
Nildo Parente ........ Padre Jorge
Mariana Pellegrino Barreto ........ Donna menina
Karla Sabah ........ Cantora
Integrante de uma quadrilha de contrabandistas, Gafanhoto acredita que os sanpakus trazem sorte. Para ele, Cris, a mulher que ama, é sanpaku. Por ela, arma um plano para ficar com uma pedra avaliada em alguns milhares de dólares.
Só que a pedra não lhe pertence. É do Velho, seu patrão e protetor, um homem violento. Quando este descobre que tem apenas uma imitação da pedra, começa a persegui-lo numa longa e perigosa caçada, já que está disposto a tudo para reaver a fortuna que lhe foi roubada.
Gafanhoto termina assassinado. Antes de morrer, entretanto, deixa uma única pista: "A pedra está onde sempre esteve", são suas últimas palavras.
Ficha Técnica:
Título Original: A Maldição de Sanpaku
Gênero: Policial
Duração: 87 min.
Ano de Lançamento:1992
Estúdio: Coevos Filmes
Distribuição: Riofilme
Direção: José Joffily
Roteiro: Jorge Durán, Paulo Halm, José Joffily e Sérgio Rezende
Produção: Teresa Brandão
Música: Maurício Maestro e David Tygel
Fotografia: Nonato Estrela
Direção de arte: Yeda Lewinsohn
Edição: Vera Freire
Elenco:
Felipe Camargo ........ Poeta
Patrícia Pillar ........ Cris Roberto Bomtempo ........ Gafanhoto
Sérgio Britto........ Velho
Rogéria ........ Loura / Pistoleira
Wilson Grey
Participação especial:
Nelson Dantas ........ Gold
Carlos Gregório ........ Sivuca
Jonas Bloch ........ Bruce
Paulo Barbosa ........ Negão
Anselmo Vasconcelos ........ Sujeito
Prêmios:
• Festival de Gramado 1992
Melhor Ator Coadjuvante - Roberto Bomtempo
Melhor Fotografia
Melhor Edição
• Festival de Brasília 1992
Melhor Filme
Melhor Atriz - Patrícia Pillar
Melhor Ator Coadjuvante - Roberto Bomtempo
Curiosidades:
• Este filme demorou 2 anos para Ser produzido e foi rodado em 16mm, sendo ampliado para posteriormente para 35mm
Em 5 de outubro de 1997 uma equipe de cinema entra na favela Vila Parque da Cidade, situada na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Os moradores assistem à missa celebrada pelo Papa no Aterro do Flamengo. Em dezembro, a equipe volta à favela para descobrir como seus moradores vivem a experiência religiosa. Católicos, espíritas ou evangélicos, todos eles têm em comum a crença numa comunicação. direta com o mundo sobrenatural através da intervenção, em seu cotidiano, de santos, orixás, guias, ou do Espírito Santo. O filme termina em 24 de dezembro, quando alguns personagens celebram, cada um a seu modo, o Natal.
Ficha Técnica:
Título Original: Santo Forte
Gênero: Documentário
Duração: 80 min.
Lançamento no Brasil: 1999
Estúdio: CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular
Distribuição: Riofilme
Direção: Eduardo Coutinho
Produção: Claudius Ceccon, Dinah Frotté e Elcimar de Oliveira
Fotografia: Luis Felipe Sá e Fabian Silbert
Desenho de Produção: Cláudia Braga
Pesquisa e Consultoria: Patrícia Guimarães
Edição: Jordana Berg
Elenco:
Eduardo Coutinho
Patrícia Guimarães
Prêmios :
• ''indicação'' ao Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Filme (apenas indicação).
• XXVIII Festival de Gamado.
Prêmio Especial do Júri,
• Cinema Latino e Brasileiro,RS 1999
Melhor filme,
Melhor Roteiro,
Melhor montagem
• XXXII Festival do Cinema Brasileiro de Brasilia, 1999
Premio da critica.
• CNBB 1999.
Prêmio Margarida de Prata
Curiosidades:
• Foi exibido na Mostra Première Brasil do Festival do Rio 1999.
Angelica uma jovem que sonha em se casar como manda o figurino. Mas para tanto ela precisa resgatar Ulisses, seu noivo, que foi "engolido" pelo tubo de imagem da televisão quando foi envolvido por Lana Love, uma sedutora mulher que ele viu na telinha. Assim, a noiva segue o mesmo caminho para salvar o amado.
