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domingo, 18 de outubro de 2009

Amor, Palavra Prostituta


Sinopse:

Fernando , professor desempregado, sobrevive às custas de sua companheira, a operária têxtil Rita . Num fim de semana o casal, que mora na região do ABC paulista, se reúne com o técnico em computação Luís Carlos , e sua namorada, a inexperiente Lilita . Luís Carlos, que foi aluno de Fernando, é reacionário e arrivista. Os dois casais, em meio ao bucólico cenário da represa Billings, encontram o cadáver de um homem recém-enforcado.

Ficha Técnica:
Título Original: Amor, Palavra Prostituta
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Ano de Lançamento: 1981
Distribuição: Brasil Internacional Cinematográfica
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de direção: Inácio Araújo
Roteiro: Carlos Reichenbach e Inácio Araújo
Música: Cezar Franck
Produção: Eder Mazzini, Inácio Araújo, Jean Garret, Cláudio Cunha e Alfredo Cohen
Co-produção: Iris Produções Cinematográficas, Cláudio Cunha Cinema e Arte, Brasil Internacional Cinematográflca e Titanus Filmes
Fotografia: Carlos Reichenbach
Edição: Éder Mazzini
Cenários: Inácio Araújo

Elenco:
Orlando Parolini
Patrícia Scalvi
Roberto Miranda
Alvamar Taddei
Zaira Bueno
Rita Hadich
Wilson Sampson
Vânia Buchioni
Maurice Legeard
Luiz Castellini
Isa Kopelman
Lygia Reichenbach
Michel Coben
Benjamin Cattan
Liana Duval
Gilson MoUa
Eder Mazzini
Elizabeth Sardelli
Eduardo Santos

Premiações:
• APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1981;
Melhor Ator - Roberto Miranda

• Prêmio de Distribuição Para Filmes de Qualidade, outorgado pela Cinemateca Real de Bruxelas e uma Menção Especial do Juri Francofone por apresentar um novo ponto de vista sobre a sociedade

• Participação nos festivais de Rotterdam (Holanda), Mostra do Cinema Pós Novo (Londres), Amiens (França), Edinburg, Vienna e Figueira da Foz.

Curiosidades:
• Melodrama social que representou uma guinada na carreira de Reichenbach na direção do " cinema da alma ", Amor, Palavra Prostituta, foi inspirado pela leitura de filósofos pré-existencialistas como Soren Kierkegaard ( O Tratado do Desespero ). Neste drama amargo e pessimista todas as cenas de sexo e nudez se confundem com dor e amargura. Não existem heróis ou soluções redentoras. Dissecação do desespero, o filme não faz julgamentos morais, busca apenas detectar o mínimo de sentido e dignidade em existências tão medíocres.

• Filmado com negativo vencido e com recursos mínimos, Amor, Palavra Prostituta passou oito meses se digladiando com a Censura Federal, tendo sido liberado pelo Conselho Superior de Censura com cortes mutilatórios, que extirpou de sua versão comercial para o Brasil todas as cenas em que Fernando cuida obstinadamente de Lilita, sob a alegação de que o cinema não pode mostrar sangue menstrual impunemente. Reichenbach tentou por todas vias conseguir a liberação integral de seu filme, mas teve que ceder às pressões dos co-produtores que já haviam marcado a data de lançamento. O diretor rejeita a versão mutilada, pois considera que sem as cenas cortadas o filme não tem sentido de existir.

• "Considero este, o meu filme mais vigoroso e cerebral. Uma surpresa para as pessoas que gostam do estilo anárquico e iconoclasta de meus filmes anteriores. Minha experiência com o cinema dos sentimentos. Um filme realista, sombrio e desencantado, tal como aprendi vendo o melhor de Valério Zurlini."

• Exibido na sua versão integral em diversos festivais europeus, Amor. Palavra Prostituta conquistou prêmios e valeu ao diretor a alcunha de "Fassbinder tropical".

• Local das Filmagens : São Paulo.

• Lançamento em São Paulo : 29 de Março de 1982, nos cines Marrocos, Barão, Gazetão e circuito Hawa

Extremos do Prazer


Sinopse:

Luiz Antônio, ex-catedrático em Sociologia, teve seus direitos cassados, inclusive o de lecionar, após a violenta morte de sua esposa Ruth, uma ativista política. Acaba se auto-exilando na casa de campo de sua sobrinha Natércia. Várias pessoas frequentam a casa, fazendo com que Luís fique ainda mais perturbado. Os problemas existenciais de todos acabam se entrelaçando, com surpreendentes revelações. .

Ficha Técnica:
Título Original: Extremos Do Prazer
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Ano de Lançamento :1983
Distribuição: Embrapi
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de Direção: Carlos Shintomi
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Jean Garrett e Antônio D'Ângelo
Direção de produção: Eduardo Santos
Co-produção: Embrapi-Empresa Brasileira de Produtores Independentes e Helena Filmes
Música: Carlos Reichenbach
Som: Jorge Ventura
Fotografia: Carlos Reichenbach
Camera: Carlos Reichenbach
Assistente de câmera: Luiz Antônio de Oliveira
Fotografia de cena: Carlos Shintomi
Desenho de Produção: Carlos Shintomi
Edição: Eder Mazzini
Maquiagem: Maria Antônia Lombardi

Elenco:
Luiz Carlos Braga
Taya Fatoon
Eudes Carvalho
Roberto Miranda
Rosa Maria Pestana
Rubens Pignatari
Sandra Graffi
Vanessa Alves
Marco Rossi
Eduardo Zá
Judith Ferreira Lima
Carlos Reichenbach

Premiações:
• XII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado,RS, 1984;
Prêmios: Menção Honrosa, pela integridade de sua obra,

• Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1983;
Melhor Roteiro - Carlos Reichenbach
Montagem - Eder Mazzini

• Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1983;
Melhor Diretor

• Festival de Amiens, França, 1983.
Melhor Diretor

Curiosidades:
• Segundo Reichenbach, o filme é um "drama existencial, onde se discute alienação, sexo, convicções, psicanálise, marxismo, liberdade e até o próprio filme que está sendo realizado"

• Três semanas de filmagem, vinte latas de trezentos metros de negativo e uma equipe mínima reunida numa única locação.

• Local das filmagens : Jacaré e Cabreúva, São Paulo.

• Lançamento em São Paulo : 30 de Janeiro de 1984, exclusivamente no cine Windsor.

• Este filme foi produzido pela Embrapi, cooperativa que reunia dez técnicos de cinema, entre eles Reichenbach, Mazini e Garret. Em seus dois anos de existência a Embrapi chegou à produzir oito filmes de baixo orçamento.

