Mostrando postagens com marcador Drama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Drama. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Olhos Azuis

 

Sinopse:
Antes de sua aposentadoria forçada, Marshall, chefe do Departamento de Imigração do Aeroporto JFK, detém, em seu último dia de trabalho, um grupo de latino-americanos, expondo-os a uma série de situações humilhantes e constrangedoras. Cego pelo seu próprio preconceito, o oficial acaba provocando a morte do brasileiro Nonato. Depois de algum tempo na prisão, Marshall, debilitado por uma grave doença e determinado a encontrar a filha de Nonato, vem ao Brasil a fim de purgar sua culpa. Nesta busca, o americano é guiado por Bia, uma jovem prostituta.

Ficha Técnica:
título original:Olhos Azuis
gênero:Drama
duração:01 hs 45 min
ano de lançamento:2010
site oficial:http://www.olhosazuisfilme.com.br
estúdio:Coevos Filmes
distribuidora:Imagem Filmes
direção: José Joffily
roteiro:Paulo Halm e Melanie Dimantas, baseado em argumento de José Joffily, Jorge Duran e Paulo Halm
produção:José Joffily e Heloísa Rezende
música:Jaques Morelenbaum
fotografia:Nonato Estrela
direção de arte:Cláudio Amaral Peixoto
figurino:Ellen Millet
edição:Pedro Bronz
Maquiagem: Helena de Araujo
efeitos especiais:

Elenco:
David Rasche .......... Marshall
Cristina Lago .......... Bia
Irandhir Santos .......... Nonato
Erica Gimpel .......... Sandra
Frank Grillo .......... Bob
Valéria Lorca .......... Assumpta
Pablo Uranga .......... Martin
Branca Messina .......... Calypso
Hector Bordoni .......... Augustin
Everaldo Pontes .......... Avô
Zezita Matos .......... Socorro
Fernando Teixeira .......... Médico
Everaldo Pontes .......... The Grandfather


Curiosidades:
• Selecionado para o Festival do Rio, na Mostra Première Brasil hors-concours.

• Participou do II Festival Paulínia de Cinema, 2009.

• José Joffily nasceu em 1945, em João Pessoa, Paraíba. Cineasta e Mestre em Comunicação pela UFRJ. Trabalhou durante 20 anos junto ao Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense, como professor adjunto. Foi presidente da Associação Brasileira de Cineastas em 2000. Em 1981 fundou a produtora Coevos Filmes, com a qual passou a produzir seus projetos audiovisuais. Entre seus trabalhos mais recentes estão a produção e direção do longa Olhos Azuis (2007) e a direção do documentário A Paixão Segundo Callado (2007), da Lumén Produções. Dirigiu também Achados e Perdidos (2006), Vocação do Poder (2005 ), em parceria com Eduardo Escorel, Dois Perdidos Numa Noite Suja (2002), ganhador dos prêmios de melhor montagem e melhor música no Festival de Gramado, O Chamado de Deus (2000), Quem Matou Pixote (1996), A Maldição de Sanpaku (1992) e Urubus e Papagaios (1986), seu longa de estréia. Fez ainda diversos curtas-metragens premiados e escreveu roteiros de longas, como O Sonho Não Acabou, Parahyba Mulher Macho e Avaeté, a Semente da Vingança, entre outro

Prêmios:
• II Festival de Paulínia 2009
Troféu menino de Ouro de melhor filme
Melhor Filme ficção,
Melhor Roteiro,
Melhor Ator Coadjuvante (Irandhir Santos),
Melhor Atriz (Cristina Lago),
Melhor Som,
Melhor Montagem

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Chico Xavier


Sinopse:


Desde criança, Chico Xavier (Matheus Costa) ouvia vozes e via pessoas que já tinham falecido. Seus relatos eram sempre desacreditados, sob a justificativa que eram sua imaginação ou obra do demônio. Ao crescer, ele (Angelo Antônio) passa a usar seu dom para psicografar cartas. Logo se torna um ícone em sua cidade natal, despertando a ira do novo padre (Cássio Gabus Mendes) e acusações de ser uma fraude, já que publica livros de pessoas famosas que já tinham morrido. Já envelhecido, Chico (Nélson Xavier) participa do programa de TV "Pinga-Fogo", onde fala sobre sua trajetória de vida e questões do espiritismo. Através dele conhece Orlando (Tony Ramos), diretor de imagem do programa, que é ateu. Ele e sua esposa Glória (Christiane Torloni) sofrem devido a perda do filho, Tomás, morto quando ele e um amigo brincavam com uma arma encontrada. Agora o casal precisa decidir se irá agir no processo que pode condenar o responsável pela morte de Tomás.
 
Ficha Técnica:
Título original:Chico Xavier - O Filme
Gênero:Drama
Duração:02 hs 05 min
Ano de lançamento:2010
site oficial:http://www.chicoxavierofilme.com.br
estúdio:Lereby Produções
distribuidora:Sony Pictures Entertainment / Downtown Filmes
Produção e Estudio: Lereby Produção
Produção Executiva: Julio Uchôa
Diretora Assistente: Cris D’Amato
Montagem: Diana Vasconcellos, ABC
Música: Egberto Gismonti
Fotografia: Nonato Estrela, ABC
Continuista: Glaucia Pelliccione
Roteiro: Marcos Bernstein, AC – baseado na obra “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior.
Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Figurino: Bia Salgado
Maquiagem: Rose Verçosa
Som Direto: Carlos Alberto Lopes
Desenho de Som: Simone Petrillo
Mixagem: Branko Neskov, Cas
Produtores Associados: Bruno Wainer, Eduardo Girão
Efeitos Especiais: O2 Pós Produções, Laboratório Technicolor Creative Services, Labo Cine do Brasil
Co-Produção: Globo Filmes e Estação da Luz
Distribuição: Columbia/Sony Pictures, Downtown Filmes


Elenco:
NELSON XAVIER: Chico Xavier (1969/1975)
ÂNGELO ANTONIO: Chico Xavier (1931/1959)
MATHEUS COSTA: Chico Xavier (1918/1922)
TONY RAMOS: Orlando
CHRISTIANE TORLONI: Glória
GIULIA GAM: Rita
LETÍCIA SABATELLA: Maria
LUIS MELO: João Candido
PEDRO PAULO RANGEL: Padre Scarzelo
GIOVANNA ANTONELLI: Cidália
ANDRÉ DIAS: Emmanuel
PAULO GOULART: Saulo Guimarães
CÁSSIA KISS: Iara
CASSIO GABUS MENDES: Padre Julio Maria
ROSI CAMPOS: Cleide
CARLA DANIEL: Carmosina
AILTON GRAÇA: Passageiro 1
CHARLES FRICKS: David Nasser
JEAN PIERRE NOHER: Jean Manzon
NILDO PARENTE: Juiz
BRUCE GOMLEVSKY: Promotor
PABLO SANÁBIO: Assistente De Produção
CADU FÁVERO: Rafael
GLAUCIA RODRIGUES: Letícia Almeida
LUIZ SERRA: Daniel Albuquerque
DANIEL BARCELOS JAIMOVICH: João Leonardo
THELMO FERNANDES: Menezes De Assis
PAULO VESPÚCIO: Emiliano
CYNTHIA FALABELLA: Professora
VIA NEGROMONTE: Dora
ADELAIDE DE CASTRO: Lea
OSVALDO MIL: José
LARISSA VEREZA: Lucia
ANSELMO VASCONCELLOS: Perácio
ANA ROSA: Carmem
NILVAN SANTOS: Agricultor
GREGÓRIO DUVIVIER: Oftalmologista
SAMUEL DE ASSIS: Altair
ANDRÉA CALDAS: Luiza
KIKA FREIRE: Geni
FLÁVIA GUEDES: Geralda
CARLA CABÉ: Maria Conceição
TANIA COSTA: Maria Cândido
CACÁ DIAS: Raimundo
ALEXANDRE DAVID: Pacheco
ANTONIO DESTRO: Oficial de Justiça
CARLOS MARIANO: Pastor Elias
JULIO UCHÔA: Homem com Bíblia
ANJA BITTENCOURT: Mãe das ensandecidas
MARIANA BASSOUL: Ensandecida 1
THAMIRYS SPYKER: Ensandecida 2
CAROLINA PAVANELLI: Ensandecida 3
JULIANA BERTONI: Ensandecida 4
TIÃO D’ÁVILLA: Feliciano
MARIA HELENA PADER: Mãe de Ludi
RENATA IMBRIANI: Tania
RAUL TOLLEDO: Walcyr
PIETRO MARIO: Pai que Chora
REJANE ZILLES: Mulher que dá Relógio
CININHA DE PAULA: Maria Celeste
PRAZERES BARBOSA: Mulher que recebe relógio
GUSTAVO OTTONI: Médico De Chico Em São Paulo
FABIO PORCHAT: Passageiro 2
LEONARDO JABBOUR: Eduardo
HELIO RIBEIRO: Repórter da TV
GUILHERME BERNARD: Euripedes
MATHEUS GUEDES: Vivaldo
ANDRE LUIZ FRAMBACH: José (1918 a 1922)
RAQUEL BONFANTE: Aluna Rosa
MATHEUS DE SÁ: Aluno
VICTOR NAVEGA MOTT: Moacir