Ficha Técnica:
Título Original: Zoando na TV
Gênero: Comédia
Duração: 83 min.
Lançamento no Brasil: 1998
Estúdio: Globo Filmes
Distribuição: Columbia TriStar do Brasil
Direção: José Alvarenga Jr.
Roteiro: José Alvarenga Jr., Maria Carmem Barbosa, Carlos Lombardi e Mauro Wilson
Produção: Daniel Filho
Música: Cecelo
Fotografia: Nonato Estrela
Direção de arte: Sérgio Silveira
Figurino: Ellen Milet
Edição: Diana Vasconcellos
Elenco:
Angélica .... Angel
Márcio Garcia........ Ulisses
Danielle Winits........ Lana Love
Nicete Bruno........ Dona Xênia
Paloma Duarte........ Aurora / Monique
Bussunda........ Bolão
Miguel Falabella ........ Rodolfo Augusto
Lupe Gigliotti ........ Nicota
Sérgio Loroza ........ Canibal
Oscar Magrini ........ Eliseu
Maria Padilha ........ Maria Lúcia
Odilon Wagner ........ Capitão Dark
Cândido Damm
Curiosidades:
• Zoando na TV é um longa metragem protagonizado pela apresentadora, cantora e atriz brasileira Angélica.
• Foi rodado em 1998 e entrou em circulação nos cinemas de todo o Brasil em janeiro de 1999.
• Foi um grande sucesso de bilheteria e chegou a quase um milhão de espectadores.
• Teve a participação de importantes atores nacionais como Nicete Bruno, Marcio Garcia, Danielle Winits, Paloma Duarte e Miguel Falabella, além da participação musical do grupo Jota Quest.
• Foi a primeira produção da Globo Filmes, comandada por Daniel Filho.
Abalado pelo fracasso de sua última peça e por sonhos recorrentes com a mãe que se suicidou, o diretor teatral Rodrigo Ferreira contrata um jovem estudante de cinema, Yves, para ajudálo a descobrir o filme a que sua mãe teria assistido pouco antes de morrer. A missão os leva à Cinemateca da Universidade do México, onde vêem melodramas produzidos entre as décadas de 30 e 50.
Ficha Técnica:
Título Original: Cinema de Lágrimas
Gênero: Semi-Documentário
Duração: 92min.
Lançamento no Brasil : 1995
Distribuição: Riofilme
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Dora Sverner
Roteiro: Sílvia Oroz e Nelson Pereira dos Santos
Produção: Roberto Feith, Laura Imperiale e Alejandro Clancy
Produção executiva: Hilton Kauffmann, Colin MacCabe e Bob Last
Direção de Produção: Aroldo Carvalho
Co-produção: Meta Video Produções (Brasil) e British Film Institute (Inglaterra)
Música: Paulo Jobim
Som: Juarez Dagoberto da Costa
Edição de Som: Carlos Cox
Fotografia: Walter Carvalho
Cenografia: Silvana Gontijo
Direção Artística: Silvana Gontijo
Figurinos: Silvana Gontijo
Edição: Luelane Correa
Assistente de Montagem: Luiz Guimarães de Castro, Gustavo Casançon, César Migliorin e Márcia Bessa
Maquiagem: Cida Freitas e Maria da Conceição de Jesus
Elenco:
Raul Cortez
André Barros
Christiane Torloni
Patrick Tannus
Cosme Alves
Sílvia Oroz
Ivan Trujillo
Curiosidades:
• Baseado no livro Melodrama: O cinema de lágrimas da América Latina, de Sílvia Oroz
• Orçado em US$ 1 milhão, o filme integra o projeto "O Centenário do Cinema", com 18 produções internacionais coordenadas pelo British Film Institute
• O filme exibe alguns trechos de 18 filmes latino-americanos, produzidos entre 1931 e 1954
• A pesquisadora Sílvia Oroz assistiu a cerca de 500 filmes para escrever o livro, publicado em 1992, que inspirou o roteiro.