Filme Demência


Sinopse:

Um pequeno industrial de cigarros, falido economicamente e em crise doméstica, é praticamente exilado da casa pela mulher e passa a refugiar-se em visões e alucinações. Como na lenda de Fausto, terá de encontrar seu correspondente Mefisto, que durante a história lhe aparecerá de várias formas e personalidades, ora como traficante noturno, ora como uma cândida velhinha.

Ficha Técnica:
Título Original: Filme Demência
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Ano de Lançamento : 1987
Lançamento Comercial (Estreia): 19 /03/1987
Distribuição: Embrafilme
Direção: Carlos Reichenbach
Argumentos: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach e Inácio Araújo
Produção: Éder Mazini, Carlos Reichenbach e Aníbal Massaini Neto
Co-produção: E.M. Cinematográfica, Cinearte Filmes, Beethoven Street Filmes e Embrafilme
Música: Manoel Paiva e Luiz Chagas
Fotografia: José Roberto Eliezer
Desenho de Produção: Campelo Neto
Edição: Eder Mazzini


Elenco:
Ênio Gonçalves
Emílio de Biase
Imara Reis
Fernando Benini
Rosa Maria Pestana
Kátia Lopes
Júlio Calasso Júnior
Cláudio Willer
Benjamin Cattan
Alvamar Taddei
Carina Cooper
Liana Duval
Valeska Canoletti
Renato Máster
Roberto Miranda
Orlando Parolini
John Doo
Benê Silva
Jairo Ferreira
Carlos Reichenbach
Wilson Sampson
Vanessa Alves

Premiações:
• XIV Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1987;
Melhor Filme (prêmio da crítica),
Melhor Diretor,
Melhor Ator Coadjuvante - Emílio de Biase
Melhor Atriz Coadjuvante - Imara Reis,
Melhor Montagem - Eder Mazzini

• III Rio-Cine Festival,RJ, 1987;
Melhor Ator - Ênio Gonçalves
Melhor e Trilha Sonora - Manoel Paiva e Luiz Chagas

• Federação Nacional de Cineclubes, 1987;
Melhor filme de 1986 (Troféu Macunaíma)

• Festival de Rotterdam, Holanda. 1987.
premio filme inovador do ano

Curiosidades:
• Participou dos festivais internacionais de Salssomagiore. Montreal, Edinburg, Ghent.

• Ambicioso projeto de Reichenbach, único de seus filmes realizado com financiamento da extinta Embrafilme.

• Uma adaptação pessoalíssima da lenda de Fausto, e sua trágica e eterna busca do conhecimento. Goethe, Marlowe, Coleridge, Murnau e as óperas de Mahler e Gounod, sob a ótica urbana e fractal do cineasta.

• Filme Demência é um anagrama de filme de cinema.

• Inspirado diretamente na experiência existencial do realizador, no caso, a sua relação com a própria extirpe. Reichenbach, filho e neto de industriais gráficos e editores tendo perdido o pai aos 13 anos de idade, assistiu impotentemente a perda de todos os bens de família, inclusive a tradicional e primeira indústria litográfica que seu avô veio, no início do século, instalar no Brasil. Na tela, o mito de Faetonte, o filho de Apolo que perdeu o "carro de fogo" herdado do pai.

• As filmagens foram interrompidas por três vezes devido às dificuldades na liberação do financiamento, e o filme só pode ser concluído graças à dedicação de seus dois atores principais.

• Toda a última parte do filme, as seqüências de estrada e litoral, foram fotografadas pelo próprio Reichenbach, e com o auxílio de uma equipe reduzida pela metade.

• A premiada trilha musical de Manoel Paiva e Luiz Chagas se inspira diretamente na Oitava Sinfonia de Gustav Mahler.

• O filme foi totalmente rodado em São Paulo e nas proximidades de Bertioga.

Anjos do Arrabalde


Sinopse:

Três professoras da rede pública defrontam-se com os problemas sociais da escola onde lecionam e da vida pessoal. Uma (Betty Faria) é generosa e libertária, porém acorrentada a obrigações praticamente maternais em relação a um irmão mais jovem e ainda afetiva e socialmente fragilizada por sua expressão erótica homossexual. Outra (Irene Stefânia) é casada com um advogado de livre trânsito em delegacias menores, mãe e reprimida pelo marido que a proibe de trabalhar. A terceira (Clarice Abujamra), uma mulher tensa, nervosa e insatisfeita, com a profissão e com as sobras de um amor compartilhado em que é vértice legal do triângulo. A quarta, uma amiga, (Vanessa Alves) fora violentada no subúrbio e vive com um operário a quem não ama e é rejeitada pelo pai. A angústia, de alguma forma irá uni-las.

Ficha Técnica:
Título Original: Anjos do Arrabalde
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Ano de Lançamento: 1986
Lançamento Comercial (Estréia): 19/02/1987
Distribuição: Embrafilme
Direção: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Produções Cinematográficas Galante, Transvídeo e Embrafilme
Música: Luiz Chagas e Manoel Paiva
Fotografia: Conrado Sanchez
Direção de arte: Sebastião de Souza
Edição: Eder Mazzini

Elenco:
Betty Faria
Vanessa Alves
Irene Stefânia
Clarisse Abujamra
Nicole Puzzi
José de Abreu
Ricardo Blat
Ênio Gonçalves

Premiações:
• XV Festival de Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1987;
Melhor Filme (juri oficial),
Melhor Atriz - Betty Faria, prêmio dividido com Marília Pêra (Anjos da Noite)
Melhor Atriz Coadjuvante Vanessa Alves
• Prêmio “Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1986;
Melhor filme, Atriz - Clarisse Abujamra
Ator Coadjuvante - Ricardo Blat
Atriz Coadjuvante - Vanessa Alves

• Associação dos Críticos do Rio de Janeiro
Premio dos melhores filmes da década de 80;

• participou dos festivais internacionais de Rotterdam (Holanda),
Madrid, Ghent,New Delhi, Sorrento,


Curiosidades:
• Percorreu mais de trinta cidades americanas.

• único filme brasileiro a participar da Mostra The Cutting Edge e de ter percorrido mais de 30 cidades norte-americanas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

India, A filha do Sol

Sinopse:


Em Goiás um cabo do Exército (Nuno Leal Maia) é encarregado de resolver determinadas irregularidades em um garimpo. Lá uma índia da região (Glória Pires) se apaixona por ele. No entanto, um trágico destino a aguarda, pois o cabo pretende ficar com várias pedras preciosas só para si.

