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sábado, 7 de novembro de 2009

Walter Salles


Nome completo: Walter Moreira Salles Jr.
Natural de: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro - Brasil
Nascimento: 12 de abril de 1956

Filmografia - Diretor:
• 2009 - On the Road (EUA)
• 2008 - Linha de Passe
• 2008 - Cada um com o seu Cinema (França)
• 2006 - Paris, Eu te Amo (Suíça, Alemanha, França)
• 2005 - Água Negra (EUA)
• 2004 - Diários de Motocicleta (EUA, Alemanha, Inglaterra, Argentina, Chile, Peru)
• 2002 - Castanha e Caju Contra o Encouraçado Titanic
• 2001 - Abril Despedaçado
• 1998 - Central do Brasil
• 1998 - O Primeiro Dia
• 1995 - Socorro Nobre
• 1995 - Terra Estrangeira
• 1991 - A Grande Arte

Filmografia - Ator:
• 20088 - Crítico
• 2001 - Onde a Terra Acaba ...... Walter Salles

Filmografia - Produtor:
• 2009 - No Meu Lugar
• 2008 - Leonera
• 2008 - Linha de Passe
• 2006 - Nascido e Criado
• 2006 - O Céu de Suely
• 2005 - Cidade Baixa
• 2005 - Irmãs
• 2002 - Cidade de Deus , coprodutor
• 2002 - Madame Satã

Filmografia - Roteirista:
• 2006 - Paris, Eu te Amo
• 2001 - Abril Despedaçado
• 1998 - Central do Brasil
• 1998 - O Primeiro Dia
• 1995 - Terra Estrangeira

Prêmios:
• Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por Central do Brasil 1998.

• Ganhou o Prêmio do Júri Ecumênico, no Festival de Berlim, por Central do Brasil 1998

• Ganhou o BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil 1998.

• Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Direção, por O Primeiro Dia 1998.

• Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Roteiro, por O Primeiro Dia 1998.

• Recebeu indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Lançamento de Cinema, por O Primeiro Dia 1998.

• Recebeu indicação ao Prêmio Independent Spirit de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil 1998.

• Recebeu indicação ao César de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil 1998.

• Ganhou o Prêmio Golden Satellite de Melhor Filme Estrangeiro, por Central do Brasil 1998.

• Ganhou em 1998, no Festival de Havana, o Prêmio da Universidade de Havana, o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio Gláuber Rocha de Menção Especial, por Central do Brasil 1998.

• Ganhou em 1998, no Festival de San Sebastián, o Prêmio do Público e o Prêmio do Júri Jovem por Central do Brasil 1998.

• Ganhou o Prêmio Ariel de Prata de Melhor Filme Latino-Americano, no México Academy Awards, por O Primeiro Dia 1998.

• Ganhou o Prêmio Rosa Camuna de Ouro, no Encontro de Filmes de Bergamo, por Terra Estrangeira 1995.

Curiosidades:
• Filho do falecido embaixador e banqueiro Moreira Salles e irmão do também cineasta João Moreira Salles.

• Cursou economia na PUC-RJ e mestrado em comunicação audio-visual na Universidade da Califórnia.

• Em 1985 abre com o irmão João Moreira Salles e mais outro sócio a produtora VideoFilmes.

• Trabalha frequentemente com Daniela Thomas na co-direção e Walter Carvalho na fotografia de seus filmes.

• O filme Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, foi selecionado para a mostra oficial do 61º Festival de Cannes.

Karim Aïnouz



Nome completo: Karim Ainouz
Natural de: Fortaleza, Ceará - BRASIL
Nascimento: 17 de Janeiro de 1966

Filmografia - Diretor:
• 2009 - Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo
• 2006 - O Céu de Suely
• 2002 - Madame Satã
• 2000 - Rifa-me
• 1998 - Les Ballons des Bairros
• 1996 - Hic Habitat Felicitas
• 1996 - Paixão Nacional - Choque Metabólico Irreversível
• 1993 - Seams
• 1992 - O Preso

***Diretor de ELENCO:
• 1991 - Veneno

Filmografia - Produtor:
• 2007 - Tá (2007) (Curta-metragem), produtor executivo
• 2005 - Cinema, Aspirinas e Urubus,  produtor associado

Filmografia - Roteirista:
• 2009 - Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo
• 2006 - O Céu de Suely
• 2005 - Cidade Baixa
• 2005 - Cinema, Aspirinas e Urubus
• 2002 - Madame Satã
• 2001 - Abril Despedaçado

Prêmios:
• Prêmio de Melhor Direção no Festival de Biarritz, 2002.

• Gold Hugo no Chicago International Film Festival, 2002.

• Ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Curta-Metragem em Atlanta 1994

• Melhor Curta-Metragem no Festival Ann Arbour - Michigan 1997.


Curiosidades:
• Nasceu no Ceará, filho de mãe cearense e pai argelino.

•  Karim Aïnouz é formado em arquitetura e urbanismo pela Universidade de Brasília. Tem mestrado em história do cinema pela Universidade de Nova York, se especializando em teoria cultural pelo programa de estudos independentes do Whitney Museum of American Art.

• Ganhou uma bolsa do New York State Council on the Arts e do Jerome Foundation for the Arts.

• Foi também convidado como artista residente pelo centro de mídias do New York Film Video Arts e pelo Banff Centre for the Arts (Canadá).

• Aïnouz trabalhou como assistente de montagem e direção em vários longas, entre os quais: Poison (Haynes, 90), Swoon (Kalin, 91) e Postcards from America (McLean, 93).

• Foi também um dos co-roteiristas de Abril despedaçado, de Walter Salles.

• Madame Satã é seu primeiro longa-metragem. Produzido com o suporte do Hubert Bals Fund do Festival Internacional de Filme de Rotterdam. Com o prêmio da Holanda para desenvolvimento de roteiro, realizou uma intensa pesquisa - vasculhou o arquivo nacional, fontes jurídicas, entrevistou pessoas que o conheceram na Lapa e na Ilha Grande, onde ficou preso. Foi também à cidade em que nasceu no agreste de Pernambuco e ao cemitério onde dizia que estava o túmulo da mãe dele. A MPB dos anos 20 e 30 também foi uma fonte importante para entender a época, parece que a música Mulato Bamba, de Noel Rosa, foi feita para ele.

• Seus curtas Paixão Nacional e O Preso e seu documentário Seams foram considerados inovadores, sendo exibidos em mais de 50 festivais no Brasil e no exterior, incluindo: Rotterdam, Oberhausen, Londres, MoMa (NY), Vancouver, e Altanta.

Cláudio de Assis


Nome completo: Cláudio de Assis Ferreira
Natural de: Caruaru, Pernambuco, Brasil
Nascimento: 19 de dezembro de 1955


Diretor, produtor e ator.

Filmografia - Diretor:
• 2007 - Baixio das Bestas
• 2002 - Amarelo Manga
• 1999 - O Brasil em Curtas 06 - Curtas Pernambucanos (curtametragem)

• 1999 - Texas Hotel (curtametragem)
• 1996 - Viva o Cinema (curtametragem)
• 1993 - Soneto do Desmantelo Blue (curtametragem)
• 1993 - Samydarsh: Os Artistas da Rua (curtametragem)
• 1987 - Henrique - Um Crime Político, Padre (curtametragem)

Filmografia - Ator:
• 2008 - Crítico
• 2005 - Crime Delicado ...... Homem bêbado ciumento no bar
• 2002 - Madame Satã ...... Participante do concurso de fantasia
• 2000 - Conceição

Filmografia - Produtor:
• 2007 - Baixio das Bestas
• 2002 - Amarelo Manga

Prêmios:

• Prêmio de Melhor Filme do Fórum do Novo Cinema concedido pela Federação Internacional dos Cinemas de Arte - CICAE, no Festival de Berlim, 2003, por Amarelo Manga.

• Melhor Filme, no Festival de Cinema Latino Americano de Toulouse 2003, por Amarelo Manga.

• Melhor Filme, Melhor Filme na escolha da Crítica, Melhor Filme na escolha do Público, no Festival de Brasília 2002, por Amarelo Manga.

• Melhor Filme, Melhor Direção, no Cine Ceará, 2003, por Amarelo Manga.

• Prêmio Cinema Brasil, para filmes de vaixo orçamento, concedido pelo Ministério da Cultura, 200, por Amarelo Manga.

• Por Samydarsh: Os Artistas da Rua, Prêmio Especial do Júri - FestVídeo de Porto Alegre 1993

• Por Samydarsh: Os Artistas da Rua, Prêmio Especial do Júri - Cinevídeo Maranhão 1993

• Por Samydarsh: Os Artistas da Rua, Melhor Vídeo - Cinevídeo Maranhão 1993

• Melhor Filme - Cine Ceará 2000 por Texas Hotel.

Curiosidades:
• Foi Diretor de Produção do filme Baile Perfumado, vencedor do Festival de Brasília.

• Como produtor Executivo participou dos filmes Maracatu, Maracatus (95), Cachaça (95) e Vitrais (99).

• Atuaou tambem como Assistente de direção para Sérgio Bernardes no documentário Via Brasil (97).

• De 1997 até 98 foi Vice-presidente Nacional da ABD (Associação Brasileira de Documentaristas).

• Amarelo Manga é seu primeiro longa como diretor.

domingo, 18 de outubro de 2009

Carlos Reichenbach


Nome completo: Carlos Oscar Reichenbach Filho
Natural de: Porto Alegre, RS, Brasil
Nascimento: 14 de junho 1945

Diretor, produtor, roteirista, diretor de fotografia, compositor e ator.