Um homem de meia-idade deixa sua familia e amigos para viver isolado em uma canoa no meio de um rio, na região central do Brasil, e jamais volta a pisar em terra firme. Seu único contato com as pessoas acontece através de seu filho Liojorge, que lhe deixa comida na margem do rio. Os anos se passam e a filha Rosário casa com um rapaz da região e vai morar na cidade. O filho também casa, mas decide permanecer com a mãe e continuar levando diariamente a comida para o pai invisível. Quando nasce Nhinhinha, a filha de Liojorge, e que tem poderes mágicos, o rapaz resolve levá-la até a beira do rio para apresentá-la ao pai.
Ficha Técnica:
Titulo Original: A Terceira Margem do Rio
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (Brasil): 1994
Pais: France / Brazil
Duração: 98 Min / cor
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos e Marcela Tamm
Elenco:
Ilya São Paulo ......... Liojorge
Sonia Saurin ........ Alva
Barbara Brant ........Nhinhinha
Chico Díaz
Ana Maria Nascimento e Silva
Vanja Orico
Maria Ribeiro
Jofre Soares
Afonso Brazza
Lavoiser Albernaz
Denise Alvarez
Zé do Badau
Efigênia do Carmo
Andrade Júnior
Néio Lúcio
Laura Lustosa
Mário Lute
Aliomar Macedo
Renato Matos
Gilson Moura
Waldir Onofre
Elcione Rabelo
Eduardo Rocha
Henrique Rovira
Joaquim Saraiva
Carla Ulhoa
Mariane Vicentini
Ana Cláudia Vieira
Prêmios e Indicações:
Recebeu o prêmio Margarida de Prata em 1994.
• Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim em 1994.
A história de Fernando Ramos da Silva, um semi-analfabeto que ficou conhecido ao interpretar o papel-título em "Pixote - A Lei do Mais Fraco". Porém, quando a fama acabou ele não conseguiu trabalho como ator, se desesperou e acabou se enveredando pelo crime, como o personagem que interpretou.
Ficha Técnica:
Título Original: Quem Matou Pixote?
Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Lançamento (Brasil): 1996
Estúdio: Coevos Filmes
Distribuição: Columbia Pictures do Brasil
Direção: José Joffily
Roteiro: Jorge Durán, Paulo Halm e José Joffily
Produção: Paulo Halm e Alvarna Souza e Silva
Música: Maurício Maestro e David Tygel
Fotografia: Nonato Estrela
Direção de arte: Cláudio Amaral Peixoto
Figurino: Maria Dias
Edição: Vera Freire
Elenco:
Cassiano Carneiro ........ Fernando
Luciana Rigueira ........ Cida
Joana Fomm ........ Iracema
Tuca Andrada ........ Cafu
Roberto Bomtempo........ Lobato
Carol Machado........ Ana Lúcia
Maria Luísa Mendonça ........ Malu
Antônio Abujamra ........ Advogado
Paulo Betti ........ Diretor de TV
Maria Lúcia Dahl ........ Atriz de TV
Antônio Petrin ........ Comissário
Anselmo Vasconcelos ........ Diretor de cinema
Henrique Pires
Thiago Vidal ........ Fernando - jovem
Orlando Vieira ........ Louzeiro
José Louzeiro ........ Ele Mesmo
Premiações:
• Ganhou 7 Kikitos de Ouro, no Festival de Gramado, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Cassiano Carneiro), Melhor Atriz (Luciana Rigueira), Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora, Melhor Fotografia e o Prêmio do Público.
• Ganhou o prêmio de Melhor Ator (Cassiano Carneiro), no Festival de Havana.
Curiosidades:
• Baseado nos livros, Pixote Nunca Mais de Mara Aparecida Venâncio da Silva e Pixote - A Lei do Mais Forte, de José Louzeiro.
• Por não querer repetir a experiência de Babenco, em Pixote - A Lei do Mais Forte, Joffily deu prêferencia a atores profissionais para os papéis principais.
• O filme só omite papel que fez em Eles Não Usam Black Tie
Cinco histórias intercaladas, extraídas das manchetes policiais dos jornais. Um rapaz mata os pais e vai ao cinema. Uma mulher rica e entediada abandona o marido e se isola numa casa, onde satisfaz fantasias sexuais com outra mulher. Num barraco, um homem mata uma mulher por amor. Mais adiante, duas jovens suburbanas se amam, e a mãe de uma delas é assassinada por interferir na intimidade das duas. Um homem mata sua mulher porque ela reclama das dificuldades financeiras. Refilmagem da produção feita em 1969.