Ficha Técnica:
Título Original: Índia, a Filha do Sol
Gênero: Drama
Duração: 84 min.
Ano de Lançamento no Brasil: 1982
Lançamento comercial (Estréia):09/08/1982
Estúdio: LC Barreto
Distribuição: Embrafilme
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Marco Altberg, Fábio Barreto, Bubi Leite Garcia e Eduardo Coutinho, baseado em conto de Bernardo Élis
Produção: Lucy Barreto e Luciola Villela
Música: Caetano Veloso
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de arte: Clóvis Bueno
Figurino: Clóvis Bueno
Edição: Raimundo Higino

Elenco:
Glória Pires ........ Índia / Put’Koi
Nuno Leal Maia ........ Suliveiro
Sebastião Vasconcelos ........ Inspetor
Ruy Polanah ........ Man’Pok
Pedro Paulo Rangel ........ Maneco
Flávio São Thiago
Lutero Luiz
Luiz Mendonça
Marcus Vinícius
Eliene Narduchi
Sônia de Paula
Álvaro Freire ........ Voz do Radio










Prêmios:
• IV Festival do Novo Cinema Latino Americano, Havana,Cuba, 1982.
Premio Especial da Juventude Comunista.


Curiosidades:
• 1º Longa metragem de Fabio Barreto
• Foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes.

Luzia Homem

Sinopse:

Após presenciar o assassinato de seus pais, Luzia (Cláudia Ohana) é criada por um vaqueiro e adota os costumes masculinos do sertão. Quando se torna uma mulher procura o assassino de seus pais, para poder se vingar, mas acaba encontrando o amor.

Ficha Técnica:
Título Original: Luzia Homem
Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Lançamento no Brasil: 1987
Lançamento Comercial : 19/01/1988
Estúdio: Embrafilme / Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas Ltda. / Lorentzen Empreendimentos S/A
Distribuição: Embrafilme
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Bruno Barreto, Fábio Barreto, Cacá Diegues,
Produção: Luiz Carlos Barreto
Música: Ednardo
Fotografia: José Tadeu Ribeiro
Desenho de Produção: Pedro Nanni
Figurino: Flávia Castro
Edição: Raimundo Higino

Elenco:
Cláudia Ohana ........ Luzia
José de Abreu ........ Raulino
Thales Pan Chacon ........ Alexandre
Luiza Falcão ........ Tereza
João Leite ........ Pai de Luzia
Ivonete ........ Mãe de Luzia
Luiz Cruz de Vasconcelos ........ Juiz
Ary Sherlock ........ Silvestre
Djalma Veríssimo ........ Janjão
Antônio Freire .... Delegado
Jefferson de Albuquerque Jr. ....... Prefeito
Ruy Polanah
Ednardo





Participação Especial
Chico Diaz

O Rei do Rio - 1985

Sinopse:


No Rio de Janeiro, Tucão e Nico Sabonete, amigos desde criança, trabalham no jogo do bicho para Mestre Cacareco. Sonham com uma vida melhor e se associam para fazer frente ao grande banqueiro e ocupar seu lugar.

Com o próprio dinheiro de Cacareco, Tucão e Nico acertam uma aposta, montam seu negócio e conseguem vencer o grande banqueiro. Estamos em 1964. Um golpe militar derruba o governo João Goulart. A vida melhora para os dois quando Cacareco é eliminado.

Já casados e com filhos, Marco e Thaís, e com as mulheres também amigas, o relacionamento deles começa, entretanto, a ser abalado quando se inicia a disputa pelo poder. Os dois trabalham e se arriscam igualmente, mas Tucão usufrui do poder com maiores regalias. Ganha a diretoria da escola de samba, sai nos jornais ao lado de empresários e políticos, e tem um maior número de pontos de bicho espalhados pela cidade.

Marília, amante desde sempre de Tucão, é uma cantora que começou em teatro de revista e, no momento, canta os sucessos do rádio e da TV nos melhores palcos da cidade. Mulher influente, amiga dos políticos e delegados, faz tudo para ampliar os contatos de Tucão. Ela quer levá-lo ao tráfico de drogas.

Tucão recusa-se, pois quer proteger o nome e a honra de sua bem constituída família. O grupo de Marília consegue, então, a prisão de Nico e Tucão para intimidá-los. Deixando Nico na cadeia entregue à sua própria sorte, Tucão sai da prisão, simulando que vai aceitar o tráfico de drogas.

Entretanto, engana Marília, uma vez que, para ele, "jogo e droga não se casam". Com a declaração de guerra, rompe-se definitivamente a relação de amizade entre as duas famílias. Tucão persegue e proíbe o amor entre Marco e Thaís. Marco fica à frente dos negócios do pai e logo evidencia também sua sede de poder.

Ficha Técnica:
Título Original: REI DO RIO
Gênero: Drama
Duração:
Lançamento no Brasil: 1985
Lançamento Comercial :
Direção: Fábio Barreto
Roteiro: Fábio Barreto, Jorge Durán, José Jóffily
Produção: Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto, Luiz Carlos Lacerda
Música Original: Sérgio Saraceni, Eduardo Dusek, Luis Carlos Góes
Fotografia: José Tadeu Ribeiro, Murilo Salles
Edição: Raimundo Higino
Design de Produção: Pedro Nanni
Direção de Arte: Anísio Medeiros
Figurino: Tetê Amarante
Maquiagem: Antônio Pacheco
Efeitos Sonoros: Heron Alencar, Cláudio Farias, Enock Santos
Efeitos Especiais: Sérgio Farjalla

Elenco:
Nuno Leal Maia ........ Tucão
Nelson Xavier ....... Nico Sabonete
Milton Gonçalves ....... Cacareco
Andréa Beltrão ....... Taís
Amparo Grisales ....... Marília
Márcia Barreto ....... Célia
Paulo Callado
Tessy Callado . ....... Tereza
Carlos Gregório
Guilherme Karan
Lutero Luiz
Zezé Macedo
Tonico Pereira ....... Delegado Paixão
Antônio Pitanga ....... Geraldão
Telma Reston
Flávio São Thiago .... Farias
Sandro Solviatti .......
Tony Tornado ....... Kidoka
Carlos Wilson .......

Prêmios:
• Festival de Caxambu
Prêmio de Melhor Direção
Prêmio de Melhor Fotografia
Prêmio de Melhor Música Original
Prêmio de Melhor Design de Produção

Garota Dourada - 1984

Sinopse:


Continuando a linha de Menino do Rio, Garota Dourada persegue a saga do surfista Valente, agora vivendo com sua filhinha, depois de abandonado por sua garota. Triste, ele se junta a Zeca, um astro do rock irritado pelo constante assédio da mídia e da fâs, e resolvem encarar uma aventura nas praias ainda desertas de Santa Catarina. Lá ele vai conhecer Diana, a garota dourada do título, e um rival perigoso e inescrupuloso, vivendo com sua turma diversas aventuras.