Curiosidades:
*A intenção de levar ao cinema a vida de Chico Xavier nasceu em 2004, quando o produtor Bruno Wainer adquiriu os direitos de adaptação do livro "As Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior;

*Diversos familiares e amigos de Chico Xavier foram consultados sobre a intenção de rodar um filme sobre sua vida. A aprovação foi geral;

*Este é o 5º filme em que o diretor Daniel Filho e o ator Tony Ramos trabalham juntos. Os anteriores foram A Partilha (2001), Se Eu Fosse Você (2006), Se Eu Fosse Você 2 (2009) e Tempos de Paz (2009);

*Ao todo as filmagens contaram com 135 atores e 90 locações

*A última cena de Chico Xavier - O Filme a ser rodada teve por locação a cidade natal de Chico Xavier, Uberaba;

*Seu lançamento nos cinemas está marcado para 2 de abril de 2010, data que marca o 100º aniversário de Chico Xavier;

*O orçamento de Chico Xavier - O Filme foi de R$ 12 milhões.

sábado, 7 de novembro de 2009

Cidade de Deus


Sinopse:

Buscapé é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

Ficha Técnica:
Título Original: Cidade de Deus
Gênero: Drama
Duração: 135 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2002
Distribuição: Lumière e Miramax Films
Direção: Fernando Meirelles
Co-direção: Katia Lund
Roteiro: Bráulio Mantovani
Produção: O2 Filmes, VideoFilmes, Andrea Barata Ribeiro e Mauricio Andrade Ramos
Co-Produtores: Walter Salles, Donald K. Ranvaud, Daniel Filho, Hank Levine, Marc Beauchamps, Vincent Maraval e Juliette Renaud
Produção executiva: Elisa Tolomelli
Co-produção Globo Filmes, Lumière, Wild Bunch e Bel Berlinck
Música: Antônio Pinto e Ed Côrtes
Fotografia: César Charlone
Direção de arte: Tulé Peake
Edição: Daniel Rezende
Oficina de atores: Nós do Cinema e Guti Fraga
Preparação de atores: Fátima Toledo

Elenco:
Aexandre Rodrigues ...... Buscapé
Alice Braga ...... Angélica
Charles Paraventi ...... Tio Sam
Christian Duurvoort ...... Paulista
Daniel Zettel ...... Thiago
Dani Ornellas ...... a vizinha do Paraíba
Darlan Cunha ...... Filé com Fritas
Douglas Silva ...... Zé Pequeno (Dadinho quando menino)
Edson Montenegro ...... o pai de Busca-pé
Edson Oliveirra ...... Barbantinho
Emerson Gomes ...... Barbantinho (quando criança)
Felipe Silva ...... Rafael
Gero Camilo ...... Paraíba
Graziella Moretto ...... Marina Cintra
Jefechander Suplino ...... Alicate
Jonathan Haagensen ...... Cabeleira
Karina Falcão ...... a mulher do Paraíba
Leandra Miranda ...... Lúcia Maracanã
Leandro Firmino da Hora ...... Zé Pequeno
Luis Otávio ...... Busca-pé (quando criança)
Luiz Carlos Ribeiro Seixas ...... Touro
Marcos Junqueira ...... Otávio
Matheus Nachtergaele — Sandro Cenoura
Maurício Marques ...... Cabeção
Michel de Souza Gomes ...... Bené (quando criança)
Olívia Araújo ...... a recepcionista do motel
Paulo César ...... Jacaré Tuba
Phellipe Haagensen ...... Bené
Renato de Souza ...... Marreco
Roberta Rodrigues ...... Berenice
Robson Rocha ...... Gélson
Rubens Sabino ...... Neguinho
Sabrina Rosa ...... a mulher do Galinha
Seu Jorge ...... Mané Galinha
Thiago Martins ...... Lampião

Premiações:
• APCA 2003 (Brasil)
Grande prêmio da crítica – todo elenco

• BAFTA 2003 (Reino Unido)
Melhor edição – Daniel Rezende

• British Independent Film Awards 2003 (Reino Unido)
 Melhor filme estrangeiro

• Festival de Cartagena 2003 (Colômbia)
Melhor Filme – Fernando Meirelles
Melhor Diretor – Fernando Meirelles

• Festival de Havana 2002 (Cuba)
Prêmio da Universidade de Havana – Fernando Meirelles
Melhor ator – Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Phellipe Haagensen, Jonathan Haagensen e Douglas Silva
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor Montagem – Daniel Rezende
Prêmio da Associação Cubana de Imprensa – Fernando Meirelles
Prêmio FIPRESCI – Fernando Meirelles
Prêmio Glauber Rocha – Fernando Meirelles
Prêmio Grand Coral – Fernando Meirelles
prêmio OCIC – Fernando Meirelles

• Grande Prêmio Cinema Brasil 2003 (Brasil)
Melhor filme
Melhor diretor – Fernando Meirelles
Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor montagem – Daniel Rezende
Melhor som – Guilherme Ayrosa, Paulo Ricardo Nunes, Alessandro Laroca, Alejandro Quevedo, Carlos Honc, Roland N. Thai, Rudy Pi, Adam Sawelson

• NYFCC Awards 2003 (EUA)
Melhor filme estrangeiro

• Satellite Awards
Melhor filme em língua estrangeira

Indicações:
• BAFTA 2003 (Reino Unido)
Melhor filme em língua estrangeira – Andrea Barata Ribeiro, Mauricio Andrade Ramos e Fernando Meirelles

• Bodil 2004 (Dinamarca)
Melhor filme não-estadunidense – Fernando Meirelles e Kátia Lund

• Globos de Ouro 2003 (EUA)
Melhor filme em língua estrangeira

• Grande Prêmio Brasileiro de Cinema 2003 (Brasil)
Melhor ator – Leandro Firmino
Melhor ator coadjuvante – Jonathan Haagensen
Melhor ator coadjuvante – Douglas Silva
Melhor atriz – Roberta Rodrigues
Melhor atriz coadjuvante – Alice Braga
Melhor atriz coadjuvante – Graziela Moretto
Melhr direção de arte – Tulé Peak
Melhor figurino – Bia e Inês Salgado
Melhor maquiagem – Anna Van Steen
Melhor trilha sonora – Antonio Pinto e Ed Cortês

• Independent Spirit Awards 2004 (EUA)
Melhor filme estrangeiro – Fernando Meirelles

• Oscars 2004 (EUA)
Melhor direção – Fernando Meirelles
Melhor roteiro adaptado – Bráulio Mantovani
Melhor fotografia – César Charlone
Melhor edição – Daniel Rezende


Curiosidades:
• Cidade de Deus é o nome de uma favela localizada no Rio de Janeiro, surgida nos anos 60.

• Baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

• Cidade de Deus é apenas o 2º filme do diretor Fernando Meirelles. Antes ele havia apenas dirigido Domésticas - O Filme, ao lado de Nando Olival.

• Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas.

• Foi exibido fora de competição no Festival de Cannes 2002.