Filmografia - Diretor:
• 2007 - Falsa Loura
• 2004 - Bens Confiscados
• 2003 - Garotas do ABC
• 1999 - Dois Córregos
• 1993 - Alma Corsária
• 1987 - Anjos do Arrabalde
• 1986 - Filme Demência
• 1984 - Extremos do Prazer
• 1979 - Amor, Palavra Prostituta
• 1972 - Corrida em Busca do Amor
• 1970 - Audácia

Filmografia - Ator
• 2009 - O Fim da Picada ...... Participação Especial
• 2003 - Person ...... Carlos Reichenbach
• 2002 - Candeias - Da Boca pra Fora
• 1997 - Os Camaradas
• 1991 - O Corpo
• 1986 - Filme Demência ..... Homem no banheiro público
• 1984 - Extremos do Prazer
• 1977 - Belas e Corrompidas
• 1975 - A Casa das Tentações
• 1975 - Ainda Agarro esse Machão
• 1972 - Corrida em Busca do Amor
• 1971 - Finis Hominis - O Fim do Homem
• 1970 - O Ritual dos Sádicos
• 1968 - O Bandido da Luz Vermelha ...... Gângster / Espectador no cinema

Filmografia - Produtor:
• 1993 - Alma Corsária
• 1986 - Filme Demência
• 1979 - Amor, Palavra Prostituta

Filmografia - Fotógrafo:
• 2006 - Espeto (Curta-metragem)
• 1993 - Alma Corsária
• 1992 - Sua Excelência, o Candidato
• 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez
• 1984 - Extremos do Prazer
• 1984 - S.O.S. Sex-Shop (Como Salvar Meu Casamento)
• 1983 - Doce Delírio
• 1982 - Amor de Perversão
• 1979 - A Dama da Zona
• 1979 - Amor, Palavra Prostituta
• 1979 - Mulher, Mulher
• 1976 - Excitação
• 1970 - Audácia
• 1970 - Orgia ou O Homem Que Deu Cria

Filmografia - Roteirista:
• 2007 - Falsa Loura
• 2004 - Bens Confiscados
• 2003 - Garotas do ABC
• 1999 - Dois Córregos
• 1993 - Alma Corsária
• 1987 - Anjos do Arrabalde
• 1986 - Filme Demência
• 1984 - Extremos do Prazer
• 1979 - Amor, Palavra Prostituta
• 1978 - Damas do Prazer
• 1972 - Corrida em Busca do Amor
• 1970 - Audácia

Prêmios:
• Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Diretor, por Dois Córregos (1999).

• Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Roteiro, por Dois Córregos (1999).

• Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de Gramado, por Anjos do Arrabalde (1987).

• Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Diretor, no Festival de Gramado, por Filme Demência (1986).

• Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, por Extremos do Prazer (1984).

• Ganhou o Prêmio da Crítica, no Festival de Gramado, por Filme Demência (1986).

• Ganhou o prêmio de Melhor Filme, no Festival de Brasília, por Alma Corsária (1993).

• Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Brasília, por Garotas do ABC (2003).

Curiosidades:
• Foi criado em São Paulo. O pai era empresário gráfico e amigo de Osvaldo Sampaio, participante da Vera Cruz.

• Aos dez anos de idade assistiu ao filme A Estrada (Ronda da Morte), com direção de Osvaldo Sampaio. Esse fato, e o contato com o diretor, parecem ter instaurado em Reichenbach o “espírito” cinematográfico.

• Mais tarde veio a descoberta dos filmes do Cinema Novo, o cineasta Luís Sérgio Person e a Escola Superior de Cinema de São Luís, as leituras do Cahiers du Cinéma, além das sessões da SAC (Sociedade Amigos da Cinemateca), onde encontrou várias influências para sua formação. Com todo esse preparo, foi rápido o salto para a prática de fazer cinema.

• Dirigiu e fotografou mais de 150 filmes comerciais e institucionais entre 1971 e 1974.

• Sem nenhuma experiência profissional ele dirige um episódio, “Alice”, de As Libertinas, junto com o crítico mineiro Antonio Lima e o futuro publicitário João Callegaro. A proposta era de um cinema cafajeste e antiestético.

• Reichenbach fica sócio de uma produtora de comerciais, onde dirige vários filmetes publicitários, que detestava. A prática neste empreendimento deu a ele conhecimento e destreza inegáveis, que mais tarde vêm fazer diferença no trabalho do futuro diretor.

• Investe força total no que pode ser considerado o primeiro grande filme dele, Liliam M, Relatório Confidencial.

• Ele se dedica ainda a vários outros filmes como fotógrafo. Foram mais de trinta, como Orgia ou O Homem que Deu Cria, o primeiro longa de João Silvério Trevisan.

• É também contratado como iluminador, mas acaba por dirigir Sede de Amar.

• Reichenbach é presença constante no Festival de Roterdã, da Holanda, e é reconhecido também na França, sendo chamado pelos críticos de Fassbinder brasileiro.

• Em 1994, termina Alma Corsária, retomando um roteiro escrito 11 anos antes.

• Corrida em Busca do Amor, feito em 1972, dado como perdido pelo diretor de Alma Corsária e Dois córregos, teve uma cópia em 16mm adquirida por R$ 80 pelo pesquisador Archimedes Lombardi na feira de antigüidades da praça Benedito Calixto. É, talvez, a única cópia existente da produção.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Andrucha Waddington

 
Nome completo: Andrew Waddington
Natural de: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nascimento: 1970

Publicitario, Produtor , Diretor e Roteirista.

Filmografia - Diretor:
• 2010 - Lope
• 2007 - Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda
• 2005 - Casa de Areia
• 2002 - Viva São João!
• 2000 - Eu Tu Eles
• 1999 - Gêmeas

Filmografia - Produtor:
• 2010 - Lope
• 2007 - Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda
• 2002 - Viva São João!
• 2001 - Bufo & Spallanzani
• 2000 - Eu Tu Eles
• 1999 - Gêmeas

Filmografia - Roteirista:
• 2007 - Maria Bethânia - Pedrinha de Aruanda
• 2005 - Casa de Areia
• 2002 - Viva São João!

Filmografia – Ator :
• 2000 - Eu Tu Eles

Prêmios:
• Recebeu duas nomeações ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Realizador, por "Eu Tu Eles" (2000) e "Casa de Areia" (2005).

• Recebeu uma nomeação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Documentário, por "Viva São João" (2002).

• Ganhou uma Menção Especial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes, por "Eu Tu Eles" (2000).

• Ganhou o premio de Melhor Filme no Festival de Havana, por "Eu Tu Eles" (2000).

• Ganhou o premio de Melhor Filme e o Premio da Crítica no Festival de Cartagena, por "Eu Tu Eles" (2000).

• Ganhou o prêmio de Melhor Realizador no Cine PE - Festival do Audiovisual, por "Viva São João" (2002).


Curiosidades:
• Trabalhou como assistente de direção de consagrados cineastas como Cacá Diegues, Hector Babenco e Walter Salles.

• Já dirigiu videoclipes de vários artistas, entre eles Skank, Arnaldo Antunes, Djavan, Caetano Veloso e Marina.

• Em publicidade, Andrucha Waddington também se destacou dirigindo campanhas para grandes marcas nacionais e internacionais.

• Em 1995 se torna sócio da Conspiração Filmes.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Breno Silveira


Nome completo: Breno Silveira
Natural de: Brasília, DF, Brasil
Nascimento: 1964

Fotografo, Produtor e Diretor.

Filmografia - Diretor:
• 2008 - Era Uma Vez...
• 2005 - 2 Filhos de Francisco

Filmografia - Fotografo:
• 2003 - O Homem do Ano
• 2001 - Bufo & Spallanzani
• 2000 - Eu Tu Eles
• 1999 - Gêmeas
• 1998 - La Serva Padrona
• 1998 - Traição
• 1995 - Carlota Joaquina - Princesa do Brazil

Filmografia - Produtor:
• 2008 - A Mulher do Meu Amigo
• 2008 - Era Uma Vez...
• 2005 - 2 Filhos de Francisco
• 2003 - Casseta & Planeta - A Taça do Mundo é Nossa -  produtor associado
• 1999 - Gêmeas

Filmografia - Roteirista:
• 2005 - 2 Filhos de Francisco  - Colaborador

Assistente de Camera:
•1985 - Urubus e Papagaios  Assistente de câmera


Prêmios:
• Palm Springs Film Festival – The Jhon Schlesinger Award,,EUA, 2006
Melhor Diretor Estreante – Dois filhos de Francisco 2005

• Festival de Havana, 2006
Melhor filme (júri popular) – Dois filhos de Francisco 2005

Curiosidades:
• Foi assistente de câmera no filme Urubus e Papagaios - 1985

• É um dos sócios da Conspiração Filmes desde 1996

• Surpreendeu em suas 2 estréias, Como fotografo em Carlota Joaquina, e como Diretor em dois filhos de Francisco.

Fabio Barreto



Nome completo: Fábio Villela Barreto
Natural de: Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,Brasil
Nascimento: 1957

Diretor, produtor, roteirista e ator.

Filmografia - Diretor:
• 2009 - Lula - O filho do Brasil
• 2008 - Grupo Corpo 30 Anos - Uma Família Brasileira
• 2007 - Nossa Senhora de Caravaggio
• 2002 - A paixão de Jacobina
• 2000 - De conversa em conversa (curta-metragem)
• 1997 - Bela Donna
• 1995 - O quatrilho
• 1991 - Lambada
• 1988 - Luzia homem
• 1986 - O rei do Rio
• 1984 - Índia, a filha do sol
• 1978 - Mané Garrincha (curta-metragem)
• 1977 - A estória de José e Maria (curta-metragem)

Filmografia - Ator :
• 2006 - Noel - Poeta da Vila ........ Saturno
• 1998 - Bela Donna ........ Governador
• 1997 - For All - O Trampolim da Vitória
• 1995 - O Quatrilho ........ Gaudério
• 1987 - Sonho de Valsa
• 1984 - Memórias do Cárcere

Filmografia - Produtor :
• 2007 - O Homem que Desafiou o Diabo
• 2006 - Sonhos e Desejos
• 1984 - Garota Dourada
• 1981 - O Beijo no Asfalto

Filmografia - Roteirista:
• 1998 - Bela Donna
• 1987 - Luzia Homem
• 1985 - O Rei do Rio
• 1982 - Índia, a Filha do Sol

Prêmios:
• Recebeu indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, por O Quatrilho (1995).