Ficha Técnica:
Título Original: Garota Dourada
Gênero: Aventura
Duração: 105 min.
Lançamento no Brasil: 1984
Lançamento Comercial : 25/12/1983
Estúdio: LC Barreto
Direção: Antônio Calmon
Roteiro: Antônio Calmon e Flávio Tambelini
Produção: Fabio Barreto e Lucy Barreto
Música: Guilherme Arantes
Fotografia: Carlos Egberto
Direção de arte: Pedro Nanni
Figurino: Bárbara Mendonça
Edição: Vera Freire

Elenco:
André de Biase ........ Ricardo Valente
Cláudia Magno ........Patrícia Monteiro
Andréa Beltrão ........Glória
Ricardo Graça Mello ........Pepeu e Kid
Sérgio Mallandro ........ Zeca
Roberto Bataglin ........ Betinho
Bianca Byington ........ Diana
Geraldo Del Rey
Marina Lima
Fabianne Rocha
Carlos Wilson ........ Guru Shangri-lá
Alexandre Frota ........ Peninha
Ritchie
Guilherme Arantes
Marcos Palmeira

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Urubus e Papagaios - 1985

Sinopse:

Desembargador cinquentão volta à cidade natal no interior, levando sua jovem e sedutora esposa. Estimulados, os homens da cidade passam a procurar as jovens amantes do bordel e as esposas traídas começam a fazer novena para que o casal desapareça.

Ficha Técnica:
Título Original: Urubus e Papagaios
Gênero: Comédia
Duração: 90min.
Ano de Lançamento : 1985
Lançamento Comercial (Estréia): 1987
Distribuição: Embrafilme
Direção: José Joffily
Assistente de direção: Bruno Wainer
Roteiro: Jorge Duran, José Joffily e Joaquim Vaz de Carvalho
Produção: Joaquim Vaz de Carvalho
Direção de produção: José Joaquim de Salles e Rômulo Marinho
Co-produção: Coevos Filmes, Sky Light Cinema, Morena Filmes e Embrafilme
Música: Ugo Marotta
Som: Valéria Mauro
Fotografia: Edgar Moura
Câmera: Nonato Estrela
Assistente de Camera: Breno Silveira
Desenho de Produção: Bárbara Mendonça
Edição: Emiliano Ribeiro

Elenco:
Nelson Dantas ........ Desembargador Fausto
Dora Pellegrino ........ Virgínia
Louise Cardoso ........ Inês
Felipe Camargo ........ Marco Polo
Janser Barreto ........ Manteiga
Henrique Diaz ........ Leléu
Jackson de Souza ........ Prefeito
Carlos Loffler ........ Pacheco
Ivan Cândido ........ Delegado
Anselmo Vasconcelos ........ Rabelo de Barros, líder da oposição
Emanuel Cavalcanti ........ Padre
Cláudia Jimenez ........ Eni, dona do bordel
Fernando Reski ........ Assistente do prefeito
Maria Alice Vergueiro ........ Dona matilde, mulher do prefeito
Fafy Siqueira ........ Mulher do delegado
Stela Freitas ........ Mulher do médico
Karen Acioly ........ Menina do bordel
Roberto Bomtempo ........ Assistente do delegado
Esmeralda Hanna ........ Mulher do assistente do prefeito
Andréia Dantas ........ Menina do bordel
Sarita Piecesi ........ Menina do bordel
Desirée Vignoli ........ Menina do bordel
Ariel Coelho ........ Médico
Paulo Henrique Velloso ........ Assistente do delegado

Curiosidades:
• Baseado no livro Dona Anja, de José Guimarães

• Estréia na direção do roteirista Jose Joffily.

• O Filme teria o título de Um Dia Virgínia.

Bete Balanço - 1984

Sinopse:

Jovem liberada resolve abandonar a cidade de Governador Valadares para tentar carreira artística no Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa, ela se decepciona com os empresários da música e com a violência urbana, mas também encontra apoio no namorado e nos novos amigos.

Ficha Técnica:
Título Original: Bete Balanço
Gênero: Drama, Musical
Duração: 74 min.
Ano de Lançamento: 1984
Lançamento Comercial (Estréia):
Distribuição: Embrafilme
Direção: Lael Rodrigues
Roteiro: Lael Rodrigues e Yoya Wursch
Produção: Carlos Alberto Diniz, Jean Lafuge, Patrick Moine, Tizuka Yamasaki,
Centro de Produção e Comunicação e Embrafilme
Música: Cazuza e Roberto Frejat
Fotografia: Edgar Moura
Desenho de Produção: Yurika Yamasaki
Direção de arte: Yurika Yamasaki
Figurino: Yurika Yamasaki
Edição: Lael Rodrigues

Elenco:
Débora Bloch ........ Bete
Lauro Corona ........ Rodrigo
Diogo Vilela ........ Paulinho
Maria Zilda ........ Bia
Cazuza ........ Tininho
Hugo Carvana ........ Tony
Arthur Muhlenberg
Jessel Buss
Duse Nacarati
Eleonora Rocha
Claudio Moreno
Marcus Vinícius
Andréa Beltrão
Claudio Baltar
Mario Dias Costa
Márcio Trigo
José Joffily
Paulo Antonio Magoula
Jorge Laffond
Paula Guimarães Preuss
Cléber Felix
Bettina Graziani
Rui Marcos Ferreira
Ana Muhllenberg
Dartagnan Holand
Helena Padilha
Messias Santos
Kikita
Eleonora
Adalberto Freitas
Tonico Barros
Sérgio Luiz Pereira
João Carlos Dumont
Barão Vermelho
Lobão
Os Ronaldos
metralhatxeka
Titãs
Banda Brylho
Manhas e Manias
Celso Blues Boy

Prêmios:
• Prêmio Air France de Cinema - RJ 1984
Melhor atriz para Débora Bloch

Curiosidades:
• Diversos artistas e bandas da geração 80 aparecem no filme. Entre elas, Barão Vermelho, Lobão, Titãs, Banda Brylho, Manhas e Manias e Celso Blues Boy.

• Último filme de Lauro Corona, falecido em 1989.

• Paula Toller, vocalista da banda Kid Abelha, foi convidada para interpretar o personagem-título, mas recusou o papel.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Beijo no asfalto - 1984


Sinopse:

Na Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, um desconhecido é atropelado por um ônibus e, agonizante, pede a Arandir, um bancário que passava pelo local, que lhe dê um beijo na boca. Por compaixão, ele concorda. Seu gesto é logo interpretado por um repórter da imprensa sensacionalista, Amado Pinheiro, como manifestação de homossexualismo.

Na Delegacia Policial, Arandir conta o ocorrido, sendo liberado. Entretanto, a atitude do repórter faz um estrago em sua vida, começando com a perda de seu emprego. O beijo vira manchete de jornal e o noticiário é alimentado pelo repórter Amado Pinheiro, cuja estreita ligação com o delegado Cunha leva o caso à esfera policial, onde é forjada a versão de que Arandir e o morto já se conheciam e, inclusive, eram amantes.