• O prêmio no BAFTA, o "Oscar britânico" o filme brasileiro derrotou grandes sucessos do cinema americano, como O Senhor dos Anéis - As Duas Torres, As Horas, Chicago e Gangues de Nova York. A outra categoria a qual foi indicado foi a de melhor filme estrangeiro, na qual o vitorioso foi o espanhol Fale com Ela.

• Como muitos dos figurantes de “Cidade de Deus” não tinham telefone em casa, a produção do filme enviava telegramas a todos avisando dia, hora e local das filmagens. Nas oito semanas de trabalho, não houve um problema sequer de ator que não apareceu na hora e no lugar combinados.

• A comida servida para a equipe que trabalhou no filme foi feita por 34 pessoas vindas da Bahia. Mesmo quando servia até 400 pessoas, o pessoal da cozinha tinha a preocupação de decorar o bufê com requinte. Os cozinheiros formam o grupo que menos descansou.

• Aproveitando a sucesso do filme, a Companhia das Letras relançou o livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, adaptado para o cinema por Fernando Meirelles. O autor enxugou o livro (lançado em 1997 e que já vendeu 12 mil exemplares) em cerca de 150 páginas: agora, são 450.

• O filme recupera gírias típicas dos anos 60, época em que a Cidade de Deus foi criada para abrigar favelados vindos de outros bairros: à pamparra (o mesmo que às pampas, em quantidade), samangos (como os policiais eram chamados) e bicho-solto (bandido) são algumas delas.

• As vans que faziam o transporte do elenco para as filmagens não eram autorizadas a chegar até a casa de grande parte dos atores do filme que moram em favelas (e eles eram muitos). O encontro sempre acontecia de madrugada, em algum ponto combinado próximo à comunidade.

• Os atores do filme foram descobertos por uma equipe de seis pessoas que se dividiu em duplas para percorrer várias comunidades carentes (Rocinha, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira, Vidigal e Dona Marta, entre outras), além de escolas de teatro amador e outras instituições.

• Grande parte do elenco de Cidade de Deus foi escolhido entre garotos que vivem em diversas comunidades e favelas do Rio de Janeiro e que não tinham tido até aquele momento nenhum contato com a arte de atuar. Para fazer esta seleção foram realizadas mais de 2000 entrevistas. Uma pré-seleção escolheu os 400 melhores; e, ao fim dos testes, ficaram só 200. Guti Fraga deu aulas de interpretação e Fátima Toledo preparou os atores principais.

• Dos R$ 8,2 milhões gastos na produção do filme, apenas 15% vieram das leis de incentivo. Todo o restante dos custos de “Cidade de Deus” foi bancado pela própria produtora de Fernando Meirelles, a O2 Filmes (que teve na VideoFilmes um parceiro de primeira hora no projeto).

• Quando descobriu que Nova Sepetiba era semelhante à Cidade de Deus dos anos 60, a produção pediu autorização para filmar no lugar ao então governador Garotinho. Inicialmente, ele hesitou por temer que comparassem sua empreitada à de Carlos Lacerda. Mas acabou autorizando.

• Participação de Sergio Chapelein no Jornal Nacional em 1979 - Imagem gentilmente cedida pela Rede Globo de Televisão - CEDOC

• Indicado a quatro Oscar em 2004. O diretor brasileiro Fernando Meirelles concorreu com Sofia Coppola, Peter Weir, Clint Eastwood e Peter Jackson. O diretor de fotografia César Charlone, teve como concorrente os filmes Cold Mountain, Girl With a Pearl Earring, Mestre dos Mares e Alma de Herói. E a montagem de Daniel Rezende concorreu com Cold Mountain, O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, Mestre dos Mares e Alma de Herói. O Roteriro Adaptado de Bráulio Mantovani foi baseado em romance de Paulo Lins, Cidade de Deus.

Terra Estrangeira



Sinopse:
O plano econômico do governo Collor projeta o país no caos. A vida de Paco, um jovem estudante paulista, desmorona com a morte da mãe e o fim de um sonho de ser ator. Paco decide deixar o Brasil. Para isso, aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá, conhece Alex, o amor e o perigo da morte...

Ficha Técnica:
Título Original: Terra Estrangeira
Gênero: Drama
Duração: 100 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1995
Distribuição: Riofilme
Direção: Walter Salles
Roteiro: Marcos Bernstein, Walter Salles e Daniela Thomas
Produção: Videofilmes Producoes Artisticas e Animatógrafo
Música: José Miguel Wisnik
Fotografia: Walter Carvalho
Desenho de Produção: Daniela Thomas
Figurino: Cristina Camargo
Edição: Felipe Lacerda e Walter Salles

Elenco:
Fernando Alves Pinto ...... Paco
Laura Cardoso ...... Manuela (mãe)
Luís Mello ...... Igor
Fernanda Torres ...... Alex
Alexandre Borges ...... Miguel
Tchéky Karyo ...... Kraft
João Lagarto ...... Pedro
Beth Coelho
Gerald Thomas

Premiações:
• Prêmio Golden Rosa Camuna, da Mostra Internazionale del Cinema d'Essai (Itália), para Daniela Thomas e Walter Salles.

• Vencedor do Grand Prix do Entrevues - Festival International du Film Belfort (França), na categoria de melhor filme estrangeiro.

• Prêmio Margarida de Prata (Brasil), para Walter Salles e Daniela Thomas

• Vencedor do troféu APCA da Associação Paulista de Críticos de Arte (Brasil), na categoria de melhor roteiro.

O Primeiro Dia


Sinopse:
O destino de João , encarcerado num presídio do Rio de Janeiro, nunca deveria se cruzar com o de Maria, isolada em seu apartamento. Mas no dia 31 de dezembro de 1999 João foge da prisão. No mesmo momento, Maria vaga pelas ruas da cidade, desamparada e abandonada pelo marido. João é perseguido nos becos e favelas de Copacabana. Começa a contagem regressiva da virada do ano. Estouram os primeiros fogos de artifício. Sem nenhuma perspectiva, Maria sobe para o telhado de seu prédio, o mesmo lugar onde João busca se esconder. E é nesse espaço, entre o céu e a terra, na utopia de uma única noite, que a cidade partida se abraça e o milagre se produz. Até a chegada do primeiro dia.

Ficha Técnica:
Título Original: O Primeiro Dia
Gênero: Drama
Duração: 76 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1999
Lançamento Comercial : 26/10/1999
Estúdio: Videofilmes / Riofilme / Haut Et Court
Distribuição: Lumière Brasil / Riofilme
Direção: Daniela Thomas e Walter Salles
Roteiro: Daniela Thomas, José Emanuel, Walter Salles e José de Carvalho
Produção: Beth Pessoa
Música: Antônio Pinto, Eduardo Bid e Naná Vasconcelos
Fotografia: Walter Carvalho
Desenho de Produção: Elisa Tolomelli
Direção de arte: Carla Caffé
Figurino: Verônica Julian e Cristina Camargo
Edição: Felipe Lacerda

Elenco:
Fernanda Torres ...... Maria
Luís Carlos Vasconcelos ...... João
Matheus Natchergaele ...... Francisco
Nélson Sargento ...... Vovô
Tonico Pereira ...... Carcereiro
Aulio Ribeiro ...... José
Luciana Bezerra ...... Rosa
Antônio Gomes ...... Antônio
Nelson Dantas ...... Farmacêutico
Carlos Vereza ...... Pedro

Premiações:
• Ganhou 3 prêmios no Grande Prêmio Cinema Brasil:
Melhor Direção,
Melhor Roteiro e
Melhor Ator -Matheus Natchergaele


Curiosidades:
• Fez parte da mostra Première Brasil do Festival do Rio de 1999.- Foi lançado nos Estados Unidos com o título de Midnight.

• O Primeiro Dia faz parte da série de filmes bancados pela rede de televisão francesa Arte, que tem como tema a passagem de 1999 para 2000. A versão apresentada na tv, entretanto, é um pouco menor da exibida nos cinemas.

• As cenas do reveillon em Copacabana foram gravadas na passagem de 1998 para 1999.

• Grande parte das falas foram alteradas a pedido dos próprios atores. As falas do personagem de Matheus Natchergaele, por exemplo, foram quase todas reescritas pelo próprio ator, com a ajuda de uma moradora da favela Chapéu Mangueira, onde algumas cenas foram rodadas.