• Recebeu indicação ao Prêmio de Melhor Filme no Festival de Havana, por Índia, A Filha do Sol (1984).

• Ganhou o Prêmio de Melhor Direção no Festival de Brasília, por A Estória de José e Maria (1977).


Curiosidades:
• Filho de Lucy e Luiz Carlos Barreto. Irmão de Bruno Barreto.

• Foi assistente de direção de Carlos Diegues em "Bye Bye Brazil" (1980)

• Seu primeiro longa-metragem, Índia, A Filha do Sol (1984), foi produzido por sua avó, Lucíola Villela.

• Quando jovem, não tinha muito interesse em seguir a carreira cinematográfica, tendo quase prestado vestibular para agronomia.

• Diretor que trouxe para o cinema brasileiro a  indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro na década de 90, com O Quatrilho (1995).

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

José Joffily


Nome completo: José Joffily Bezerra Filho
Natural de: João Pessoa, Paraíba, Brasil
Nascimento: 27 de Novembro 1945

Diretor, produtor e roteirista, começou a se destacar depois da repercussão de seus curtas-metragens Curta-seqüência: galeria Alaska e Copa mixta, ambos de 1979.

Filmografia - Diretor:
• 2009 - Olhos Azuis
• 2007 - A Paixão Segundo Callado
• 2005 - Achados e Perdidos
• 2005 - Vocação do Poder
• 2002 - Dois Perdidos numa Noite Suja
• 2001 - O Chamado de Deus
• 1996 - Quem Matou Pixote?
• 1991 - A Maldição do Sanpaku
• 1985 - Urubus e Papagaios

Filmografia - Ator:
• 1998 - Bela e Galhofeira
• 1985 - Bete Balanço

Filmografia - Fotógrafo :
• 1980 - Até a Última Gota
Filmografia - Montagem :
• 2005 - Vocação do Poder
Filmografia - Produtor:
• 2009 - Olhos Azuis
• 2001 - O Chamado de Deus
• 1996 - Quem Matou Pixote?
• 1994 - Lamarca
• 1991 - A Maldição do Sanpaku

Filmografia - Roteirista:
• 2009 - Olhos Azuis
• 2005 - Vocação do Poder
• 1996 - Quem Matou Pixote?
• 1991 - A Maldição do Sanpaku
• 1991 - Vai Trabalhar Vagabundo 2 - A Volta
• 1987 - Terra para Rose
• 1986 - A Cor do seu Destino
• 1985 - Avaeté - Semente da Vingança
• 1985 - O Rei do Rio
• 1985 - Urubus e Papagaios
• 1984 - A Filha dos Trapalhões
• 1983 - Parahyba Mulher Macho
• 1982 - O Sonho Não Acabou

Prêmios:
• Festival de Paulínia - 2009
Ganhou a Menina de Ouro na categoria de Melhor Filme, por Olhos Azuis (2009).

• Festival de Brasília - 2003
Ganhou o Troféu Candango de Melhor Diretor, por "Dois Perdidos Numa Noite Suja"

• Festival de Gramado - 1996
Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, por "Quem Matou Pixote?"

• Festival de Gramado - 1996
Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Roteiro, por "Quem Matou Pixote?"

• Festival de Gramado - 1996
Prêmio do Júri Popular por, “ Quem Matou Pixote? ‘’

• Festival de Brasília - 1992
Ganhou o Troféu Candango de Melhor Filme, por "A Maldição do Sanpaku"

• Festival de Brasília - 1986
Ganhou o Troféu Candango de Melhor Roteiro, por "A Cor do seu Destino" (1986).

Curiosidades:
• Trabalhou por 20 anos no Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense (UFF) como professor adjunto.

•  Trabalhou como fotógrafo freelancer para diversas revistas, entre elas "O Cruzeiro", "Realidade" e "Placar".

Roberto Bomtempo



Nome completo: Roberto Bomtempo de Castro Junior
Natural de: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nascimento: 27 de Maio de 1963

É ator, diretor de cinema, de televisão e teatro, professor de teatro e preparador de elenco para filmes.

Filmografia do Ator:

• 2010 - G.A.S. - Grupo Anti-Sequestro
• 2005 - Achados e Perdidos ........ Souza
• 2003 - Dois Perdidos Numa Noite Suja ........ Tonho
• 2000 - Tolerância ........ Julio
• 2000 - Cronicamente Inviável
• 2000 - Tepê (curtametragem)
• 2000 - Disparos (curtametragem)
• 1999 - O Dia da Caça
• 1999 - Mauá - O Imperador e o Rei
• 1998 - Tiradentes
• 1997 - Anahy de las Missiones
• 1997 - O Cego que Gritava Luz
• 1997 - Guerra de Canudos
• 1997 - O Cangaceiro
• 1996 - Quem matou Pixote?
• 1994 - Menino Maluquinho - O filme
• 1994 - Lamarca
• 1991 - Manobra Radical
• 1991 - A Maldição do Sanpaku
• 1990 - Barrela - Escola de crimes
• 1988 - Banana Split
• 1986 – Rockmania
• 1985 - Urubus e papagaios

Filmografia - Diretor
• 2009 – Syndrome
• 2006 - Depois Daquele Baile


Prêmios:
• Kikito de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, no Festival de Brasília, por A Maldição de Sanpaku (1991).

• Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante, no Festival de Brasília, por A Maldição de Sanpaku (1991).

• Ganhou o Lente de Cristal de Melhor Ator, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, por Tolerância (2000).

• Ganhou como de Melhor Ator, no V Braziian Film Festival of Miami, por Tolerância (2000).

Curiosidades:
• Já trabalhou em 4 filmes com o diretor José Joffily: Urubus e Papagaios, A Maldição de Sanpaku (1991), Quem Matou Pixote? (1996) e Dois Perdidos Numa Noite Suja (2003).



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Carlos Gerbase



Nome completo: Carlos Gerbase
Natural de: Porto Alegre, Brasil
Nascimento: 01 de Fevereiro de 1959


Filmografia do Diretor:
• 2009 - 1983: O Ano Azul
• 2008 - 3 Efes
• 2005 - Roteiros Encontrados num Computador
• 2005 - Sal de Prata
• 2000 - Tolerância
• 1977 - Sexo & Beethoven - O Reencontro (curtametragem)
• 1995 - Deus Ex-machina (curtametragem)
• 1990 - O Corpo de Flávia (curtametragem)
• 1988 - Aulas Muito Particulares (curtametragem)
• 1985 - Passageiros (curtametragem)
• 1984 - Verdes Anos
• 1983 - Interlúdio (curtametragem)
• 1983 – Inverno
• 1981 - Amor Sem Dor (curtametragem)
• 1980 - Mean Girl (curtametragem)
• 1980 - Sexo & Beethoven (curtametragem)
• 1979 - Meu Primo (mediametragem)


Prêmios:
• Recebeu os prêmios de Melhor filme nos festivais Abertura 8 (Curitiba, 1979) e I Festival do Cinema Amador de Osório (1979).

• Sexo e Beethoven Recebeu o prêmio de Melhor filme super-8 gaúcho no Festival de Gramado (1980).

• Mean Girl foi terceiro lugar no Festival Tupac-Amaru da UNISINOS (1981)

• Amor Sem Dor foi premiado como Melhor filme técnico-científico no II Festival de Cinema Amador de Osório (1981)

• Inverno recebeu o prêmio de Melhor filme super-8 no Festival de Gramado (1983)

• Verdes Anos recebeu os prêmios de Prêmio Revelação do Festival de Gramado-1985, Prêmio São Saruê-1986 (Federação dos Cineclubes do Rio de Janeiro), Prêmios de Roteiro e Elenco do Festival de Caxambu (Minas Gerais) (1986).

• Passageiros recebeu os prêmios de Melhor curta gaúcho e Melhor montagem de curta gaúcho no Festival de Gramado (1986)

• O corpo de Flávia recebeu os prêmios de Melhor fotografia de curta gaúcho no Festival de Gramado-1990, Melhor Filme do júri popular e Prêmio Revelação para a atriz Ana Moura no Festival do Maranhão-1990 (13.o Guarnicê de Cine-Vídeo).

• Deus Ex-Machina ecebeu os prêmios de Festival de Gramado 1995: Prêmios Assembléia Legislativa (curtas gaúchos) - Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Montagem; Prêmios Nacionais ("Kikitos"): Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Montagem, Melhor Música Original, Melhor Ator (Leverdógil de Freitas), Prêmio da Crítica; Festival de Brasília 1995: Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Roteiro, Melhor Montagem, Prêmio Especial do Júri pela Contribuição à Linguagem Cinematográfica.

Curiosidades:
• Fez Faculdade dos Meios de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (FAMECOS/PUC-RS), com habilitação em Jornalismo.

• Como jornalista atuou como repórter do jornal "Folha da Tarde", de Porto Alegre, em 1980 e 1981, comentarista de cinema do jornal "Tchê", de Porto Alegre, entre 1980 e 1983 e comentarista de cinema e vídeo da revista "Wonderful", de Porto Alegre, entre 1988 e 1990.

• Foi Professor de Cinema, Fotografia e Televisão no curso de Comunicação Social (FAMECOS/PUC-RS), desde 1981. Atualmente é responsável pelas disciplinas de Introdução à Fotografia, Introdução à Televisão e ao Cinema e Orientação de Monografia. Foi Professor de Fotografia e Cinema no Colégio Israelita-Brasileiro, de Porto Alegre. E Professor substituto nas disciplinas de Fundamentos de Cinema (turmas A e B), Técnicas de Televisão e Cinema e Produção, Direção e Edição de Imagem, no curso de Comunicação Social (FABICO-UFRGS).