Ao chegar em casa, ele conta à Selminha, sua esposa, e à Dália, sua cunhada, o interrogatório que sofrera na Delegacia. Aprígio, que sempre rejeitou o genro, tem agora a oportunidade de expulsá-lo da vida da filha, ao tentar convencê-la de que seu casamento é uma farsa. Somente Dália, a cunhada apaixonada por ele, acredita em sua verdade.

Arandir é obrigado a fugir da polícia que cerca sua casa e faz interrogatórios à sua mulher. No hotel, enquanto aguarda a chegada da esposa, é surpreendido pela presença da cunhada, que confessa seu amor e lealdade por ele, e em seguida pelo sogro que, desesperado, provoca o trágico desfecho do filme: ele sim, Aprígio, sempre fora apaixonado pelo genro e por isso tentava impedir o casamento da filha. Arandir foge, mas o tiro disparado pelo sogro o alcança no asfalto. No chão, recebe dele o mortal beijo na boca.

Ficha Técnica:
Título Original: O Beijo no Asfalto
Gênero: Drama
Duração: 77 min.
Lançamento (Brasil): 1980
Estúdio: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas Ltda. e Filmes do Equador
Distribuição: Embrafilme
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Doc Comparato, baseado em peça teatral de Nélson Rodrigues
Produção: Luiz Carlos Barreto
Música: Guto Graça Mello
Fotografia: Murilo Salles
Direção de arte: Paulo Chada
Figurino: Paulo Chada
Edição: Raimundo Higino

Elenco:
Tarcísio Meira ........ Aprígio
Ney Latorraca ........ Arandir
Christiane Torloni ....... Selminha
Lídia Brondi ....... Dália
Daniel Filho ....... Amado Pinheiro
Oswaldo Loureiro ....... Cunha
Thelma Reston ........ Mailde
Márcia Barreto........
Nélson Caruso ........ Werneck
Renato Coutinho........
Flávio São Thiago ........ Arubinha
Pedro Paulo Rangel ........ Colega de Trabalho
Xuxa Lopes ........ Mulher na TV
Lígia ........ Diniz Viúva
Estelita Bell ........ Atendente no Hotel

Além da Paixão - 1984


Sinopse:

Fernanda (Regina Duarte) é uma decoradora de interiores que mora em São Paulo. Ela é casada com Roberto (Flávio Galvão), com quem tem um casal de filhos. Fernanda e Roberto parecem levar uma vida feliz, apesar dela estar tentando se recuperar da recente morte do seu pai - está tendo estranhos sonhos, pois se vê dançando com um homem em roupas femininas. Ao voltar a trabalhar Fernanda atropela um travesti, Miguel (Paulo Castelli), que também faz "programas". Apesar dela tê-lo socorrido ele acaba roubando-a, mas isto não a impede de procurá-lo. Fernanda usa como pretexto tentar reaver uma caixinha de estimação, que pertenceu ao seu pai. Quando Roberto viaja para Nova York ela finge que não quer que ele parta, mas logo depois da partida procura Miguel. Os dois fazem uma viagem para o litoral, onde ela busca se satisfazer sexualmente e Miguel, usando o dinheiro dela, tenta fazer tráfico de cocaína.

Ficha Técnica:
Título Original: Além Da Paixão
Gênero: Drama
Duração: 85 min.
Lançamento (Brasil): 1985
Distribuição: Embrafilme, European Classics Video e Facets Multimedia Distribution
Direção: Bruno Barreto
Assistente de direção: Amilcar Monteiro Claro
Roteiro: Antônio Calmon
Argumento: Bruno Barreto
Produção: Lucy Barreto e Antônio Calmon
Pré-produção: Maria Angélica Sabião e Rossy Caetano
Co-produção: Produções Cinematográficas L.C.Barreto
Música: César Camargo Mariano
Sonografia: Romeu Quinto Júnior
Som: Hélio Ramos
Fotografia: Allonso Beato
Camera: Gilberto Otero
Assistente de camera: Bruno Barreto, Antônio Calmon, Pedro Farkas e Cézar Elias
Direção de arte: Oscar Ramos
Figurino: Viviane Sampaio Soares
Edição: Vera Freire

Elenco:
Regina Duarte ........ Fernanda
Paulo Castelli ........ Miguel
Patricio Bisso ........ Bom-Bom
Flávio Galvão ........ Roberto
Felipe Martins ....... Ratinho
Walter Forster
Maria Helena Dias
Emile Edde
Flávio São Thiago
Kiki Cunha Bueno
Renato Coutinho
bem De Bem
Jayme del Cueto

Prêmios e Indicações:
• Festival de Cine de Bogotá - Colômbia
Venceu nas categorias de Melhor Diretor Bruno Barreto
Melhor Ator - Paulo Castelli
 Melhor Roteiro - Antônio Calmon

Curiosidades:
• Talvez o único trabalho em que Regina Duarte se permitiu filmar nua, numa ardente cena de sexo com Paulo Castelli.

Romance da Empregada - 1988


Sinopse:

Fausta é uma empregada doméstica que sonha em ser a cantora Tina Turner e em comprar o seu próprio barraco. Para tanto, ela trabalha arduamente, embora não satisfeita por ter que suportar as exigências da severa patroa.

Por enquanto, vive num barraco de favela, em companhia de seu marido, João, um alcoólatra. Diariamente, pega o trem na mesma estação, juntamente com suas colegas domésticas. Certo dia, discute com sua patroa e é demitida. Chega em casa, discute com o marido alcoólatra e acaba apanhando.

Um dia, no percurso que sempre fazia entre a casa e o trabalho, ela conhece Zé da Placa, um homem bem mais velho, que carregava cartazes de propaganda na Estação Ferroviária. Zé da Placa era um homem que também acreditava na vida e, logo, compra um perfume para ela e a convida para passarem juntos os domingos.

Assim, vão ao Planetário, onde Zé lhe presenteia com um broche. Seu marido, João, machuca o pé no trabalho e é obrigado a ficar em casa até melhorar. A ex-patroa de Fausta a chama para ficar tomando conta de sua casa, enquanto viaja. Nesse período, João se envolve com uma mulher da favela. Ao tomar conhecimento da traição, ela rompe com o marido e o coloca para fora da cama.

Quando Zé da Placa adoece, Fausta vai visitá-lo, ocasião em que ele comenta ser ela muito parecida com sua antiga esposa, e lhe presenteia com um walkman, com o qual ela sempre sonhara. Os dois vão até Paquetá e fazem planos para comprarem um terreno e construirem uma casa. Fausta vislumbra a possibilidade de abandonar João e a favela. Mas o velho passa a dissimular e ela assume um comportamento agressivo, cobrando dele o prometido.