• As filmagens duraram apenas três semanas.

Central do Brasil




Sinopse:
Dora, uma professora aposentada, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos, na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Uma das clientes de Dora é Ana, que vem escrever uma carta com seu filho, Josué, um garoto de nove anos, que sonha encontrar o pai que nunca conheceu. Na saída da estação, Ana é atropelada e Josué fica abandonado. Mesmo a contragosto, Dora acaba acolhendo o menino e envolvendo-se com ele. Termina por levar Josué para o interior do Nordeste, à procura do pai. À medida que vão entrando país adentro,estes dois personagens, tão diferentes, vão se aproximando. Começa então uma viagem fascinante ao coração do Brasil, à procura do pai desaparecido, e uma viagem profundamente emotiva ao coração de cada um dos personagens do filme.

Ficha Técnica:
Título Original: Central do Brasil
Gênero: Drama
Duração: 112 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1998
Lançamento Comercial (Estreia):
Estúdio: Videofilmes
Distribuição: Sony Pictures Classics
Direção: Walter Salles
Roteiro: João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein
Produção: Arthur Cohn e Martine de Clermont-Tonnerre
Música: Antônio Pinto e Jacques Morelembaum
Fotografia: Wálter Carvalho
Desenho de Produção: Cássio Amarante e Carla Caffé
Edição: Isabelle Rathery e Felipe Lacerda

Elenco:
Fernanda Montenegro ...... Dora
Vinícius de Oliveira ...... Josué
Marília Pêra ...... Irene
Soia Lira ...... Ana
Othon Bastos ...... César
Otávio Augusto ...... Pedrão
Stela Freitas ...... Yolanda
Matheus Natchergaele ...... Isaías
Caio Junqueira ...... Moisés
Socorro Nobre
Sônia Lira.


Premiações:
• Conferência Nacional de Bispos do Brasil, 1998
Prêmio “Margarida de Prata - Melhor Filme Nacional

• Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro, RJ, 1998
Prêmio Ministério da Cultura, - Melhor Filme do Ano,

• Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1998
Melhor Filme,
Melhor Diretor,
Melhor Atriz -Fernanda Montenegro
Melhor Fotografia,

• Festival de Berlim, Alemanha, 1998
Melhor Filme Estrangeiro,

• Globo de Ouro, EUA,1999
Urso de Ouro - Melhor Filme
Urso de Prata -Melhor Atriz: Fernanda Montenegro,
Melhor Filme -Júri Ecumênico

• Festival de Sundance, EUA, 1996
Prêmio Cinema 100,
Melhor Roteiro,

• Festival de San Sebastian,Espanha, 1998
Prêmio do Público,
Prêmio da Juventude,

• Associação dos Críticos de Cinema da Espanha, 1999
Melhor Filme Estrangeiro

• Hollywood Foreign Press Association, EUA,1998
Golden Globe - MelhorFilme Estrangeiro


• - National Board of Review (Associação Norte-americana de Críticos de Cinema),EUA, 1998
Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro do Ano
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro

• Los Angeles Film Critics (Associação dos Críticos de Los Angeles), EUA, 1998;
Melhor Atriz do Ano - Fernanda Montenegro

• Festival Internacional de Cinema de Fort Lauderdale, EUA, 1998
Prêmio da Crítica - Melhor Atriz - Fernanda Montenegro

• Festival Internacional de Cinema de Sarlat,França, 1998
Golden Satellite - Melhor Filme

• Estrangeiro - International Press Academy, EUA, 1998;
Prêmio do Público

• Prêmio Especial do Eurasia Film Festival, concedido pela União dos Cineastas Eurasianos, Cazaquistão, 1998

• Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba, 1998
Prêmio Especial do Júri,
Melhor Atriz – Fernanda Montenegro
Melhor Ator Jovem - Vinicius de Oliveira

Curiosidades:

• Central do Brasil foi o primeiro trabalho como ator de Vinícius de Oliveira. Walter Salles o conheceu enquanto este trabalhava como engraxate e o convidou para fazer um teste. Nos testes Vinícius superou mais de 1500 outros concorrentes ao papel.

• Quando Fernanda Montenegro se posicionou para as filmagens na Central do Brasil algumas pessoas de fato se aproximaram dela pedindo que escrevesse cartas. Algumas dessas cenas foram posteriormente incorporadas ao filme.

Linha de Passe


Sinopse:

No coração de uma das maiores metrópoles do mundo, quatro irmãos tentam reinventar suas vidas. Reginaldo, o mais novo, procura obstinadamente seu pai, que nunca conheceu. Dario, sonha com uma carreira como jogador de futebol profissional. Dinho, frentista em um posto de gasolina, busca na religião o refúgio para um passado obscuro. Dênis, o mais velho, é pai e ganha a vida como motoboy. No centro desta família está Cleuza, 42 anos, grávida do quinto filho. Ela trabalha duro como empregada doméstica enquanto luta para manter os filhos na linha. Para sobreviver à brutalidade de uma cidade onde as oportunidades se afunilam, eles só podem contar um com o outro..

Ficha Técnica:
Título Original: Linha De Passe
Gênero: Drama
Duração: 113 min
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Lançamento Comercial (estréia) 05/10/2008
Distribuição: Universal Pictures., Diaphana, Rai
Direção: Walter Salles e Daniela Thomas
Roteiro: George Moura, Daniela Thomas, Bráulio Mantovani
Produção: Mauricio Andrade Ramos e Rebecca Yeldham
Produção executiva: François Ivernel
Direção de produção: Marcelo Torres
Co-produção: Video Filmes
Música: Gustavo Santaolalla
Som: Frank Gaeta
Som direto: Leandro Lima
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr.
Still: Mauro Pinheiro Jr.
Direção de arte: Valdy Lopes Jn
Figurino: Cássio Brasil
Edição: Gustavo Giani e Lívia Serpa
Preparação de elenco: Fátima Toledo

Elenco:
Sandra Corveloni ...... Cleuza
Vinícius De Oliveira ...... Dario
João Baldasserini ...... Dênis
José Geraldo Rodrigues ...... Dinho
Kaique De Jesus Santos ...... Reginaldo
Roberto Audi ...... Pastor
Denise Weinberg ...... Estela
Ana Luíza Garritano ...... Bianca
Sergio Mastropasqua ...... Jefferson
Renata Novaes ...... Glória
Fernando Bezerra ...... Arlindo
Mario Cesar Camargo ...... Genaro
Gabriela Rabelo ...... Dona Rosa
Rafael Losso ...... Bruno
Almir Barros ...... Japa
Luiz Serra ...... Treinador Tiradentes
Zeca Auricchio ...... Treinador Santo Amaro
Norival Rizzo ...... Primeiro Treinador
Murilo Grossi ...... ExecutIvo Sequestrado
Luisa Micheletti ...... Fernanda
Mateus Solano ...... Marcelo
Beatriz Seigner...... Paula
Aldo Bueno ...... Motorista ônibus 1
Rubens Ferreira ...... Mecânico moto
Ana Alves ...... Almerinda
Douglas Rosa ...... Motoboy assalto posto
Marianna Armellini ...... Amiga de Cleuza
Mauro Persil ...... Motorista ônibus 2
Maicon Soares ...... Colega de Reginaldo
Acauã Sol ...... Mano 1
Marcio Pial ...... Mano 2
Welington Dias Dos Santos ...... Mano 3
José Trassi ...... Motoboy acidente
Bryan Ruffo ...... Raul
Mauricio De Barros ...... Toco
Celso Silva Dos Santos ...... Assistente Tiradentes
Fernando Barros ...... Assistente Santo Amaro
Eder Luis ...... Locutor Futebol


Premiações:
• Festival Internacional de Cinema de Cannes, França 2008.
Melhor atriz - para Sandra Corveloni

Curiosidades:
• As filmagens se realizaram entre agosto e setembro de 2007. Dois aspectos representaram desafios particulares para os atores e diretores: os jogos de futebol e as seqüências em que Dênis atravessa a cidade de motocicleta.