• Desde 1983, integrante da banda gaúcha Replicantes, que teve como maiores sucessos "Festa Punk" e "Surfista Calhorda", como baterista (de 1983 a 1989), vocalista (a partir de 1990) e letrista.

• Os Replicantes lançaram os seguintes discos: "Os Replicantes" (1985), "O futuro é Vortex" (1986), "Histórias de sexo e violência" (1987), "Papel de mau" (1989) e "Andróides sonham com guitarras elétricas" (1991).

• Os seus longas, Inverno foi filmado em super-8 e Verdes Anos em 35mm (este em parceria com Giba Assis Brasil).

Eduardo Coutinho


Nome Completo: Eduardo Coutinho
Natural de: São Paulo, SP, Brasil
Nascimento: 11 de Maio de 1933

Eduardo Coutinho, um dos mais importantes nomes do documentário brasileiro, teve uma formação que passou pelo cinema, teatro e jornalismo, tendo inclusive cursado a faculdade de Direito em SP. Seu trabalho é caracterizado pela profundidade e sensibilidade com que aborda problemas e aspirações da grande maioria marginalizada, seja em favelas, no sertão ou na boca do lixo. Político, sem ser panfletário, traz a emoção humana sem sentimentalismo nem truques. Apenas expõe a realidade com um olhar atento e compreensivo, dando a voz (ao invés de manipular) e concedendo, na montagem, o tempo necessário em cada plano para que a verdade das "personagens" possa se desvelar para a lente.

Coutinho teve seu primeiro contato com o cinema no Seminário de Cinema do Masp, em 1954, dirigido por Marcos Marguliès. Foi revisor e copidesque da revista Visão (1954-1957) e segue para a França estudar no Institut des Hantes Études Cinématographiques (IDHEC) onde, durante esse período, passa também por uma experiência teatral, dirigindo "Pluft, o Fantasminha, de Maria Clara Machado. Em 1960, já de volta ao Brasil, faz assistência de direção na peça "O Quarto de Despejo", de Eddy Lima, e integra-se ao CPC trabalhando na montagem da peça "Mutirão em nosso Sol", no núcleo de Chico de Assis, encenada durante o I Congresso dos Trabalhadores Agrícolas em Belo Horizonte (1962)

Inicia sua carreira cinematográfica na ficção, dirigindo e roteirizando longas em parcerias com Leon Hirzsman, Eduardo Escorel, Bruno Barreto e Zelito Viana. Entre as filmagens desses longa-metragens, integra-se a vários projetos do CPC da UNE, que lhe possibilitaram os primeiros passos no caminho de documentarista.

Esse período iniciou-se com a gerência de produção no episódio Pedreira de São Diogo, de Cinco Vezes Favela, dirigido por Leon Hirzsman. Abandona a equipe para dirigir no projeto UNE-Volante, em que documentava as várias cidades por onde passava o grupo (que jamais foi montado). Nessa época conhece (em Sapé, Paraíba) Elisabeth Teixeira, viúva do líder de ligas camponesas João Pedro Teixeira, assasinado em uma manifestação. Escolhido pelo CPC da UNE para dirigir o próximo longa após Cinco Vezes Favela, Coutinho propõe a realização de um longa em ficção sobre a vida de João Pedro Teixeira (após a recusa de João Cabral de Melo Neto de transformar em filme os poemas O Rio e Morte e Vida Severina) dando início ao projeto de Cabra Marcado para Morrer, ainda na versão ficção. O elenco seria composto pelos próprios camponeses que foram protagonistas do protesto, e a equipe contava com nomes como Vladimir Carvalho, Fernando Duarte, Marcos Farias e Cecil Thiré. As filmagens foram bruscamente interrompidas pelos militares, que acreditavam ser um filme produzido por cineastas comunistas cubanos.

Com a interrupção de Cabra Marcado, Coutinho trabalha em vários projetos no campo da ficção: ajuda Leon Hirszman em Maioria Absoluta, roteiriza A Falecida e Garota de Ipanema, do mesmo diretor. Dirige um dos episódios de ABC do Amor, (O Pacto), uma co-produção com a Argentina e o Chile e atua como diretor substituto no longa-metragem O Homem que Comprou o Mundo. Na produtora SAGA (criada com a intenção de realizar filmes capazes de dialogar com o grande público), dirige Faustão, inspirado na obra de Shakespeare (que fala da luta de classes e de pai e filho na região do cangaço). Ainda colabora, nessa época, nos roteiros de Os Condenados, de Zelito Viana; Lição de Amor, de Eduardo Escorel e Dona Flor e seus dois Maridos, de Bruno Barreto.

Em 1975 integra-se à equipe do Globo Repórter, onde ficou durante nove anos e, segundo o próprio Coutinho, foi uma grande escola que o fez optar pela carreira de documentarista. A equipe (que contava com nomes como Paulo Gil Soares, João Batista de Andrade, Fernando Pacheco Jordão, Washington Novaes e colaboradores como Hermano Pena, Jorge Bodansky, Oswaldo Caldeira e Alberto Salvá) apesar da censura da época, tinha controle sobre todo o processo e trabalhava com relativa liberdade. Os médias documentários em 16mm eram o "sujo" que maculava o padrão Globo de qualidade, tornando-se um diferencial também pela abordagem aprofundada dos temas. Nessa época, realizou Seis Dias em Ouricuri (sobre a seca e a dificuldade de trabalho no sertão), O Pistoleiro de Serra Talhada (sobre o banditismo no nordeste), O Imperador do Sertão (sobre o coronel Teodorico Bezerra) e O Menino de Brodósqui (sobre o pintor Portinari).

Os três primeiros filmes realizados no nordeste foram uma preparação para a retomada de Cabra Marcado para Morrer, documentário que tornou-se um dos marcos na história do cinema brasileiro, ganhando doze prêmios internacionais (Tucano de Ouro no Fest Rio/ 85, Coral de melhor documentário em Havana, Festival du Réel, em Paris, Festival de Berlim, Festival de Tróia/Portugal, Salso, na Itália, entre outros). O roteiro conta a história da filmagem interrompida pelos militares e narra a trajetória de Elisabeth Teixeira e seus filhos durante os dezessete anos que se passaram entre o antigo projeto de ficção e as filmagens do documentário.

Após o sucesso de Cabra Marcado, Coutinho sai da equipe do Globo Repórter e passa a dedicar-se à produção de documentários em vídeo, além de roteiros de séries para a TV Manchete, como 90 Anos de Cinema Brasileiro e Caminhos da Sobrevivência, de Washington Novaes (sobre poluição em SP). Em 1988 (centenário da abolição), é estimulado por Aspázia Camargo, secretária de Cultura no RJ, a realizar um longa-metragem sobre o negro na História Brasileira - inicia, então, O Fio da Memória, tendo como personagem central o artista negro Gabriel Joaquim dos Santos. Filmado originalmente em 16mm, o documentário só foi concluído após quatro anos, em parceria com os canais Lê Sept e Channel Four (Inglaterra). Em seguida, seguiu com a produção de documentários em video, da qual podemos destacar os seguintes média-metragens: Boca do Lixo (sobre catadores de lixo da região de São Gonçalo, RJ); Santa Marta-duas semanas no Morro (sobre a vida nessa favela); Volta Redonda - Memorial da Greve (sobre o memorial de Niemeyer, a partir das mortes de operários em uma greve); O Jogo da Dívida (sobre dívida externa brasileira); A Lei e a Vida (meio ambiente na nova Constituição Brasileira) e Romeiros do Padre Cícero (romaria a Juazeiro).

A partir de 1999, volta à direção de longa-metragens em video digital (posteriormente transferidos para 35mm), realizando Santo Forte (sobre religiosidade popular, através de depoimentos de moradores da favela Vila Parque da Cidade, RJ), premiado como melhor filme no Festival de Brasília. Em seguida, seguindo os mesmos moldes, filma o longa-metragem Babilônia 2000, no morro da Babilônia, RJ. Do mesmo modo que em Santo Forte, o filme é calcado em depoimentos de moradores, que na virada de 1999 para 2000, dessa vez revelam seus sonhos, frustrações e expectativas para o terceiro milênio.


Filmografia – Diretor:
• 2009 - Moscou
• 2007 - Jogo de Cena
• 2005 - O Fim e o Princípio
• 2004 - Peões
• 2002 - Edifício Master
• 2000 - Babilônia 2000
• 1999 - Santo forte
• 1994 - Os Romeiros do Padre Cícero; (média documentário em vídeo)
• 1992 - Boca de Lixo (média documentário em vídeo)
• 1991 - Fio da memória
• 1989 - O Jogo da Dívida (média documentário em vídeo)
• 1989 - Volta Redonda, o Memorial da Greve (média documentário em vídeo)
• 1987 - Santa Marta - Duas semanas no morro (médiametragem)
• 1984 - Cabra Marcado Para Morrer
• 1979 - Exu, uma trajédia sangrenta (curtametragem)
• 1978 - Theodorico, o Imperador do Sertão
• 1970 - Faustão
• 1968 - O homem que comprou o mundo
• 1966 - O Pacto (episódio do longa ABC do Amor)


Filmografia - roteirista:
• 1988 - 90 Anos de Cinema Brasileiro (série para TV Manchete em vídeo);
• 1985-1986 - Episódio de "Caminhos da Sobrevivência" (série para TV Manchete de Washington Novaes)
• 1976 - Dona Flor e Seus Dois Maridos, dirigido por Bruno Barreto
• 1975 - Lição de Amor, dirigido por Eduardo Escorel
• 1973 - Os Condenados, dirigido por Zelito Viana
• 1967 - Garota de Ipanema, dirigido por Leon Hirszsman
• 1965 - A Falecida, dirigido por Leon Hirszsman


Prêmios:

•  Prêmio FIPRESCI, no Festival de Berlim, por Cabra Marcado para Morrer (1984).