Num dia chuvoso, Zé a acompanha até o barraco onde encontram João bêbado, que discute com os dois, enquanto o barraco é tomado pelas águas. Zé da Placa passa mal e morre em cima da cama. Fausta sobe ao telhado, esperando a água baixar para recomeçar sua vida.

Ficha Técnica:
Título Original: Romance da Empregada
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Lançamento (Brasil): 1988
Estúdio: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas Ltda.
Distribuição: Embrafilme
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Naum Alves de Souza
Produção: Lucy Barreto e Luiz Carlos Barreto
Música: Ruben Blades
Fotografia: José Medeiros e José Tadeu Ribeiro
Direção de arte: Paulo Flaksman
Figurino: Rita Murtinho
Edição: Isabelle Rathery

Elenco:
Betty Faria ........ Fausta
Brandão Filho ........ Zé da Placa
Daniel Filho ....... João
Stela Freitas ....... amiga de Fausta
Raul Gazolla
Cláudia Jimenez
Eri Johnson
Expedito Barreira
Nika Bonfim
Mário Borges
Neuza Borges
Cândido Damm
Arthur Costa Filho
Lutero Luiz ....... policial
Marcos Palmeira ....... Luiz
Antônio Pedro ........ Joaquim
Cristina Pereira ....... cozinheira
Tonico Pereira
David Pinheiro
Zezé Polessa
Ivan Setta
Paulo Gracindo
Fafi Siqueira
Tamara Taxman ........ empregada de Fausta
Ana Lúcia Torre
Vic Militello ........ amiga de Fausta
Maria Dealves

Prêmios e Indicações:
Festival de Havana, Cuba
   • Melhor Atriz (Betty Faria)

Jubiabá - 1987



Sinopse:

Órfão negro ganha proteção de comendador e vai morar na casa dele. Mais velho, o rapaz se apaixona pela filha de seu protetor e é expulso de casa, tornando-se famoso entre os malandros do cais. Mas o coração de Jubiabá continua batendo pela loura Lindinalva. Da obra de Jorge Amado.


Ficha Técnica:
Título Original:Jubiabá

Título em inglês:Bahia de Tous les Saints
Ano de lançamento:1987
País:Brasil
Gênero:Drama
Duração:100 min. / cor
Direção:Nelson Pereira dos Santos

Elenco:
Manfredo Bahia
Charles Baiano
Oscar da Penha
Luis Santos De Santana
Ruth de Souza
Romeu Evaristo
Betty Faria
Françoise Goussard
Julien Guiomar
Mário Gusmão

Na Estrada da Vida com Milionário & José Rico - 1980


Sinopse:

O filme narra perfeitamente as dificuldades vividas pela dupla Milionário & José Rico até atingirem o tão sonhado sucesso. O trabalho mostra de forma clara, como é difícil pessoas humildes terem seu talento reconhecido, vencer o preconceito, e no caso desta dupla sertaneja, o preconceito quanto ao nome escolhido também foi muito grande. Os próprios Milionário e José Rico estrelam o filme, interpretando seus próprios papéis, encenando sua trajetória como pintores de paredes para sobreviverem em São Paulo, realizando apresentações em circos pequeninos, inclusive levando calotes, e dormindo em pastos abertos, alimentando-se com laranjas, pois na maioria das vezes não tinham dinheiro para uma simples refeição. Até que, com enorme sacrifício, perseverança, força de vontade, e grandiosa fé em Deus, conseguem gravar o primeiro LP.

No entanto, a gravação do primeiro LP não significou para Milionário e José Rico, como muitos pensam, que o sucesso estava garantido. A dupla tive que batalhar e muito para alcançar a tão sonhada consagração, que veio através de um "milagre", pois há no filme, um relato interessantíssimo. A dupla Milionário & José Rico foi até o Santuário de Aparecida, e, ao entrarem na Igreja, pediram para que a Santa se tornasse a "Chefe" da dupla, para que Ela fizesse com que as pessoas compreendessem a música da dupla, que falava de amor, da natureza, do povo, e como eles não tinham nada para oferecer à Santa, deixaram um disco no altar como presente. O Padre, ao deparar-se com o disco, imaginou que quem o tinha deixado na Igreja não precisava de nada, pois não havia pedido nada, e um garoto que acompanhava o Sacerdote disse que a dupla deveria ser podre de rica, a julgar pelo nome. Então o Sacerdote ordenou ao garoto para que entregasse o disco na rádio de Aparecida, para que os programadores examinassem se o mesmo poderia ser aproveitado. O locutor ouviu, e, claro, gostou. Então, o radialista resolveu tocar o disco para ver se o público gostava. A partir desse momento, Nossa Senhora Aparecida já era a "Chefe" da dupla, que começou a emplacar um sucesso atrás do outro, gravando um disco atrás do outro, chegando na música de maior sucesso da dupla que é Estrada da Vida, de autoria do próprio José Rico.


Ficha Técnica:
Titulo Original: Na Estrada da Vida com Milionário & José Rico
Ano lançamento: 1980
Duração: 100 min / Cor
Direção Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Chico de Assis


Elenco:
Milionário e José Rico .... eles mesmos
Nádia Lippi .... Madalena
Turíbio Ruiz .... Pedro

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eles Não Usam Black-Tie



Sinopse:
Tião, jovem operário, namora Maria, colega de fábrica. Quando toma conhecimento de que ela está grávida, resolve marcar o casamento. Mas as dificuldades do casal são imensas. Nisso, eclode uma greve. Otávio, o pai de Tião, veterano líder sindical, que passou alguns anos na cadeia devido à militância política reprimida pela ditadura militar, adere à greve, mesmo contrariado com a decisão da categoria, que lhe parece precipitada. Participando dos piquetes em frente à fábrica, entra em choque com a polícia, é espancado e preso.

O filho, indiferente ao drama do pai e dos colegas, fura a greve. Individualista, credita à militância do pai a miséria em que sempre viveram. O conflito explode no interior da família e Tião é obrigado a deixar a casa dos pais e o emprego. Maria é adotada pelos futuros sogros, que assumem o nascimento próximo do neto.

A repressão à greve provoca uma vítima fatal: Bráulio, líder ligado à Igreja, e o maior amigo de Otávio. O movimento operário tem o seu mártir, que se transforma numa bandeira de lutas.