• Vinícius de Oliveira, flamenguista apaixonado e 'peladeiro' desde criança, iniciou sua preparação quatro anos antes das filmagens, matriculando-se em na escolinha de futebol do Zico, no Rio de Janeiro. Depois, contou com a ajuda de Samuel Leon, assistente de direção chileno que trabalhou com Walter Salles em Diários da motocicleta e, já nessa ocasião, revelou-se um grande conhecedor do futebol brasileiro. João Baldasserini tirou carteira para dirigir motocicleta e também contou com a ajuda de um instrutor (e ex-motoboy) para dirigir com desenvoltura pelo complicado trânsito paulista.
• As cinco partidas de futebol de que Dario participa foram cuidadosamente desenvolvidas por Daniela Thomas e ganharam uma dramaturgia interna - mas os jogadores que contracenam com Vinícius foram orientados a agir normalmente, e não para a câmera. O jogo de futebol que abre o filme foi filmado em uma partida real entre Corinthians (time de Cleuza) e o São Paulo, que se realizou no estádio do Morumbi, em novembro do ano passado. Foi uma partida especialmente importante, pois o Corinthians sofria com a possibilidade de rebaixamento e conseguiu vencer do São Paulo por um a zero.

• As seqüências de Dênis dirigindo pela cidade foram quase todas filmadas em meio ao trânsito de fato, graças à ajuda do maquinista português José Gomes, que trabalha com Walter Salles desde Central do Brasil.

Abril Despedaçado


Sinopse:
Abril 1910 - Na geografia desértica do sertão brasileiro, uma camisa manchada de sangue balança com o vento. Tonho (Rodrigo Santoro), filho do meio da família Breves, é impelido pelo pai (José Dumont) a vingar a morte do seu irmão mais velho, vítima de uma luta ancestral entre famílias pela posse da terra.

Se cumprir sua missão, Tonho sabe que sua vida ficará partida em dois: os 20 anos que ele já viveu, e o pouco tempo que lhe restará para viver. Ele será então perseguido por um membro da família rival, como dita o código da vingança da região. Angustiado pela perspectiva da morte e instigado pelo seu irmão menor, Pacu (Ravi Ramos Lacerda), Tonho começa a questionar a lógica da violência e da traição. É quando dois artistas de um pequeno circo itinerante cruzam o seu caminho...


Ficha Técnica:
Título Original: Abril Despedaçado
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2001
Lançamento Comercial (Estreia)
Co-produção: Video Filmes / Haut et Court / Bac Films / Dan Valley Film AG
Distribuição: Miramax Films / Columbia TriStar do Brasil
Direção: Walter Salles
Roteiro: Walter Salles, Sérgio Machado e Karim Aïnouz, baseado em livro de Ismail Kadará
Produção: Arthur Cohn
Música: Antônio Pinto
Fotografia: Walter Carvalho
Desenho de Produção: Marcelo Torres
Direção de arte: Cássio Amarante
Figurino: Cao Albuquerque
Edição: Isabelle Rathery

Elenco:
José Dumont ...... Pai
Rodrigo Santoro ...... Tonho
Rita Assemany ...... Mãe
Luiz Carlos Vasconcelos ...... Salustiano
Ravi Ramos Lacerda ...... Pacu
Flávia Marco Antônio ...... Clara
Everaldo Pontes ...... Velho cego
Wagner Moura
Gero Camilo
Othon Bastos
Caio Junqueira

Premiações:
• Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

• Recebeu uma indicação ao BAFTA, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

• 58º Festival de Veneza, Itália, 2001;
Leãozinho de Ouro, (juri composto por 26 estudantes italianos),

• Board of Review de Nova York, EUA, 2001.
Prêmio do National

• Prêmio de Melhor Fotografia, Melhor DVD e Melhor Hot Site, escolhido pelos leitores do Adoro Cinema Brasileiro, 2003.


Curiosidades:
• O diretor Walter Salles teve a idéia de levar o livro Abril Despedaçado aos cinemas há 3 anos, quando o leu em meio ao lançamento de Central do Brasil.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo

Sinopse:

Recém-separado da mulher, o geólogo José Renato é enviado para realizar uma pesquisa de campo em que terá que atravessar todo o sertão nordestino. O objetivo é avaliar o possível percurso de um canal que será construído a partir do desvio das águas do único rio caudaloso da região. Para muitos dos habitantes, o canal será uma solução, uma possibilidade de futuro e esperança. Mas para aqueles que moram próximo ao novo canal, ele significa desapropriação, partida, perda. Muitos lugares por onde José Renato passa serão submersos; muitas famílias que ele encontra serão removidas. O geólogo começa a se identificar com o vazio, o abandono e o isolamento dos locais por onde passa.




Ficha Técnica:
Título Original: Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo
Gênero: Drama
Duração: 71min
Ano de Lançamento (Brasil): 2009
Lançamento Comercial:
Distribuição: Espaço Filmes
Direção: Marcelo Gomes e Karim Aïnouz
Roteiro: Marcelo Gomes e Karim Aïnouz
Direção de produção: Juliana Carapeba e Germana Pereira
Produtores: João Vieira Jr. e Daniela Capelato
Produtoras executivas: Livia de Melo e Nara Aragão
Produtores associados: Link Digital e Karen Harley, Rec Produtores Associados e Daniela Capelato
Co-produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Ofir Figueiredo e Chico Ribeiro
Trilha sonora original: Chambaril
Edição de som: Waldir Xavier
Mixagem: Ricardo Cutz
Fotografia: Heloisa Passos
Direção de Arte:
Figurino:
Edição: Karen Harley

Elenco:
Irandhir Santos ...... José Renato


Premiações:

• Festival do Rio 2009;
Melhor Direção
Melhor Fotografia



Curiosidades:
• Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” abriu a participação brasileira em Veneza. O filme foi exibido fora de competição, na mostra Horizontes, onde suas mistura de imagens de documentário e narrativa dramática foi recebida com palmas.

• Selecionado para o Festival do Rio, na Mostra Première Brasil.

Madame Satã


Sinopse:

Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco, artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita, prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu, seu cúmplice; Renatinho, sem amante e também traidor; e ainda Amador, dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã.

Ficha Técnica:
Título Original: Madame Satã
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2002
Lançamento Comercial (estréia): 08/11/2002
Distribuição: Lumière
Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Karim Aïnouz
Colaboração no Roteiro: Marcelo Gomes e Sergio Machado
Produção: Isabel Diegues, Maurício Andrade Ramos e Walter Salles
Produtoras: Videofilmes, Wild Bunch, Lumière e Dominant 7
Produtoras Associadas: Sambascope e Cinema Inflamável
Música: Marcos Suzano e Sacha Amback
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de arte: Marcos Pedroso
Edição: Isabela Monteiro de Castro
Figurino: Rita Murtinho
Maquiagem: Sonia Penna
Elenco: Luiz Henrique Nogueira
Som direto: Aloysio Compasso
Edição de Som: Waldir Xavier
Mixagem: Dominique Hennequin


Elenco:
Lázaro Ramos ...... João Francisco dos Santos / Madame Satã
Marcélia Cartaxo ...... Laurita
Renata Sorrah ...... Vitória
Emiliano Queiroz ...... Amador
Flávio Bauraqui ...... Tabu
Fellipe Marques ...... Renatinho
Ricardo Blat ...... José
Guilherme Piva.... Álvaro
Floriano Peixoto ...... Gregório
Gero Camilo ...... Agapito
Giovana Barbosa ...... Firmina
Marcelo Vale ...... Delegado
Gláucio Gomes ...... Garçon do Danúbio
Orã Figueiredo ...... Policial
Karine Telles ...... Ruiva na janela
Eduardo Coutinho ...... (voz do juiz)


Premiações:
• XXIV Festival Internacional de Cinema de Havana, Cuba, 2002;
Premio especial para o 1º longa de Karin Ainouz
Melhor direção de Arte – Marcos Pedroso

• XXVIII Festival Internacional de Cinema de Huelva, Espanha, 2002
Premio Colombo de Ouro – Melhor Filme
Premio Manuel Barba – Melhor Roteiro
Premio Colombo de Prata – Melhor Fotografia
Premio Colombo de Prata – Melhor Ator – Lazaro Ramos

• XXIV Festival Internacional de Cinema de Biarritz, França, 2002
Melhor Diretor

• Festival Internacional de Cinema de Chicago, EUA, 2002
Premio Gold Hugo de Melhor Filme.