•  Melhor Documentário, no Grande Prêmio BR de Cinema, por "Babilônia 2000" (2000).

• Kikito de Ouro de Melhor Documentário, no Festival de Gramado, por "Edifício Master" (2002).

•  Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado, por "Santo Forte" (1999).

•  Melhor Filme, no Festival de Brasília, por "Santo Forte" (1999).

• Melhor Roteiro, no Festival de Brasília, por "Santo Forte" (1999).

•  Troféu Passista de Melhor Fotografia, no Festival de Recife, por "Babilônia 2000" (2000).

•  Melhor Documentário - Crítica, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, por "Edifício Master" (2002).

• O Prêmio Multicultural Estadão 2003, ganhador na categoria criadores.

• Melhor Filme de Documentário, Moscou, no II Festival Paulínia de Cinema.


Curiosidades
• As filmagens de Cabra Marcado para Morrer foram interrompidas por 17 anos, devido ao golpe militar ocorrido no Brasil em 31 de Março de 1964.

• Coutinho chegou a pensar em largar o cinema e descambar para o jornalismo. Não voltaria ao cinema se não fosse pelo filme Cabra Marcado para Morrer (1984), quando optou definitivamente pelo documentário.

• Trabalhou como editor, redator e diretor para o programa Globo Repórter, da Rede Globo.

Heitor Dhalia


Nome Completo: Heitor Dhalia
Natural de: Recife, Pernambuco, Brasil
Nascimento: 18 de Janeiro 1970

Heitor Dhalia mudou-se para São Paulo em 1993. Redator publicitário, trabalhou nas principais agências de propaganda, tendo criado e produzido mais de cem filmes publicitários.

Estreiou no cinema em 1999, como assistente de Aluízio Abranches no longa-metragem Um Copo de Cólera e, no mesmo ano, como como diretor do curta-metragem Conceição. Em 2002 foi co-roteirista de As Três Marias.

Sua estréia na direção de longas se deu em 2004, com Nina. Baseado no romance de Lourenço Mutarelli, O Cheiro do Ralo foi seu segundo longa, chegando às telas em 2006.

"O Cheiro do Ralo", filme independente que custou apenas R$ 315 mil, uma comédia de humor negro estrelada por Selton Mello e baseada no livro homônimo de Lourenço Mutarelli. Sucesso de público e crítica, o filme participou da seleção oficial do Festival de Sundance; ganhou o prêmio especial do júri, prêmio da crítica e melhor ator no Festival do Rio; e o Troféu Bandeira Paulista do júri internacional na 30ª Mostra Internacional de São Paulo.

O diretor Heitor Dhalia montou uma cooperativa de cinema e adotou modelo raro de produção independente, e o projeto não só saiu do papel como figura como um modo alternativo e desburocratizado de fazer cinema.

Filmografia – Diretor:
• 2009 - À Deriva
• 2007 - O Cheiro do Ralo
• 2004 - Nina
• 2000 - Conceição (curtametragem)

Fillmografia – Ator:
• 1989 - Kuarup ,(não creditado)

Filmografia – Produtor:
• 2006 - O Cheiro do Ralo
Filmografia – Roteirista:
• 2009 - À Deriva
• 2006 - O Cheiro do Ralo
• 2004 - Nina
• 2002 - As Três Marias

José Alvarenga Jr.


Nome Completo: Jose Alvarenga Jr.
 Natural de:
 Data de Nascimento:

José Alvarenga Júnior é um diretor e Roteirista.
Começou na area da publicidade, fazendo diversos comerciais como coca-cola e afins. Durante toda sua carreira profissional, atuou na Rede Globo ou em projetos ligados a ela, como filmes da produtora Globo Filmes.

Dirigiu também o seriado A Diarista, no qual sua esposa Helena Fernandes atua como a personagem Ipanema de Jesus, ou apenas Ipanema. Atualmente (2009) é diretor geral do seriado Força Tarefa.


Filmografia do Diretor: (cinema)


 Filmografia do roteirista:

  •  1999 - Zoando na TV
Direção em televisão:
  • 2009 - Força Tarefa, seriado
  • 2006 - A Diarista, seriado
  • 2006 - Minha Nada Mole Vida, seriado
  • 2005 - Os Amadores, seriado
  • 2004 - Os Aspones, seriado
  • 2001 - Os Normais, seriado
  • 1998 - Mulher, seriado
  • 1997 - A Justiceira, minissérie
  • 1996 - Sai de Baixo, seriado
  • 1992 - Você Decide, seriado

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bruno Barreto


Nome Completo: Bruno Barreto
Natural de: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nascimento: 16 de Março de 1955


Filmografia como Diretor:


Filmografia como Roteirista:


 Filmografia como Produtor:


Filmes feitos nos ESTADOS UNIDOS:

  • 2003 – View from the Top (Voando Alto)
  • 1998 – One Tough Cop (Entre o Dever e a Amizade)
  • 1995 – Carried Away (Atos de Amor)
  • 1992 – The Heart of Justice (O Coração da Justiça)
  • 1990 – A Show of Force (Assassinato sob Duas Bandeiras)
Prêmios


•

Curiosidades:
• Seu primeiro longa-metragem, Tati, A Garota, foi financiado por sua avó, Lucíola Villela.

• Foi um dos produtores de Menino do Rio, crônica sobre um grupo de adolescentes cariocas que vivem à beira-mar.

• Bruno Barreto dirigiu seu primeiro filme, Tati, a Garota em 1972, aos 17 anos, seguido de A Estrela Sobe e Dona Flor e Seus Dois Maridos, o maior sucesso de bilheteria do cinema brasileiro de todos os tempos com mais de 12 milhões de espectadores.

• A partir de 1990, dividiu sua carreira de diretor entre o Brasil e os Estados Unidos, onde realizou seis longas com grandes astros do cinema americano, como Robert Duvall, Andy Garcia, Kevin Spacey e Amy Irving em A Show of Force (Assassinato sob Duas Bandeiras), Dennis Hopper e Amy Irving em Carried Away (Atos de Amor), Gwyneth Paltrow e Mike Myers em View from the Top (Voando Alto).

• Bruno foi casado com a atriz Amy Irving, ex-mulher de Steven Spielberg, e com quem Bruno ficaria até 2005.
• Em 2006, estreou como diretor de teatro com a montagem brasileira da peça premiada com o Pullitzer de melhor drama e Tony (Oscar da Broadway) de melhor peça em 2005, Dúvida, de John Patrick Shanley (dramaturgo premiado com o Oscar de melhor roteiro original pelo filme O Feitiço da Lua em 1988).

Nelson Pereira dos Santos


Nome Completo: Nelson Pereira dos Santos
 Natural de: São Paulo, Brasil
 Data de Nascimento : 22 de Outubro de 1928

Nelson Pereira dos Santos  é um ator, produtor, roteirista e diretor de cinema brasileiro.
Considerado um dos mais importantes cineastas do país, seu filme Vidas Secas, baseado na obra de Graciliano Ramos, é um dos filmes brasileiros mais premiados em todos os tempos, sendo reconhecido internacionalmente como obra-prima.

Foi um dos precursores do movimento do Cinema Novo.

É o fundador do curso de graduação em Cinema da Universidade Federal Fluminense, sendo professor do Instituto de Artes e Comunicação Social da UFF.

O cineasta Nelson Pereira dos Santos estreou na direção em 1955, com “Rio 40 Graus”, que foi proibido pela censura ditatorial da época. O longa, marcado por seu engajamento social, foi o precursor do Cinema Novo, tratando de um tema até então inédito nos filmes da época, em sua maioria chanchadas, que era a vida nas favelas do Rio de Janeiro, no caso.

Formado em direito e graduado em direção na Escola de Paris, este paulista mais carioca do Brasil foi professor fundador do curso de graduação em cinema da Universidade Federal Fluminense, além de ter lecionado na Universidade de Brasília e outras instituições no Brasil e exterior.

Seu principal longa foi “Vidas Secas” lançado em 1963 e relançado 40 anos depois, em 2003. O longa, além de contar com toda força presente na obra de Graciliano Ramos, foi revolucionário esteticamente contando com a inovadora fotografia de Luis Carlos Barreto, produtor da maior bilheteria da história do cinema nacional “Dona Flor e Seus Dois Maridos”.


Filmografia como Diretor:
 Filmografia como Roteirista:

Filmografia como Editor:

Filmografia como Produtor:
  Filmografia como Ator:
  • 2004 - Glauber o Filme, Labirinto do Brasil
  • 1999 - Dia da caça ........ Canosa
  • 1997 - For all, o trampolim da vitória
  • 1981 - Um filme para cinema
  • 1978 - Nelson Pereira dos Santos saúda o povo e pede passagem
  • 1971 - Nelson filma: o trajeto do cinema independente no Brasil
  • 1971 - Matei Por Amor
  • 1968 - Jardim de guerra
  • 1961 - Mandacaru vermelho
Prêmios
• Raízes do Brasil, sobre o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, é o vencedor do prêmio "Margarida de Prata", da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na categoria de melhor documentário.

• Ganhou o Prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, por "Memórias do Cárcere" (1984).

• Ganhou o Prêmio OCIC no Festival de Cannes, por "Vidas Secas" (1963).

• Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Curta-Metragem, por "Meu Compadre, Zé Ketti" (2002).

• Ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Havana, por "Memórias do Cárcere" (1984).

• Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Gramado, por "O Amuleto de Ogum" (1974).

• Ganhou o Troféu Oscarito no Festival de Gramado, em 1998.

• Ganhou o Troféu Candango de Melhor Filme no Festival de Brasília, por "Tenda dos Milagres" (1977).

• Ganhou o Troféu Candango de Melhor Diretor no Festival de Brasília, por "Tenda dos Milagres" (1977).