Ficha Técnica:
Título Original: Matou A Família E Foi Ao Cinema
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Lançamento (Brasil): 1991
Distribuição:
Direção: Neville D'Almeida
Assistente de Direção:Guará Rodrigues
Roteiro: Neville D'Almeida
Produção executiva:Neville D'Almeida
Direção de produção:Fernando Silva
Adaptação cinematográfica:Neville D'Almeida
Co-produção:Cineville Produções Cinematográficas
Música original: Armandinho, Zeca Assumpção, Lobão e Ivo Meirelles
Som:Juarez Dagoberto da Costa
Fotografia: José Tadeu Ribeiro
Direção de Arte:Liege Monteiro
Figurino: Carlos Arthur Liuzzi
Edição:Severino Dadá
Elenco:
Cláudia Raia ........ Márcia
Louise Cardoso ....... Renata
Alexandre Frota ........ Bebeto
Maria Gladys ........ mãe de Bebeto / mãe de Márcia / mãe no episódio final
Guará Rodrigues ........ ladrão de roupas íntimas
Mariana de Moraes ........ garota no episódio final
Ana Beatriz Nogueira ........ esposa jovem
Júlio Braga ........ marido
Pedro Aguinaga ........ marido de Márcia
Sandro Solviatti ........ pai de Bebeto
Raquel Sorpício
Karla Ignez
Angelita Guerreiro
Adriana Mattar
Juliana Teixeira
Jade Aimara
Gilda Nery
Nilton Couto
Sonia Rubens
Premiações:
Festival de Gramado 1991
• Venceu nas categorias de melhor direção e melhor atriz coadjuvante (Ana Beatriz Nogueira).
• Indicado na categoria de melhor filme.
Festival de Brasilia 1991
Melhor Diretor no XXIV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF, 1991.
Curiosidades:
• Maria Glayds vive três papeis de mãe.
• Versão para o clássico do cineasta underground Júlio Bressane realizada por Neville D'Almeida.
• Neville transitou por filmes experimentais, mas preferiu trabalhar com um olho na bilheteria e o outro no escândalo.
• No Festival de Cinema de Brasília (1991) o filme causou rebuliço, a projeção foi pontilhada de vaias. No Festival de Gramado o público reage friamente.Tanto em Brasília e na mostra gaúcha Neville saiu com o prêmio de melhor direção e diz que o filme criou um movimento de "macartismo caipira".
(...) "Neville leva o espectador de encontro aos próprios medos e preconceitos nessa projeção que quebra todas as estruturas tradicionais da linguagem cinematográfica. Com seu habitual despojamento, o diretor mistura humor caustico à violência, cinismo à insanidade tão comuns na selva urbana do nosso cotidiano. Retrata portanto, a situação de uma geração perplexa que se perde entre os sentimentos de ódio, amor e raiva. E mostra desejo de revolucionar a insatisfação diante de si próprio"(...) (crítica da época por Alexandre Horário).
Em 1971, Miguel (Rodrigo Brassalto), Paulo (Heberson Hoerbe), Elói (Sérgio Cavalcante) e Osvaldo (Douglas Simon) participaram da luta armada contra a ditadura militar e acabaram sendo presos quando tentavam assaltar um banco. Eles foram barbaramente torturados, sendo que Lúcia (Melina Athís), a namorada de Miguel que estava grávida, morreu quando seus algozes colocaram nela uma "coroa de cristo" até estourar seu cérebro. Vinte e cinco anos depois, os quatro amigos ainda se vêem e quando vão para uma pescaria Miguel (Zecarlos Machado) mostra aos amigos uma foto de um encontro político em São Paulo, afirmando que uma das pessoas fotografadas foi Correia (Leonardo Villar), o homem que os torturou por meses. Inicialmente Paulo (Carlos Meceni), Elói (Cacá Amaral) e Osvaldo (Genésio de Barros) contestam a afirmação do amigo, pois oficialmente Correia morreu, mas a verdade é que ninguém viu o corpo e três anos depois a viúva de Correia faleceu de câncer e, algum tempo depois, os restos mortais dela foram transferidos para outro cemitério. Como não consta o nome de quem fez o pedido, Miguel acredita que tenha sido Correia. Na cidade eles confirmam que o corpo está lá, assim procuram um local de apostas, pois o torturador deles era um viciado em qualquer tipo de jogo, e o acabam encontrando em uma rinha de galos. Os quatro armam uma emboscada e seqüestram Correia, que inicialmente nega tudo, mas após receber de Miguel um tiro na perna admite ser o torturador, mas revela algo inimaginável: ele só os prendeu pelo simples fato de que entre eles existia um delator.