• I Festival de Cuenca, Equador, 2002
Melhor Ator - Lazaro Ramos

• Festival Internacional de Santo Domingo, Republica Domenicana, 2003
Melhor Ator - Lazaro Ramos
Melhor Filme

• Premio APCA – Associação Paulista de Críticos de São Paulo
Melhor Ator - Lazaro Ramos
Melhor Diretor

• XXIX Festival SESC dos Melhores Filmes, SP 2003
Melhor Ator - Lazaro Ramos (publico e critica)


Curiosidades:
• Produzido com o suporte do Hubert Bals Fund do Festival Internacional de Filme de Rotterdam. Com o prêmio da Holanda para desenvolvimento de roteiro, realizou uma intensa pesquisa - vasculhou o arquivo nacional, fontes jurídicas, entrevistou pessoas que o conheceram na Lapa e na Ilha Grande, onde ficou preso. Foi também à cidade em que nasceu no agreste de Pernambuco e ao cemitério onde dizia que estava o túmulo da mãe dele. A MPB dos anos 20 e 30 também foi uma fonte importante para entender a época, parece que a música Mulato Bamba, de Noel Rosa, foi feita para ele.

• Primeiramente se pensou em Seu Jorge, que atuou em Cidade de Deus, para o papel principal.

• Eu escreveu a primeira versão do roteiro sem nunca ter ido à Lapa.

• Madame Satã foi inteiramente rodado em locações na Lapa e arredores.

• O filme que se passa predominante nos anos 30.

• Karim Aïnouz fez um minucioso storyboard, e no primeiro dia de filmagem não achou o storyboard Filmou assim mesmo. No segundo dia, seguiu o storyboard e as seqüências não estão no filme. A partir do terceiro dia, não usou mais o storyboard.

• O nome, Madame Satã, foi retirado do filme Madam Satan (1932), dirigido por Cecil B. deMille, que João Francisco viu e adorou.

• Ao longo de seus 76 anos de vida - 27 dos quais na prisão - João Francisco dos Santos sempre desafiou as definições de analfabeto, negro, pobre e homossexual. Com notável capacidade de se recriar conforme as circunstâncias, definia-se como "filho de Iansã e Ogum, e devoto de Josephine Baker" e inventou para si mesmo vários personagens (Mulata do Balacochê, Jamacy, a Rainha da Floresta, Tubarão, Gato Maracajá).

• Foi exibido na Mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes.

Besouro - Nasce Um Heroi



Sinopse:
Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que - ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física - desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

Ficha Técnica:
Título Original: Besouro - Nasce Um Heroi
Gênero: Drama
Duração: 95 Minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2009
Lançamento Comercial (Estreia): 30/10/2009
Distribuição: Buena Vista
Direção: João Daniel Tikhomiroff
Assitente de direção: Malu Miranda, Mariana Oliva, Daniel Lentini
Roteiro: Patrícia Andrade
Produção: Vicente Amorim
Produtoras sociado: Daniel Filho
Produtor executivo: Caíque Martins Ferreira
Direção de produção: Luiz Henrique Fonseca
Assistente de produção: lara Machado, Sandra Leite, Lilian Navarro e Renata Amaral
Co-produção: Mixer, Globo Filmes, Miravista
Música: Rica Amabis, Nação Zumbi e Naná Vasconcelos
Fotografia: Enrique Chediak
Assitente de fotografia: Breno Cunha, Cris Conceição
Câmera: Daniel Duran
Assistente de câmera: Tiago Rivaldo
Still: Christian Cravo
Desenho de Produção: Karen Araújo
Coordenadora de arte: Marina Lage
Direção de Arte: Claudio Amaral Peixoto
Assistente de arte: Isabela de Oliveira
Figurino: Bia Salgado
Edição: Gustavo Giani
Assistente de edição: Duda Izique
Maquiagem: Martin Macias Trujillo
Assistente de maquiagem: Sandro Valério, Rosa Bandeira, Deda e Shirley
Dublês: Florisvaldo "Flor", de Besouro, Rogério de Jesus Machado, Wai Lun Fung
Coordenador de cenas: Huen Chiu Ku
Preparacao de elenco: Fátima Toledo
Produtora de elenco: Patrícia Duarte
Efeitos visuais: Robson Sartori, Márcio Farjalla




Elenco:
Ailton Carmo ...... Besouro
Jessica Barbosa ...... Dinorá
Anderson Grillo ...... Quero-quero
Flavio Rocha ...... Coronel Venâncio
Irandhir Santos ...... Noca de Antonia
Servílio de Holanda ...... Genival
Sergio Laurentino ...... Exu
Nilton Junior ...... Cobra criada
Leno Sacramento ...... Chico Canoa
Chris Vianna ...... Teresa
Mestre Alípio ...... Macalé
Adriana Alves ...... Oxum
Geisa Costa ...... Zulmira

Premiações:





Curiosidades:
• Inspirado em fatos reais. E baseado no livro "Feijoada no paraíso", de Marco Carvalho

• O besouro é um inseto que, por suas características, não deveria voar, mas voa.

• E Besouro também é o nome do maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que, ao se identificar com o inseto que desafia as leis da Física, desafia ele mesmo as leis cruéis do preconceito e da opressão. Um mito, um super-herói.

• Locação na Chapada Diamantina e no Recôncavo Baiano.

• A equipe aquática - formada pelo diretor de fotografia e mergulhador Rodrigo Monte, pelo assistente de câmera Lula Cerri e pelo técnico em equipamentos subaquáticos Pedro Gonçalves.

• A atriz paulista Adriana Alves, que interpreta Oxum, o Orixá dos rios e cachoeiras, até as filmagens de Besouro, mal sabia nadar.

• O ator, coreógrafo e consultor de cultura afro Zebrinha, estudioso da mitologia afro, ajudou na pesquisa para a criacao dos personagens do filme. Ele gostou tanto do projeto que acabou aceitando viver um dos Orixás do filme.

• A diretora Kátia Lund, que faz o making of de Besouro e um documentário sobre as lendas em torno do protagonista.

• O trabalho de alteração das fachadas das casas de Igatu, feitas com a ajuda dos próprios moradores. Após as filmagens, o orelhão e postes retirados foram recolocados no lugar. E, desta vez, já respeitando as normas do Iphan para a preservação de patrimônios históricos.

• O jovem capoeirista Ailton Carmo, muito mais conhecido como Coquinho, aluno do Mestre Cascudo, nunca tinha sonhado com a vida de ator. Estava vivendo na Bélgica, onde ganhava a vida como professor da arte que aprendeu ainda criança aqui mesmo, na Chapada Diamantina, onde nasceu e cresceu. Ele passava pelo Brasil por acaso na época dos testes.

• Besouro Mangangá, ou Besouro Cordão de Ouro, era o apelido de capoeira de um baiano de Santo Amaro da Purificação chamado Manoel Henrique Pereira, que viveu entre 1897 e 1924. Filho de João Grosso e Maria Haifa, nunca teve uma profissão certa, mas era muito popular na cidade por suas extraordinárias habilidades na capoeira, que teria aprendido de um tio. O apelido, Besouro, teria vindo da comparação de suas habilidades com a capacidade improvável do besouro de voar apesar de seu pesado exoesqueleto.

• Entre as lendas a respeito do mestre, diz-se que ele tinha a capacidade de desaparecer. O que é fato, porém, é que Besouro era conhecido por ter “corpo fechado” (expressão usada no Candomblé para designar pessoas protegidas por alguma de suas entidades) e, principalmente, por não ter um bom relacionamento com a polícia. Muito menos com os fazendeiros da região do lugarejo de Maracangalha, onde dizem que realizou a maior parte de suas façanhas. Após sua morte, em 1924, a memória de Besouro passou décadas restrita à comunidade negra e dos capoeiristas. Somente em 2007, uma placa em sua homenagem foi colocada na Santa Casa de Misericórida de Salvador, local onde Besouro faleceu, aos 27 anos.

• Há muito poucas publicações sobre a vida de Besouro. Uma delas, o livro “Feijoada no Paraíso - a saga de Besouro, o capoeira”, de Marco Carvalho, inspirou o diretor João Daniel a escrever o roteiro de seu filme. O personagem também é citado no livro em Mar Morto, de Jorge Amado, como “o mais valetnte dos negros do cais de Santo Amaro”.