• Ganhou 2 vezes o Margarida de Prata, por "A Terceira Margem do Rio" (1994) e "Raízes do Brasil" (2004).


Curiosidades:
• Cineclubista em São Paulo, onde nasceu em 1928, Nelson Pereira dos Santos entrou para o cinema como assistente de direção de Rodolfo Nanni, em O Saci (1951-1953).

• Já no Rio, para onde se mudara em 1953, trabalhou como assistente de Alex Viany, em Agulha no Palheiro, e Paulo Wanderley, em Balança Mas Não Cai, cujas filmagens concluiu.

• Rio 40º, seu primeiro longa, realizado entre 1954 e 1955, era uma crônica da cidade, narrada em clave neo-realista, que marcou toda a geração que mais tarde deslancharia o movimento Cinema Novo.
 Faria parte de uma trilogia que afinal se esgotou com o segundo filme do cineasta, Rio Zona Norte, rodado em 1957.

• Entre 1957 e 1960, trabalhou como jornalista e tentou produzir uma versão do romance de Graciliano Ramos, Vidas Secas, afinal frustrada por uma enchente e outros contratempos. Para aproveitar a viagem e em condições as mais precárias, improvisou no interior baiano um bangue-bangue sertanejo, Mandacaru Vermelho (1960), co-estrelado por ele próprio.

• Vidas Secas só chegaria às telas três anos mais tarde, antecedido de uma adaptação de Nelson Rodrigues, O Boca de Ouro (1962).

• Com El Justicero (1967), trocou o subúrbio do Rio e a caatinga nordestina pelas frivolidades da zona sul carioca.

• Ainda eram burgueses os personagens do filme seguinte, Fome de Amor (1968), só que vistos por ótica bem diversa, mais crítica e moderna.

• Adaptações literárias - de Machado de Assis (Azyllo Muito Louco, 1969), Jorge Amado (Tenda dos Milagres, 1977, e Jubiabá, 1986), Graciliano Ramos (Memórias do Cárcere, 1983) e Guimarães Rosa (A Terceira Margem do Rio, 1993) - complementam sua obra, marcada, ainda, por uma aventura cômico-antropofágica ambientada no Brasil quinhentista (Como Era Gostoso o Meu Francês, 1970) e por uma volta ao ambiente popular suburbano (O Amuleto de Ogum, 1974).

• Nelson Pereira dos Santos ganhou prêmios em festivais nacionais e internacionais (Cannes, Havana, Polônia). Em reconhecimento ao seu trabalho, já foram organizadas mostras e retrospectivas em países como França, Itália, Canadá, EUA e Japão, entre outros.

• Foi o 1º diretor eleito para a Academia Brasileira de Letras.

• Integrou o júri do Festival de Veneza de 1986 e 1993.

Paulo Fontenelle


Nome Completo: Paulo de Moraes Fontenelle
Natural de:
Nascimento:

Paulo Fontenelle é diretor, roteirista e produtor de cinema, TV e publicidade. Dirigiu e roterizou os longas metragens “Sobreviventes – Os Filhos da Guerra de Canudos” e “Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade”, além de vários trabalhos para vídeo e televisão. Esteve envolvido com projetos como os longa-metragens Oswaldo Cruz, Casa-Grande e Senzala e Como ser Solteiro... no qual ainda dirigiu o making of.

Participou do primeiro workshop com o roteirista americano Syd Field, considerado o maior analista de roteiros de Hollywood, trabalhou com o produtor Luís Carlos Barreto e foi assistente do cineasta Nelson Pereira dos Santos, sobre o qual produziu o filme Candango Nelson selecionado pelo Festival de Brasília.

Diretor, produtor e sócio da empresa Canal Imaginário Comunicação, onde assumiu trabalhos na área de publicidade, institucional, ficção e documental.


Filmografia – Diretor
Curiosidades:
• Teve seu primeiro longa (intruso) Selecionado para o Festival do Rio, na Mostra Première Brasil Novos Rumos.

• Formado em Publicidade pela PUC/RJ, trabalhou na área de produção com nomes como Nelson Pereira dos Santos, Luis Carlos Barreto, Carlos Gregório e Rosane Svartzman.

• O documentário Evandro Teixeira - Instantâneos da Realidade (2004) marca a sua estréia como diretor de documentários em longa-metragem.

• É responsável pelos trabalhos nas áreas de publicidade, institucional, ficção e documental realizados pela Canal Imaginário.

sábado, 3 de outubro de 2009

Glauber Rocha


Nome Completo: Glauber Pedro de Andrade Rocha

Natural de: Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
Nascimento: 14 de Março de 1938
Falecimento: 22 de Agosto de 1981
Biografia:
Diretor, produtor, roteirista, montador, ator, cenografista, diretor de arte, figurinista e crítico.

Até os nove anos de idade ele viveu em Vitória da Conquista. Em 1948, a família Rocha muda-se para Salvador. O menino Glauber Pedro de Andrade Rocha, os pais, Adamastor e Lúcia, e as irmãs, Ana Marcelina e Anecy, instalam-se em uma casa nos Barris, um bairro de classe média da capital baiana, que nos anos 50 se torna ponto de encontro dos amigos de Glauber, futuros artistas e intelectuais conhecidos hoje como a "geração Mapa".

Em 1949, Glauber Rocha passa a freqüentar o Colégio Dois de Julho, no qual recebe orientação religiosa presbiteriana e vive suas primeiras experiências como ator de teatro amador. Entre 1954 e 1956, faz o curso clássico no Colégio Central da Bahia. É nesse período que Glauber e seus amigos começam a movimentar a vida cultural da então pacata cidade de Salvador.

As Jogralescas, recitais de poesia moderna com tratamento de teatro, são a primeira realização desse grupo, também conhecido como a "geração de Glauber". Foram seis espetáculos em dois anos, a partir da primeira encenação em dezembro de 1956. Nesse mesmo ano, fundam a Sociedade Cooperativa de Cultura Cinematográfica Yemanjá, uma iniciativa pioneira e utópica desses jovens que acreditavam na possibilidade de se fazer cinema na Bahia.

Para que pudessem editar seus próprios trabalhos, eles criam as Edições Macunaíma e Mapa, uma revista literária cujo título inpirava-se num poema de Murilo Mendes. A revista, com apenas três números publicados entre 1957 e 1958, permanece como referência importante para esse grupo, que passa então a ser denominado "geração Mapa".

Ainda em 1957, Glauber Rocha entra para a Faculdade de Direito da Universidade da Bahia, mas não chega a terminar o curso. Nos quatro anos em que permaneceu na Faculdade, colaborou como redator, paginador e crítico de cinema da Revista Ângulos, uma publicação dos estudantes. Mais ativa, entretanto, foi sua participação nos cursos de interpretação e direção da então recém-criada Escola de Teatro.

A Escola de Teatro mais a Escola de Dança e os Seminários de Música integravam as famosas e pionerias Escolas de Arte da Universidade da Bahia. Os estudos e os espetáculos produzidos nessas escolas, ao lado das sessões do Clube de Cinema da Bahia, tiveram um papel fundamental no desenvolvimento dessa geração. Conforme depoimento do próprio Glauber Rocha, o contato com os cursos de teatro foi, paralelamente à crítica jornalística, uma etapa importante de sua trajetória artística.

Entre 1956 e 1957, Glauber Rocha dá os primeiros passos na atividade crítica profissional. Inicialmente, assinando Rocha Andrade, em O Momento, jornal do Partido Comunista. Depois, no seminário Sete Dias e no programa Cinema em Close-Up, da rádio Excelsior. Em 1958, é o responsável pelo Jornal do Cinema, no recém-criado Jornal da Bahia, saindo no ano seguinte para assumir os cargos de copidesque e diretor do Suplemento de Artes e Letras do Diário de Notícias. Nessa época, publica algumas críticas no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil. Glauber Rocha viveu na crítica cinematográfica o que ele considerou "o esforço para uma autoformação teórica ou prática, ajudado pelas leituras daqueles que ele próprio considera como seus quatro "mestres": Walter da Silveira, Alex Viany, Paulo Emílio Salles Gomes e Antônio Moniz Vianna.

A formação intelectual de Glauber ocorre, portanto, em um momento especial da história brasileira quando, segundo ele, "Juscelino permitia a utopia estética baiana". A Bahia vivia então a euforia desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) e participava ativamente dos processos de modernização técnica e renovação cultural dos chamados "anos JK".

O ano de 1958 marca a estréia de Glauber Rocha como diretor de cinema. Com uma filmadora emprestada, restos de filme e a ajuda de alguns amigos, realiza o curta-metragem "Pátio" (1959), um ensaio cinematográfico - segundo o próprio cineasta - o qual é marcado por preocupações formais construtivas, tanto em termos cenográficos como de montagem. Esse pequeno filme de 11 minutos tem a participação de Helena Ignez, também estudante de direito e de teatro, com quem se casa em junho de 1959. Ainda em 1958, o cineasta vai ao Rio de Janeiro propor o projeto do Cinema Novo a Nelson Pereira dos Santos e trava os primeiros contatos com elementos que alguns anos depois comporiam o grupo cinema-novista. Com a proposta de "nacionalização da linguagem", Glauber avança um dos principais pontos que norteariam a estética cinema-novista no início da década de 60: os ditames da linguagem clássica cinematográfica (desenvolvida especialmente a partir do cinema norte-americano e que teve seu apogeu nos anos 40 e 50) são radicalmente abandonados.