Ficha Técnica:
Título Original: Eles não Usam Black-Tie
Gênero: Drama
Duração: 134 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Leon Hirszman
Roteiro: Gianfrancesco Guarnieri e Leon Hirszman
Produção: Leon Hirszman Produções e Embrafilme
Música: Adoniran Barbosa, Chico Buarque de Hollanda e Gianfrancesco Guarnieri
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de Produção: Jefferson Albuquerque Júnior e Marcos Weinstock
Figurino: Yurika Yamasaki
Edição: Eduardo Escorel

Elenco:
Gianfrancesco Guarnieri........ Otavio
Paulo José
Francisco Milani ........ Santini
Milton Gonçalves ........ Bráulio
Fernanda Montenegro........ Romana
Bete Mendes ........ Maria
Antônio Petrin
Carlos Alberto Riccelli ........ Tião
Carlos Augusto Strazzer
Anselmo Vasconcelos
Nelson Xavier
Flávio Guarnieri
Lélia Abramo
Gésio Abreu
João Acaiabe
Maurício Amalfi
José Araújo
Jalusa Barcelos
Fernando Bezerra
Luiz Carlos Borges
Oduvaldo Brito
Aldo Bueno
Cachimbo
Leide Câmara
Rosiete Cavalcanti
Renato Consorte
Carlos Costa
Denoy de Oliveira
Walter Cruz
Eduardo da Conceição
Francisca da Conceição
Antônio Joaquim da Silva
Fernando Ramos Da Silva
Genésio de Barros
Rafael de Carvalho
Antonio De Pieri
Mercedes Dias
Ricardo Dias
João França
Maria Júlia Gomes
Cilas Gregório
Antonio Leite
Teresa Maldonado
Dirce Marques
Gilberto Moura
Maria Letícia Nascimento
Lizete Negreiros
Lene Nunes
Fernando Peixoto
Israel Pinheiro
Amaury Pinto
Almir Ribeiro
Cristina Rodrigues
Wilson Silva
Luiz Tedax
Tony Wilson


Prêmios e Indicações:
• Festival de Veneza 1981 (Itália)
Leon Hirszman recebeu o prêmio FIPRESCI e o Grande Prêmio Especial do Júri.

• Festival de Havana 1981 (Cuba)
Leon Hirszman recebeu o Prêmio Grand Coral.

• Troféu APCA 1982 (Associação Paulista de Críticos de Arte, Brasil)
Gianfrancesco Guarnieri recebeu o Trofeu APCA na categoria de Melhor Ator.

• Margarida de Prata 1982 (Brasil)
Recebeu o prêmio.


Curiosidades:
• Foi distribuido nos E.U.A. pela New Yorker Films com o título de They Don't Wear Black Tie.

• Baseado em obra de Gianfrancesco Guarnieri.

Críticas:
Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri, um clássico da dramaturgia brasileira, "Eles Não Usam Black-Tie" é um excelente filme.

Roteirizado, dirigido e produzido por Leon Hirszman, o filme retrata, com grande dramaticidade, o abismo social existente entre a periferia e as classes mais abastadas da maior cidade industrial da América do Sul. O foco da narrativa é dirigido sobre duas famílias operárias que vivem as contradições e as violências reinantes no início da década de 80.

Um dos pontos altos de "Eles Não Usam Black-Tie" está em seu elenco, com destaques para as atuações de Fernanda Montenegro, Bete Mendes e Gianfrancesco Guarnieri

sábado, 3 de outubro de 2009

Idade da Terra


Sinopse:
Trata-se de um filme que joga no futuro do Brasil, por meio da arte nova, como se fosse Villa-Lobos, Portinari, Di Cavalcanti ou Picasso. O filme oferece uma sinfonia de sons e imagens ou uma anti-sinfonia que coloca os problemas fundamentais de fundo. A colocação do filme é uma só: é o meu retrato junto ao retrato do Brasil.

Esse filme estaria para o cinema talvez como um quadro de Picasso. Os críticos estão querendo uma pintura acadêmica, quando já estou dando uma pintura do futuro.

Na criação artística o maior empecilho é o medo. Os autores que criaram grandes obras na América Latina venceram o medo para não sucumbir ao terrorismo do complexo de inferioridade. Eu, inclusive, rompi este complexo no berro.

Eu não tenho medo de criar, se tiver engenho e arte vou em frente. É necessário não ser babaca, pois a babaquice é o maior inimigo do artista.

Arnaldo Carrilho me disse uma vez diante das ruínas de Pompéia (era um domingo entre janeiro e março de 1965) que Simon Bolívar subiu no Vesúvio e de lá meditou sobre a América Latina: daí partiu para sua ação política. Verdade ou mentira quero partir do vulcão".


Ficha Técnica:
Ficção, longa-metragem, 35mm, colorido
Rio de Janeiro, 1980. 4.350 metros, 160 minutos
Titulo Original : Idade da Terra
Distribuição: Embrafilme
Lançamento: 17 de novembro de 1980
Produtor: Glauber Rocha
Diretores de produção:Tizuka Yamasaki, Walter Schilke
Produtores executivos: Carlos Alberto Diniz, Wilson Mendes Andrade Jr. (Quim);
Diretor: Glauber Rocha
Roteirista: Glauber Rocha
Diretores de fotografia: Roberto Pires, Pedro de Moraes
Câmara: John Howard Shemman
Fotógrafos de cena: Sônia Nercessian, Paula Gaetan, Tizuka Yamasaki, Pedro de Moraes, Carlos Cox
Mixagem: Roberto Leite e Onelio Mota
Montadores: Carlos Cox, Raul Soares, Ricardo Miranda
Montagem de som: Jorge Saldanha
Cenógrafos: Paula Gaetan, Raul Willian Amaral Barbosa
Figurinistas: Paula Gaetan, Raul Willian Amaral Barbosa
Música: Villa-Lobos, Jorge Ben, Jamelão, Nanã, Mozart, folclore brasileiro
Diretor Musical: Rogério Duarte
Locações: Rio de Janeiro, Salvador, Brasília
Laboratório de imagem: Líder Cine Laboratórios
Estúdio de som: Nel-som

Elenco:
Maurício do Valle ......... Brahms
Jece Valadão ......... Cristo índio
Antonio Pitanga......... Cristo negro 
Tarcísio Meira ......... Cristo militar 
Geraldo Del Rey ......... Cristo revolucionário
Ana Maria Magalhães......... Aurora Madalena
Norma Bengell ......... Rainha amazona
Danuza Leão......... Mulher de Brahms
Carlos Petrovicho ......... Diabo
Mário Gusmão......... Babalaô 
Paloma Rocha ......... Mulher jovem

Premiações:
• Menção Honrosa a Norma Bengell- XXXVII

• Mostra Internacional de Cinema, Veneza/1980,

• Prêmio do Museu de Arte Moderna de Cartagena- XXII

• Festival de Cinema de Cartagena;

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Memórias do Cárcere - 1984



Sinopse:

Mostra período nada agradável da história do Brasil sob a perspectiva pessoal de Graciliano Ramos, que foi servidor público em 1936 e, depois, preso por suas convicções políticas.