• Foram exatos 46 dias. Pouco mais de 550 horas de trabalho.

domingo, 18 de outubro de 2009

Amor, Palavra Prostituta


Sinopse:

Fernando , professor desempregado, sobrevive às custas de sua companheira, a operária têxtil Rita . Num fim de semana o casal, que mora na região do ABC paulista, se reúne com o técnico em computação Luís Carlos , e sua namorada, a inexperiente Lilita . Luís Carlos, que foi aluno de Fernando, é reacionário e arrivista. Os dois casais, em meio ao bucólico cenário da represa Billings, encontram o cadáver de um homem recém-enforcado.

Ficha Técnica:
Título Original: Amor, Palavra Prostituta
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Ano de Lançamento: 1981
Distribuição: Brasil Internacional Cinematográfica
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de direção: Inácio Araújo
Roteiro: Carlos Reichenbach e Inácio Araújo
Música: Cezar Franck
Produção: Eder Mazzini, Inácio Araújo, Jean Garret, Cláudio Cunha e Alfredo Cohen
Co-produção: Iris Produções Cinematográficas, Cláudio Cunha Cinema e Arte, Brasil Internacional Cinematográflca e Titanus Filmes
Fotografia: Carlos Reichenbach
Edição: Éder Mazzini
Cenários: Inácio Araújo

Elenco:
Orlando Parolini
Patrícia Scalvi
Roberto Miranda
Alvamar Taddei
Zaira Bueno
Rita Hadich
Wilson Sampson
Vânia Buchioni
Maurice Legeard
Luiz Castellini
Isa Kopelman
Lygia Reichenbach
Michel Coben
Benjamin Cattan
Liana Duval
Gilson MoUa
Eder Mazzini
Elizabeth Sardelli
Eduardo Santos

Premiações:
• APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1981;
Melhor Ator - Roberto Miranda

• Prêmio de Distribuição Para Filmes de Qualidade, outorgado pela Cinemateca Real de Bruxelas e uma Menção Especial do Juri Francofone por apresentar um novo ponto de vista sobre a sociedade

• Participação nos festivais de Rotterdam (Holanda), Mostra do Cinema Pós Novo (Londres), Amiens (França), Edinburg, Vienna e Figueira da Foz.

Curiosidades:
• Melodrama social que representou uma guinada na carreira de Reichenbach na direção do " cinema da alma ", Amor, Palavra Prostituta, foi inspirado pela leitura de filósofos pré-existencialistas como Soren Kierkegaard ( O Tratado do Desespero ). Neste drama amargo e pessimista todas as cenas de sexo e nudez se confundem com dor e amargura. Não existem heróis ou soluções redentoras. Dissecação do desespero, o filme não faz julgamentos morais, busca apenas detectar o mínimo de sentido e dignidade em existências tão medíocres.

• Filmado com negativo vencido e com recursos mínimos, Amor, Palavra Prostituta passou oito meses se digladiando com a Censura Federal, tendo sido liberado pelo Conselho Superior de Censura com cortes mutilatórios, que extirpou de sua versão comercial para o Brasil todas as cenas em que Fernando cuida obstinadamente de Lilita, sob a alegação de que o cinema não pode mostrar sangue menstrual impunemente. Reichenbach tentou por todas vias conseguir a liberação integral de seu filme, mas teve que ceder às pressões dos co-produtores que já haviam marcado a data de lançamento. O diretor rejeita a versão mutilada, pois considera que sem as cenas cortadas o filme não tem sentido de existir.

• "Considero este, o meu filme mais vigoroso e cerebral. Uma surpresa para as pessoas que gostam do estilo anárquico e iconoclasta de meus filmes anteriores. Minha experiência com o cinema dos sentimentos. Um filme realista, sombrio e desencantado, tal como aprendi vendo o melhor de Valério Zurlini."

• Exibido na sua versão integral em diversos festivais europeus, Amor. Palavra Prostituta conquistou prêmios e valeu ao diretor a alcunha de "Fassbinder tropical".

• Local das Filmagens : São Paulo.

• Lançamento em São Paulo : 29 de Março de 1982, nos cines Marrocos, Barão, Gazetão e circuito Hawa

Extremos do Prazer


Sinopse:

Luiz Antônio, ex-catedrático em Sociologia, teve seus direitos cassados, inclusive o de lecionar, após a violenta morte de sua esposa Ruth, uma ativista política. Acaba se auto-exilando na casa de campo de sua sobrinha Natércia. Várias pessoas frequentam a casa, fazendo com que Luís fique ainda mais perturbado. Os problemas existenciais de todos acabam se entrelaçando, com surpreendentes revelações. .

Ficha Técnica:
Título Original: Extremos Do Prazer
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Ano de Lançamento :1983
Distribuição: Embrapi
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de Direção: Carlos Shintomi
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Jean Garrett e Antônio D'Ângelo
Direção de produção: Eduardo Santos
Co-produção: Embrapi-Empresa Brasileira de Produtores Independentes e Helena Filmes
Música: Carlos Reichenbach
Som: Jorge Ventura
Fotografia: Carlos Reichenbach
Camera: Carlos Reichenbach
Assistente de câmera: Luiz Antônio de Oliveira
Fotografia de cena: Carlos Shintomi
Desenho de Produção: Carlos Shintomi
Edição: Eder Mazzini
Maquiagem: Maria Antônia Lombardi

Elenco:
Luiz Carlos Braga
Taya Fatoon
Eudes Carvalho
Roberto Miranda
Rosa Maria Pestana
Rubens Pignatari
Sandra Graffi
Vanessa Alves
Marco Rossi
Eduardo Zá
Judith Ferreira Lima
Carlos Reichenbach

Premiações:
• XII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado,RS, 1984;
Prêmios: Menção Honrosa, pela integridade de sua obra,

• Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1983;
Melhor Roteiro - Carlos Reichenbach
Montagem - Eder Mazzini

• Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1983;
Melhor Diretor

• Festival de Amiens, França, 1983.
Melhor Diretor

Curiosidades:
• Segundo Reichenbach, o filme é um "drama existencial, onde se discute alienação, sexo, convicções, psicanálise, marxismo, liberdade e até o próprio filme que está sendo realizado"

• Três semanas de filmagem, vinte latas de trezentos metros de negativo e uma equipe mínima reunida numa única locação.

• Local das filmagens : Jacaré e Cabreúva, São Paulo.

• Lançamento em São Paulo : 30 de Janeiro de 1984, exclusivamente no cine Windsor.

• Este filme foi produzido pela Embrapi, cooperativa que reunia dez técnicos de cinema, entre eles Reichenbach, Mazini e Garret. Em seus dois anos de existência a Embrapi chegou à produzir oito filmes de baixo orçamento.

Filme Demência


Sinopse:

Um pequeno industrial de cigarros, falido economicamente e em crise doméstica, é praticamente exilado da casa pela mulher e passa a refugiar-se em visões e alucinações. Como na lenda de Fausto, terá de encontrar seu correspondente Mefisto, que durante a história lhe aparecerá de várias formas e personalidades, ora como traficante noturno, ora como uma cândida velhinha.

Ficha Técnica:
Título Original: Filme Demência
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Ano de Lançamento : 1987
Lançamento Comercial (Estreia): 19 /03/1987
Distribuição: Embrafilme
Direção: Carlos Reichenbach
Argumentos: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach e Inácio Araújo
Produção: Éder Mazini, Carlos Reichenbach e Aníbal Massaini Neto
Co-produção: E.M. Cinematográfica, Cinearte Filmes, Beethoven Street Filmes e Embrafilme
Música: Manoel Paiva e Luiz Chagas
Fotografia: José Roberto Eliezer
Desenho de Produção: Campelo Neto
Edição: Eder Mazzini


Elenco:
Ênio Gonçalves
Emílio de Biase
Imara Reis
Fernando Benini
Rosa Maria Pestana
Kátia Lopes
Júlio Calasso Júnior
Cláudio Willer
Benjamin Cattan
Alvamar Taddei
Carina Cooper
Liana Duval
Valeska Canoletti
Renato Máster
Roberto Miranda
Orlando Parolini
John Doo
Benê Silva
Jairo Ferreira
Carlos Reichenbach
Wilson Sampson
Vanessa Alves

Premiações:
• XIV Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1987;
Melhor Filme (prêmio da crítica),
Melhor Diretor,
Melhor Ator Coadjuvante - Emílio de Biase
Melhor Atriz Coadjuvante - Imara Reis,
Melhor Montagem - Eder Mazzini

• III Rio-Cine Festival,RJ, 1987;
Melhor Ator - Ênio Gonçalves
Melhor e Trilha Sonora - Manoel Paiva e Luiz Chagas

• Federação Nacional de Cineclubes, 1987;
Melhor filme de 1986 (Troféu Macunaíma)

• Festival de Rotterdam, Holanda. 1987.
premio filme inovador do ano

Curiosidades:
• Participou dos festivais internacionais de Salssomagiore. Montreal, Edinburg, Ghent.