Em 1959, prepara o curta-metragem "A Cruz na Praça", que seria mais uma experiência de linguagem. O filme estava praticamente pronto, faltando apenas a sonorização, e Glauber já planejava um outro trabalho experimental, quando perde o interesse por esse tipo de pesquisa de linguagem. Estava então engajado no projeto de "Barravento". As filmagens de "Barravento" (1961) foram feitas em dezembro de 1960, no litoral de Salvador. No começo, a direção ficou com Luiz Paulino dos Santos, que foi destituído do cargo após duas semanas, sendo substituído por Glauber que também cuida da produção executiva. Das cenas filmadas nos primeiros dias pelo diretor inicial, Glauber aproveitou algumas na versão final do filme, apesar de considerá-las esteticistas. O roteiro foi totalmente modificado. As condições de produção foram bastante precárias. A montagem do filme ocorreu somente oito meses depois de terminadas as filmagens, no Rio de Janeiro, por Nelson Pereira dos Santos. Lançado em 1962, recebe o prêmio opera prima no XIII Festival de Karlovy-Vary, na Tchecoslováquia. Pode-se considerar que "Barravento" já possui algumas das características estéticas das futuras obras do diretor. Entretanto, salta aos olhos a falta de uma direção mais segura de atores e um certo primarismo de cineclubista de determinadas tomadas de cena em busca de efeitos "geniais". Os diálogos são artificiais e soam de forma recitativa. A crítica à cultura popular como fator de alienação coloca o filme em sintonia com o ambiente ideológico do início da década de 60. A representação do universo do popular reflete a emergência de toda uma ideologia em torno das classes populares, que irá permear o cinema brasileiro principalmente de 1960 a 1962, mas que terá seus reflexos até o golpe militar de 64. Há um fascínio pela realidade social e cultural do povo, do universo distante da realidade vivida pelo cineasta, a qual é renegada. Este fascínio por uma idéia que se busca na cultura do povo ainda permanecerá em vigor no cenário de nosso cinema até fins da década de 70. O filme é uma manifestação característica, apesar de bem elaborada e repleta de sutilezas, do discurso da cultura popular como forma de alienação das condições concretas da realidade, gerada a partir da exploração de classes.

Glauber Rocha, em 1962, para evitar confusões, especifica quem realmente fazia parte do grupo do Cinema Novo. Esse grupo seria composto por Ruy Guerra, Nelson Pereira dos Santos, Paulo Cezar Saraceni, o próprio Glauber, Alex Viany, Jean-Claude Bernadet, Gustavo Dahl, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Roberto Pires, Miguel Torres, Mário Carneiro, Miguel Borges, Marcos Farias, Ely Azeredo, David Neves e Carlos Diegues.

Em 1963, publica "Revisão Crítica do Cinema Brasileiro". Neste livro, o diretor faz um retrospecto crítico do cinema brasileiro, dando uma visão pessoal, e também de sua geração, da evolução histórica do nosso cinema. O livro articula-se em torno da noção de autor como baluarte do novo cinema em oposição à opção industrial. O termo autor designa as condições necessárias de produção para que o cinema seja expressão da verdade. O compromisso do autor para com a realidade e a sua expressão sem retoques (a verdade) exigem uma posição (ética) de recusa à indústria que o coloca em um grande conflito.

Já morando no Rio de Janeiro, Glauber volta à Bahia para filmar "Deus e o Diabo na Terra do Sol". O filme teve início em 1963 e estreou em 1964. Ganhador de vários prêmios internacionais e exibido no Festival de Cannes, 1964, com grande sucesso de crítica, a obra provocou intensa repercução na imprensa européia, com opiniões extremadas sobre o mérito do filme. Apesar de perder a Palma de Ouro, "Deus e o Diabo na Terra do Sol" ajudou a projetar internacionalmente o diretor e o Cinema Novo brasileiro. No centro desse filme percebe-se certa revolta da classe média urbana, de onde é oriundo o cineasta, pela percepção que o povo tem da realidade social. Embora não de forma tão primária quanto nos primeiros trabalhos cinema-novistas, o personagem deslocado e pendular tende geralmente para a irritação com a passividade popular. Esse filme é uma obra-prima do diretor e do Cinema Novo, participando da primeira fase deste movimento.

Em janeiro de 1965, apresenta, como tese, durante a retrospectiva organizada na Resenha do Cinema Latino-americano, em Gênova (Itália), o texto-manifesto "Uma Estética da Fome", em que define o Cinema Novo como "um fenômeno dos povos colonizados (...) a serviço das causas importantes de seu tempo". O combate ao paternalismo estrangeiro em relação ao Brasil, através de uma postura de choque, é a idéia que norteia o manifesto, que acusa explicitamente o estrangeiro de cultivar o sabor da miséria ao não senti-la como um sintoma trágico. Neste manifesto volta a aparecer, como traço central do Cinema Novo, sua preocupação com a verdade. E esta verdade não deve ser expressa através da fixação em imagem da nossa miséria para ser degustada como folclore. A maneira de romper o círculo vicioso onde a denúncia da fome e a própria fome podem ser absorvidas como espetáculo, é através da violência. Esta violência é, principalmete, a violência estilística, que rompe com as expectativas emocionais, como a compaixão, que o espectador médio espera obter da representação da miséria. É exatamente o sabor da miséria que o diretor pretende atacar no seu manifesto, propondo uma "estética da violência".

Ainda em 1965, agora com os jovens cineastas cinema-novistas, cria a Mapa Filmes para produzir seus próprios filmes e a Difilm, para distribuí-los. Em seguida, Glauber participa da produção de "Menino de Engenho", de Walter Lima Jr., e realiza o documentário "Amazonas, Amazonas" (1966), sua primeira experiência em cores. Em novembro, é preso no Rio de Janeiro com outros artistas e intelectuais quando protestavam contra o regime militar. No ano seguinte, co-produz "A Grande Cidade", de Carlos Diegues, no qual sua irmã Anecy Rocha ganha um prêmio de melhor atriz. Dirige ainda "Maranhão 66" (1966), um documentário sobre a miséria e as esperanças do povo do Maranhão, por ocasião da posse do governador José Sarney.

Em 1967, Glauber volta a agitar o meio cinematográfico brasileiro com seu terceiro longa-metragem, "Terra em Transe", cujas filmagens foram iniciadas em 1966. Muitas das dificuldades surgidas em "Terra em Transe" deveram-se à necessidade de se criar um novo país em cenários do Rio de Janeiro. O filme foi concluído em 1967, premiado em diversos festivais e exibido no Festival de Cannes do mesmo ano, onde recebe o prêmio da crítica internacional, sendo logo após lançado no Brasil. Inicialmente proibido pela censura, é liberado em seguida com algumas exigências e censurado para menores de 18 anos, sem cortes. O filme provoca enorme polêmica e posições radicais de aprovação ou de desaprovação entre as platéias brasileiras. Naquele momento de grande agitação política, como bem disse Nelson Rodrigues, "Terra em Transe era o Brasil". Nesse filme, o protagonista é atormentado por um constante sentimento de culpa, motivado pelo desprezo que exprime pela política e também pelo popular. Em duas seqüências o personagem age de forma irônica e agressiva em relação a este universo, entrando, depois, em uma profunda angústia. O mundo do prazer, da realização pessoal pelo poder e da poesia, aparecem em oposição à política enquanto atividade engajada. O dilema do personagem, sua fome de absoluto, encontra na política apenas motivo para remorso. A obra tem como temática, assim como as demais dessa segunda fase do Cinema Novo, o dilema do jovem de classe média face a um contexto ideológico que se esvai com a ditadura militar.

Em julho de 1968, enquanto esperava a liberação da produção de "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" (1969), Glauber Rocha, aproveitando alguns atores deste filme e negativos em P&B que tinha à disposição, decidiu fazer um filme em 16mm experimental: "Câncer" (1972). O temperamento perspicaz do cineasta percebeu naquela época a existência embrionária de uma produção alternativa, feita pela nova geração (a do Cinema Marginal), da qual o Cinema Novo estava se afastando. O abandono de um caminho que era caro ao diretor por causa das concessões feitas ao grande público, faz com que dirija um filme em 16mm P&B ao mesmo tempo em que realiza uma superprodução a cores, "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro". "Câncer" se aproxima de maneira significativa da produção do Cinema Marginal, movimento chamado depois, por Glauber, de "udigrudi" (underground). A ruptura com a linguagem clássica é a seco, sem nenhuma retaguarda em termos de forma popular. A temática é essencialmente urbana de classe média, em que se discutem de maneira muito fragmentada os problemas existenciais de um casal, drogas, violência, misticismo. O problema social aparece em função das minorias (o negro, a mulher), o que também é um enfoque diferente no Cinema Novo. O esquema de produção foi entre amigos e de baixo custo. A forma do filme e sua linguagem exploram também o momento aleatório da filmagem, testando a resistência-limite de um plano em sua duração. Nesse mesmo ano, registra algumas passeatas no Rio de Janeiro em um filme de 22 minutos, "1968", e trabalha na produção de "Brasil Ano 2000", de Walter Lima Jr., também interpretada por Anecy Rocha.

Ainda em 1968, Glauber publica "O Cinema Novo e a Aventura da Criação", onde se vislumbra uma concepção mais concreta em termos do mercado cinematográfico e das condições necessárias para se dominar o setor de exibição. Argumenta em favor de uma organização industrial que permita, simultaneamente, a expressão autoral e a manutenção do compromisso ético com o universo não alienado da verdade. As concessões em termos da linguagem cinematográfica propriamente são poucas. A definição de como deve ser a linguagem que permita à verdade sua expressão é desenvolvida em termos bastante próximos aos de "Uma Estética da Fome".

Declarações de Glauber Rocha, em 1969, indicam uma mudança brusca de rumo, não só em relação à "Uma Estética da Fome", mas também ao texto "O Cinema Novo e a Aventura da Criação". O cineasta reformula diversas de suas opiniões anteriores sobre o cinema industrial e a comunicação com o público. Esta emerge agora em primeiro plano, relacionada não só ao setor de distribuição mas também à produção.