Informações Técnicas:
Título Original: Ação Entre Amigos
Gênero: Drama
Duração: 76 min.
Lançamento (Brasil): 1998
Co-produção: Dezenove Som e Imagens Producções Ltda., TV Cultura de São Paulo
Distribuição: Riofilme
Direção: Beto Brant
Roteiro: Beto Brant, Marçal Aquino e Renato Ciasca
Produção: Sara Silveira
Música: André Abujamra
Fotografia: Marcelo Durst
Direção de arte: Cássio Amarante
Figurino: Cristina Camargo
Edição: Mingo Gattozzi
Elenco:
Leonardo Villar .... Correia
Zecarlos Machado .... Miguel
Cacá Amaral .... Elói
Carlos Meceni .... Paulo
Genésio de Barros .... Osvaldo
Melina Athís .... Lúcia
Rodrigo Brassaloto .... Jovem Miguel
Sérgio Cavalcante .... Jovem Elói
Heberson Hoerbe .... Jovem Paulo
Douglas Simon .... Jovem Osvaldo
José Mayer
Fernando Torres
Prêmios e indicações:
• Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
• Recebeu uma indicação ao BAFTA, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Curiosidades:
• Filme baseado em argumento de Marçal Aquino.
• O diretor Walter Salles teve a idéia de levar o livro Abril Despedaçado aos cinemas há 3 anos, quando o leu em meio ao lançamento de Central do Brasil.
Em um bar na divisa Brasil-Paraguai, um homem está para ser eliminado. Enquanto esperam o defunto encomendado, dois matadores, Toninho e Alfredão, revelam uma história em que é difícil encontrar culpados e inocentes. Presente e passado se misturam em torno da morte de Múcio, o pistoleiro mais competente da região, mostrando que matar ou morrer é uma fronteira fácil de se atravessar. Um chefe, uma bela mulher, um serviço a ser feito. O filme testa os limites da amizade, do medo e da traição. Quem traiu?
Informações Técnicas:
Título Original: Os Matadores
Gênero: Policial
Duração: 90 min.
Lançamento (Brasil): 1997
Distribuição: Riofilme
Direção: Beto Brant
Roteiro: Beto Brant, Fernando Bonassi, Marçal Aquino e Victor Navas
Assistente de direção: Renato Ciasca
Produção: Casa de Produção
Música: André Abujamra
Edição de som: Roberto Ferraz
Fotografia: Marcelo Durst
Direção de arte: Tulé Peake
Figurino: Sandra Fukelman
Edição: Willen Dias
Elenco:
Chico Díaz ........ Múcio
Murilo Benício ....... Toninho
Wolney de Assis ....... Alfredão
Maria Padilha ....... Helena
Adriano Stuart ....... Chefão
Stênio Garcia ....... Duão
Jason Verga ...... Supporting Actor
Celso Frateschi
Prêmios e indicações:
• Ganhou 4 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Edição.
• Ganhou 2 Lentes de Cristal no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, nas categorias de Melhor Diretor e Melhor Ator (Chico Diaz).
• Ganhou o Troféu Passista de Melhor Ator (Chico Diaz), no Festival de Recife.
• Ganhou o Troféu APCA de Melhor Ator (Wolney de Assis), concedido pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo.
Curiosidades:
• Baseado no conto Matadores de Marçal Aquino.
• Estréia de Beto Brant como diretor de longa-metragem.
Em 1893, Antônio Conselheiro (um monarquista assumido) e seus seguidores começam a tornar um simples movimento em algo grande demais para a República, que acabara de ser proclamada e decidira por enviar vários destacamentos militares para destruí-los. Os seguidores de Antônio Conselheiro apenas defendiam seus lares, mas a nova ordem não podia aceitar que humildes moradores do sertão da Bahia desafiassem a República. Assim, em 1897, esforços são reunidos para destruir os sertanejos. Estes fatos são vistos pela ótica de uma família, que tem opiniões conflitantes sobre Conselheiro.