• Ambicioso projeto de Reichenbach, único de seus filmes realizado com financiamento da extinta Embrafilme.

• Uma adaptação pessoalíssima da lenda de Fausto, e sua trágica e eterna busca do conhecimento. Goethe, Marlowe, Coleridge, Murnau e as óperas de Mahler e Gounod, sob a ótica urbana e fractal do cineasta.

• Filme Demência é um anagrama de filme de cinema.

• Inspirado diretamente na experiência existencial do realizador, no caso, a sua relação com a própria extirpe. Reichenbach, filho e neto de industriais gráficos e editores tendo perdido o pai aos 13 anos de idade, assistiu impotentemente a perda de todos os bens de família, inclusive a tradicional e primeira indústria litográfica que seu avô veio, no início do século, instalar no Brasil. Na tela, o mito de Faetonte, o filho de Apolo que perdeu o "carro de fogo" herdado do pai.

• As filmagens foram interrompidas por três vezes devido às dificuldades na liberação do financiamento, e o filme só pode ser concluído graças à dedicação de seus dois atores principais.

• Toda a última parte do filme, as seqüências de estrada e litoral, foram fotografadas pelo próprio Reichenbach, e com o auxílio de uma equipe reduzida pela metade.

• A premiada trilha musical de Manoel Paiva e Luiz Chagas se inspira diretamente na Oitava Sinfonia de Gustav Mahler.

• O filme foi totalmente rodado em São Paulo e nas proximidades de Bertioga.

Anjos do Arrabalde


Sinopse:

Três professoras da rede pública defrontam-se com os problemas sociais da escola onde lecionam e da vida pessoal. Uma (Betty Faria) é generosa e libertária, porém acorrentada a obrigações praticamente maternais em relação a um irmão mais jovem e ainda afetiva e socialmente fragilizada por sua expressão erótica homossexual. Outra (Irene Stefânia) é casada com um advogado de livre trânsito em delegacias menores, mãe e reprimida pelo marido que a proibe de trabalhar. A terceira (Clarice Abujamra), uma mulher tensa, nervosa e insatisfeita, com a profissão e com as sobras de um amor compartilhado em que é vértice legal do triângulo. A quarta, uma amiga, (Vanessa Alves) fora violentada no subúrbio e vive com um operário a quem não ama e é rejeitada pelo pai. A angústia, de alguma forma irá uni-las.

Ficha Técnica:
Título Original: Anjos do Arrabalde
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Ano de Lançamento: 1986
Lançamento Comercial (Estréia): 19/02/1987
Distribuição: Embrafilme
Direção: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Produções Cinematográficas Galante, Transvídeo e Embrafilme
Música: Luiz Chagas e Manoel Paiva
Fotografia: Conrado Sanchez
Direção de arte: Sebastião de Souza
Edição: Eder Mazzini

Elenco:
Betty Faria
Vanessa Alves
Irene Stefânia
Clarisse Abujamra
Nicole Puzzi
José de Abreu
Ricardo Blat
Ênio Gonçalves

Premiações:
• XV Festival de Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1987;
Melhor Filme (juri oficial),
Melhor Atriz - Betty Faria, prêmio dividido com Marília Pêra (Anjos da Noite)
Melhor Atriz Coadjuvante Vanessa Alves
• Prêmio “Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1986;
Melhor filme, Atriz - Clarisse Abujamra
Ator Coadjuvante - Ricardo Blat
Atriz Coadjuvante - Vanessa Alves

• Associação dos Críticos do Rio de Janeiro
Premio dos melhores filmes da década de 80;

• participou dos festivais internacionais de Rotterdam (Holanda),
Madrid, Ghent,New Delhi, Sorrento,


Curiosidades:
• Percorreu mais de trinta cidades americanas.

• único filme brasileiro a participar da Mostra The Cutting Edge e de ter percorrido mais de 30 cidades norte-americanas.

Falsa Loura

Sinopse:


A bela e jovem operária Silmara (Rosanne Mulholland) é uma operária que sustenta o pai incendiário. Ela se envolve com dois mitos diferentes da música popular e, com cada um deles, vai experimentar traumáticas lições de vida.

Ficha Técnica:
Título Original: Falsa Loura
Gênero: Drama
Duração: 104 Minutos
Ano de Lançamento: 2007
Lançamento Comercial (estréia) :18/04/2008
Distribuição: Imovision
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de direção: Daniel Chaia
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Sara Silveira
Produção executiva: Maria Ionescu
Direção de produção: Josmar Bueno Júnior
Produção de elenco: Vivian Golombek
Co-produção: Dezenove Som e Imagem
Música: Nelson Ayres e Marcos Levy
Som: Gabriela Cunha
Fotografia: Jacob Sarmento Solitrenick (ABC)
Direção de arte: Valdy Lopes Ferreira
Figurino: Cássio Brasil
Edição: Cristina Amaral

Elenco:
Rosanne Mulholland ...... Silmara
Cauã Reymond ...... Bruno
Djin Sganzerla ...... Briducha
João Bourbonnais ...... Antero
Léo Áquilla ...... Tê / filho de Antero
Vanessa Prieto ...... Luiza
Luciana Brites ...... Regina
Maeve Jinkings ...... Lígia
Jiddu Pinheiro
Suzana Alves ...... Milena
Emanuel Dórea ...... Leonel
Priscila Dias
Naruna Costa
Ingrid Silveira
Pedro Noizyman
Ádria Sandrade
André Guerreiro Lopes
Flávia Lorenzi
Renata Zhaneta
Daniela Christopher
Maurício Madruga
Isaac Ferreira
Júlio Machado
Bertrand Duarte
Luiz Henrique
Bruno de André ...... Dr vargas
Deivy Rose
Maurício Mattar ...... Luís Ronaldo
Fernanda Carvalho Leite ...... Lucineide

Premiações:
• Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2007.
Melhor Atriz Coadjuvante - Djin Sganzerla

• V Premio Fiesp / Sesi do Cinema Paulista, SP, 2009
Melhor Atriz – Rosanne Mulholland

Curiosidades:
• exibido pela primeira vez no Festiva de Brasília, no dia 24 de novembro de 2007.
 Originalmente foi um dos quatro roteiros que Carlos Reichenbach escreveu, estimulado pela Bolsa Vitae, que buscavam retratar o seu imaginário a respeito da mulher operária.

• Em Falsa Loura, Reichenbach mergulha novamente no universo das mulheres proletárias e classe média brasileiras, no ambiente de trabalho e no tempo livre, tendo a cidade de São Paulo como cenário e personagem. As semelhanças com "Lílian M.", "Amor, Palavra Prostituta", "Anjos do Arrabalde" e "Garotas do ABC" terminam no aspecto social e econômico abordado.

• As filmagens foram encerradas no dia 08 de dezembro de 2006, em uma feira da Vila Maria, SP.

• Seleção Fundação Vitae para elaboração de roteiros 1995

• Seleção Oficial Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2007 - Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante

• Seleção Oficial Festival Internacional del Nuevo Cine. Latinoamericano de La Habana 2007

• O filme foi escolhido para abrir o Festival Sesc dos Melhores Filmes 2008, e a 11ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

• Canções - Paulo Ricardo, Alexandre Leão, Isolda & Milton Carlos, Carlos Reichenbach e a TRUPE.