Ficha Técnica:
Título Original: Memórias do Cárcere
Título em inglês: Memories of Prison
Direção:Nelson Pereira dos Santos
Ano de Lançamento:1984
País:Brasil
Gênero:Drama
Duração:185 min. / cor

Elenco:
Carlos Vereza .... Graciliano Ramos
Glória Pires .... Heloísa
Nildo Parente .... Emanuel
José Dumont .... Mario Pinto
Wilson Grey .... Gaúcho
Jofre Soares .... Soares
Fábio Barreto .... Siqueira Campos
Jorge Cherques .... Dr. Goldberg
Jayme del Cueto .... coronel
Waldir Onofre .... Cubano
Tonico Pereira .... Desidério
Jackson de Souza .... Arruda
Herbert Richers Jr. .... Sérgio
Marcos Palmeira
Stela Freitas
Fábio Sabag
Arduíno Colassanti
Lígia Diniz
Tessy Callado
Ada Chaseliov
Jorge Coutinho
Nelson Dantas
Cássia Kiss
Sílvio de Abreu
Monique Lafond
Ney Santanna
Luiz Linhares
Procópio Mariano
Oswaldo Neiva
Denny Perrier
Mário Petráglia
Paulo Porto
André Villon



Premiações:
• Festival de Cannes - 1984
Prêmio FIPRESCI: Nelson Pereira dos Santos

• Festival de Havana - 1984
Prêmio Grand Coral: Nelson Pereira dos Santos

• Associação Paulista dos Críticos de Arte - 1985
Troféu APCA: melhor ator - Carlos Vereza, melhor filme - Nelson Pereira dos Santos

Cabra Marcado Para Morrer

Sinopse:
Em fevereiro de 1964 inicia-se a produção de Cabra Marcado Para Morrer, que contaria a história política do líder da liga camponesa de Sapé (Paraíba), João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. No entanto, com o golpe de 31 de março, as forças militares cercam a locação no engenho da Galiléia e interrompem as filmagens. Dezessete anos depois, o diretor Eduardo Coutinho volta à região e reencontra a viúva de João Pedro, Elisabeth Teixeira - que até então vivia na clandestinidade - e muitos dos outros camponeses que haviam atuado no filme brutalmente interrompido. Do mesmo diretor de Edifício Master.

Ficha Técnica:
Título Original: Cabra Marcado Para Morrer
Gênero: documentário
Duração: 119 min.
Lançamento no Brasil: 1964/84
Direção: Eduardo Coutinho
Roteiro: Eduardo Coutinho
Produção: Mapa Filmes e Eduardo Coutinho Produções Cinematográficas

Elenco:
Eduardo Coutinho ... O Próprio
Ferreira Gullar ... Portuguese Narration
Tite de Lemos ... Portuguese Narrator


Premiações:
• XXXV Festival de Berlim 1985 (Berlim/Alemanha)
Venceu os prêmios FIPRESCI e Interfilm do Fórum de Cinema Jovem.

• FesTróia - Festival Internacional de Cinema de Tróia 1985 (Setúbal/Portugal)
Recebeu o Golfinho de Ouro.

• VI Festival do Novo Cinema Latino-americano 1984 (Havana/Cuba)
Recebeu o Prêmio Coral na categoria de Melhor Documentário.

• I FestRio 1984 (Rio de Janeiro/RJ)
Recebeu o Tucano de Ouro na categoria de Melhor Filme, o Prêmio da Crítica, o Prêmio OCIC (Ofício Católico Internacional de Cinema) e o Prêmio D. Quixote da FICC (Festival Internacional de Cinema).

• 13º Festival do Cinema Brasileiro de Gramado 1985 (Gramado/RS)
Recebeu o prêmio Hours Concours.

• Festival de Cine Realidade 1985 (Paris/França)
Recebeu o Grande Prêmio.

Curiosidades:
• O filme originariamente era uma produção de 1964, com o mesmo diretor, e que foi interrompida pelo Golpe de 1964. Vinte anos depois foram reunidos os mesmos técnicos, locais e personagens reais para contar a sua história.

Pixote - A Lei do Mais Fraco


Sinopse:
Pixote (Fernando Ramos da Silva) foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua “educação”, pois conviveu com todo o tipo de criminoso e jovens delinqüentes que seguem o mesmo caminho. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.

Ficha Técnica:
Título Original: Pixote - A Lei do Mais Fraco
Gênero: Drama
Duração: 127 min.
Ano de Lançamento: 1981
Estúdio: Embrafilme / HB Films
Distribuição: Embrafilme
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Hector Babenco e Jorge Durán
Produção: Paulo Francini e José Pinto
Música: John Neschling
Fotografia: Rodolfo Sanchez
Direção de arte: Clóvis Bueno
Figurino: Carminha Guarana
Edição: Luiz Elias


Elenco:
MARÍLIA PERA........ Sueli
JARDEL FILHO ........ Sapatos Brancos
RUBENS DE FALCO ........ Juiz
ELKE MARAVILHA ........ Débora
TONY TORNADO ........ Cristal
BEATRIZ SEGALL ........ Viúva
JOÃO JOSÉ POMPEU........ Almir
RUBEN ROLLO ........ Diretor
EMÍLIO FONTANA ........ Dr. Delegado
LUIZ SERRA ........ Jornalista
ARICLÊ PEREZ ........ ProfessoraJ
OE KANTOR ........ Gringo
ISADORA DE FARIAS........ Psicóloga
BEATRIZ BERG........ Mãe de Fumaça
WALTER BREDA ........ Raulzinho
RAYMUNDO MATOS ........ Médico
BENEDITO CORSI ........ Avô de Pixote
DAMASCENO FILHO ........ Jornalista
CLEIDE EUNICE ........ Mãe de Dito
ISRAEL PINHEIRO........ Inspetor I
CARLOS COSTA........ Inspetor II
FÁBIO TOMAZINI ........ Filho da Viúva
LINEU DIAS ........ 1º Assalto
CEZAR PEZZUOLI ........ Homem Jovem
KOCOTH ........ Amigo de Sueloi
FERNANDO RAMOS DA SILVA ........ Pixote
JORGE JULIÃO ........ Lilica
GILBERTO MOURA........ Dito
EDILSON LINO ........ Chico
ZENILDO OLIVEIRA SANTOS ........ Fumaça
CLÁUDIO BERNARDO........ Garotão
JOSÉ NILSON DOS SANTOS ........ Diego



Premiações:
• Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
• Ganhou o Leopardo de Prata, no Festival de Locarno.

Curiosidades:
• Baseado em livro de José Louzeiro.