Informações Técnicas:
Título Original: Guerra de Canudos
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 169 minutos
Ano de Lançamento: 1997
Estúdio/Distrib.:
Direção: Sérgio Rezende
Elenco:
José Wilker .... Antônio Conselheiro
Cláudia Abreu .... Luiza
Paulo Betti .... Zé Lucena
Marieta Severo .... Penha
Tuca Andrada .... Arimatéia
Camilo Beviláqua .... Solano
Roberto Bomtempo .... Pedro
José de Abreu .... general Artur Oscar
Eliezer De Almeida .... Beatinho
Jurandir de Oliveira .... Firmino
Lamartine Ferreira .... Quirino
Murilo Grossi .... Antonio
Dandara Ohana Guerra .... Teresa
José Marinho .... Barão de Cocobodó Selton Mello .... tenente Luís
Elias Mendonça .... João Abade
Ernani Moraes .... Antonio Vila-Nova
Jorge Neves .... Toinho
Tonico Pereira .... coronel Moreira César
Inaldo Santana .... Beato
Dody Só .... Pajeú
Denise Weinberg .... Margot
1964, um golpe militar derruba o governo democrático brasileiro e, após alguns anos de manifestações políticas, é promulgado em dezembro de 1968 o Ato Constitucional nº 5, que nada mais era que o golpe dentro do golpe, pois acabava com a liberdade de imprensa e os direitos civis. Neste período vários estudantes abraçam a luta armada, entrando na clandestinidade, e em 1969 militantes do MR-8 elaboram um plano para seqüestrar o embaixador dos Estados Unidos (Alan Arkin) para trocá-lo por prisioneiros políticos, que eram torturados nos porões da ditadura.
Informações Técnicas:
Título Original: O Que É Isso, Companheiro?
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 1997
Estúdio/Distrib.:
Direção: Bruno Barreto
Elenco:
Alan Arkin .... Charles Burke Elbrick
Fernanda Torres .... Maria
Pedro Cardoso .... Fernando / Paulo
Luiz Fernando Guimarães .... Marcão
Cláudia Abreu .... Renée
Nélson Dantas .... Toledo
Matheus Natchergaele .... Jonas
Marco Ricca .... Henrique
Maurício Gonçalves .... Brandão
Caio Junqueira .... Júlio
Selton Mello .... César / Osvaldo
Du Moscovis .... Artur
Caroline Kava .... Elvira Elbrick
Fernanda Montenegro .... Dona Margarida
Lulu Santos .... Sargento Eiras
Alessandra Negrini .... Lília
Antônio Pedro
Mílton Gonçalves
Othon Bastos
Prêmios e indicações:
Recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
Curiosidades:
• O diretor Bruno Barreto e o roteirista Leopoldo Serran optaram por condensar nos personagens principais de O Que É Isso, Companheiro? os vários elementos da guerrilha urbana do Brasil na época da ditadura. Deste modo, os personagens interpretados por Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Cláudia Abreu e Nélson Dantas são ao mesmo tempo todos os militantes da época e nenhum em especial.
• O diretor Bruno Barreto parece em uma cena ao fundo tomando café no bar.
• O único guerrilheiro que existiu de verdade foi o interpretado por Matheus Natchergaele. Ele se chamava Virgílio Gomes da Silva e morreu sob tortura.
• Ao ser lançado no Brasil, O Que É Isso, Companheiro? gerou muita polêmica por ter valorizado mais a ação em detrimento da política do período da ditadura militar e também por causa de algumas liberdades históricas tomadas no filme.
• A intenção de filmar O Que É Isso, Companheiro? surgiu ainda em 1980, logo após o livro de Fernando Gabeira ter sido publicado. Na época os direitos para a adaptação cinematográfica foram comprados pela produtora Lucy Barreto, que só pôde fazer do filme uma realidade 17 anos depois.
• No filme, o embaixador é libertado durante um Flamengo x Vasco, enquanto que na verdade ele foi solto durante um Flamengo x Bangu.
• O Que É Isso, Companheiro? teve um orçamento de US$ 4,5 milhões.