A opção pela grande produção e o mercado é, então, nítida em "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro", que aparece como uma tentativa de atingir o grande público através da exploração de uma forma narrativa baseada em tradições populares, temperada pelo grande espetáculo e pela cor. O filme, inicializado em 1968 e terminado em 1969, foi exibido no Festival de Cannes de 1969, onde Glauber dividiu o prêmio de melhor diretor e o filme ganhou o prêmio de melhor 'mise en scène'. Esta obra, continuação de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", é sensível aos argumentos de que a tentativa de representação do popular do Cinema Novo nada mais era do que a imagem da própria burguesia face a seus dilemas. O filme, como um todo, parece ser uma tentativa de redirecionar determinados aspectos de "Deus e o Diabo", dando-lhes forma mais radical. Porém, falta à obra a organicidade do filme anterior. Determinadas construções ficcionais desenvolvem-se a partir de uma idéia predeterminada, mas sem maior relação com o filme em sua totalidade. A imagem do povo em festa é constante e, por isso, surge como quadro congelado de fundo para o desenvolvimento da ação. Outra imagem particular é a presença do Brasil moderno através da imagem de caminhões, asfalto, etc. O sertão mítico já não pode mais ser representado em sua pureza, e a interação com o resto do país contemporâneo gera, através do contraste, uma das formações mais caras à alegoria tropicalista. Utilizando-se de formas alegóricas para representar o Brasil, Glauber participa com esse filme da terceira e última fase do Cinema Novo. Nessa época, Glauber interpreta o seu próprio papel - "um cineasta que aponta o caminho verdadeiro para o cinema político revolucionário" - em "Vent d'Est", filme de Jean-Luc Godard.

A repercussão de "Antonio das Mortes", título internacional de "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", abre os caminhos de Glauber Rocha para a produção de filmes no exterior. Correndo mundo e perigo após a realização de "O Dragão da Maldade", o diretor será um ponto de convergência da dura realidade do exílio, das relações tensas com a censura, do esfacelamento das utopias, da aproximação dos produtores culturais com o Estado. E Glauber parece movido por uma fé que o torna incansável, dirigindo em vários países, escrevendo, procurando intervir na cultura e na política. Em setembro de 1969, filma "Der Leone Have Sept Cabeças", uma produção italiana rodada no Congo, que trata do colonialismo internacional e das lutas dos colonizados pela libertação. Em março de 1970, realiza na Espanha, "Cabezas Cortadas", mais uma materialização de seus sonhos.

Entre 1970 e 1976, devido ao acirramento da censura e da repressão política no Brasil, Glauber permanece fora do país. Em 1971, apresenta na Universidade de Columbia, Nova Iorque, o texto "Estética do Sonho", no qual expões sua mudança em relação ao conceito de "arte revolucionária". Em 1972, juntamente com Marcos Medeiros, inicia em Cuba as filmagens de "História do Brasil" (1974), um projeto ambicioso que pretendia dar "aos interessados uma compreensão mais exata e científica do Brasil". O filme seria concluído somente dois anos depois, em Roma. No ano de 1975, filma em Roma - "uma cidade do Terceiro Mundo, uma espécie de grande Bahia" - o longa-metragem "Claro". Glauber Rocha queria com esse filme, rodado em apenas onze dias, "ver claro nas contradições da sociedade capitalista de nosso tempo".

O diretor começa a entrar na política com a mesma impetuosidade com que agia no campo da arte e desconcertava a todos que combatiam o Estado autoritário. E esta vai ser uma constante em Glauber após sua volta, em 1976: a crença de poder interferir no jogo de forças políticas com a mesma potência que detém no cinema, como um dos maiores cineastas de todos os tempos. Defendendo determinadas posições, interferindo nos embates em torno da Embrafilme, o diretor vai ter uma atuação que parece ser apenas a manifestação de um extremo desejo de pragmatismo. E que vai em rota de colisão direta com sua prática artística sempre com fortes intenções revolucionárias.

Em julho de 1976, Glauber volta ao Brasil. No mês de outubro, filma o discutido curta-metragem "Di Cavalcanti", no qual mostra o velório do pintor. O filme provoca fortes reações da família de Di Cavalcanti que, inclusive, consegue a interdição da obra na justiça. No ano seguinte, o filme ganha o prêmio especial do juri no Festival de Cannes. Em março de 1977, a morte acidental de sua irmã, a atriz Anecy Rocha, deixa-o profundamente abalado. Nesse mesmo ano, realiza o média-metragem "Jorjamado no Cinema" - encomendado para a TV - e começa as filmagens do seu último e controvertido filme, "A Idade da Terra" (1980).

Em 1978, publica o romance "Riverão Sussuarana" e, em 1979, Glauber retoma a atividade jornalística, escrevendo para os periódicos O Pasquim, Correio Braziliense, Folha de S. Paulo e Jornal do Brasil; na televisão, participa do programa Abertura.

Em 1979, nasce sua última filha, Ava Pátria Yndia Yracema. Glauber Rocha teve uma vida amorosa intensa e quatro filhos. Em 1960, nasceu Paloma, do casamento com Helena Ignez, de quem se separou em 1961. Com Maria Aparecida de Araújo Braga, teve Pedro Paulo, nascido em 1977. Da união com a fotógrafa colombiana Paula Gaetan, com quem viveu os últimos anos de sua vida, Erik Aruak, em 1978, e Ava Pátria.

O fecho de ouro glauberiano, para a década de 70 e também para uma concepção cinematográfica que imperou nos anos 60, viria com a produção que começa a preparar em 1977, e na qual investiria todo o seu potencial. "A Idade da Terra" é o resultado de 30 horas de filme rodadas em Salvador, Brasília e Rio de Janeiro - "as três principais capitais" da história do Brasil -, com som direto, improvisações e imponente Cinemascope. Em setembro de 1980, a obra é exibida - e mal recebida pela crítica - na Mostra Internacional de Cinema de Veneza. Poética e grandiosa visão do Brasil, a obra condensa em imagens o vulcão de idéias que consome o diretor. As reações foram ácidas por parte da crítica e do público, muitos não conseguindo fruir nem mesmo o delirante plano inicial. Assistiu-se a um jorro de raiva acumulada sobre o diretor. "O filme oferece uma sinfonia de sons e imagens ou uma anti-sinfonia que coloca os problemas fundamentais de fundo", segundo o próprio autor. Enfim, conclui Glauber, "a colocação do filme é uma só: é o meu retrato junto ao retrato do Brasil".

Em 1981, Glauber Rocha volta para a Europa, ficando alguns meses em Roma e Paris, estabelecendo-se a seguir em Sintra, Portugal. Após cinco meses, adoece gravemente do pulmão e, transferido para o Brasil, morre no Rio de Janeiro aos 42 anos de idade. O "meteoro" Glauber Rocha - imagem freqüentemente ligada a ele - acabava de passar. Brilhante e efêmero como costumam ser os meteoros.

O objetivo do cineasta foi incutir um nacionalismo cultural através de um cinema polêmico e não-comercial. A mensagem de seus filmes era que a violência pode transformar uma ordem social cuja essência era a fome. Autor da famosa frase "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", ele desenvolveu um estilo lírico, alegórico e auto-reflexivo, em reação ao realismo cinematográfico euro-americano. Em seus filmes há um frenético movimento de câmera e uma montagem à moda de Eisenstein.

Filmografia:
1980 - A idade da terra
1979 - Jorjamado no cinema
1976 - Di Glauber
1975 - Claro
1974 - As armas e o povo
1974 - História do Brasil
1972 - Câncer
1970 - Cabeças cortadas
1970 - O leão de sete cabeças
1968 - O Dragão da maldade contra o santo guerreiro
1967 - Terra em transe
1966 - Maranhão 66 Documentário que registra a posse de José Sarney como governador do Maranhão. Foi financiado pelo próprio evento que marcou o início da domínio político da família Sarney no Estado, que perdura até hoje. Em contraponto ao discurso de posse e da multidão em celebração, o filme mostra a miséria da população a ser governada. Algumas das imagens documentais da festa foram usadas na montagem de Terra em transe.
1963 - Deus e o diabo na terra do sol
1960 - Barravento
1959 - O pátio (PB, 11'). Glauber estréia com um curtametragem hermético e experimental, vertentes que logo em seguida ele renegará em favor de um cinema político, mas que reaparecerão mais tarde em filmes como Câncer e A idade da terra.


Prêmios:

• Ganhou o prêmio de Melhor Diretor, no Festival de Cannes, por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" (1968).

• Ganhou o Prêmio FIPRESCI, no Festival de Cannes, por "Terra em Transe" (1966).

• Ganhou o prêmio de Melhor Curta-Metragem, no Festival de Cannes, por "Di Cavalcanti" (1977).

• Ganhou o Grand Prix, no Festival de Locarno, por "Terra em Transe" (1966).


Curiosidades:
• Chegou a cursar, durante pouco mais de um ano, o curso de Direito da Universidade Federal da Bahia.

• Em 1958 era o responsável pela coluna policial do recém-formado Jornal da Bahia.

• Chegou a realizar o curta-metragem "Cruz na Praça", único de seus filmes que não foi concluído devido à falta de sonorização.

• Foi no curta-metragem "Amazonas, Amazonas" que teve seu primeiro contato com o cinema a cores.

• "Terra em Transe" foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Cannes apesar da oposição do Itamaraty, que indicou para o festival "Todas as Mulheres do Mundo", de Domingos de Oliveira.

• O curta-metragem que tem título original de Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão, Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!, tem título internacional de Di Cavalcanti e tambem é conhecido como Di-Glauber e Di Cavalcanti di Glauber.

• Foi preso em novembro de 1965, por estar em um protesto contra os militares durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Rio de Janeiro. Permaneceu 23 dias na prisão.

• Viveu em exílio entre os anos de 1971 e 1976.

• É pai do também diretor Eryk Rocha. Irmão da atriz Anecy Rocha.

• Faleceu em 22 de Agosto de 1981

• Eryk Rocha é diretor de Rocha que Voa, documentário sobre o exílio em Cuba de 1971 a 1972, um dos períodos menos conhecidos da vida do diretor Glauber.