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domingo, 18 de outubro de 2009

Extremos do Prazer


Sinopse:

Luiz Antônio, ex-catedrático em Sociologia, teve seus direitos cassados, inclusive o de lecionar, após a violenta morte de sua esposa Ruth, uma ativista política. Acaba se auto-exilando na casa de campo de sua sobrinha Natércia. Várias pessoas frequentam a casa, fazendo com que Luís fique ainda mais perturbado. Os problemas existenciais de todos acabam se entrelaçando, com surpreendentes revelações. .

Ficha Técnica:
Título Original: Extremos Do Prazer
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Ano de Lançamento :1983
Distribuição: Embrapi
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de Direção: Carlos Shintomi
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Jean Garrett e Antônio D'Ângelo
Direção de produção: Eduardo Santos
Co-produção: Embrapi-Empresa Brasileira de Produtores Independentes e Helena Filmes
Música: Carlos Reichenbach
Som: Jorge Ventura
Fotografia: Carlos Reichenbach
Camera: Carlos Reichenbach
Assistente de câmera: Luiz Antônio de Oliveira
Fotografia de cena: Carlos Shintomi
Desenho de Produção: Carlos Shintomi
Edição: Eder Mazzini
Maquiagem: Maria Antônia Lombardi

Elenco:
Luiz Carlos Braga
Taya Fatoon
Eudes Carvalho
Roberto Miranda
Rosa Maria Pestana
Rubens Pignatari
Sandra Graffi
Vanessa Alves
Marco Rossi
Eduardo Zá
Judith Ferreira Lima
Carlos Reichenbach

Premiações:
• XII Festival do Cinema Brasileiro de Gramado,RS, 1984;
Prêmios: Menção Honrosa, pela integridade de sua obra,

• Prêmio APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte, SP, 1983;
Melhor Roteiro - Carlos Reichenbach
Montagem - Eder Mazzini

• Governador do Estado de São Paulo”, SP, 1983;
Melhor Diretor

• Festival de Amiens, França, 1983.
Melhor Diretor

Curiosidades:
• Segundo Reichenbach, o filme é um "drama existencial, onde se discute alienação, sexo, convicções, psicanálise, marxismo, liberdade e até o próprio filme que está sendo realizado"

• Três semanas de filmagem, vinte latas de trezentos metros de negativo e uma equipe mínima reunida numa única locação.

• Local das filmagens : Jacaré e Cabreúva, São Paulo.

• Lançamento em São Paulo : 30 de Janeiro de 1984, exclusivamente no cine Windsor.

• Este filme foi produzido pela Embrapi, cooperativa que reunia dez técnicos de cinema, entre eles Reichenbach, Mazini e Garret. Em seus dois anos de existência a Embrapi chegou à produzir oito filmes de baixo orçamento.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu Tu Eles

Sinopse:


Darlene (Regina Casé), grávida e solteira, vai embora da sua região e retorna três anos depois ao trabalho pesado dos canaviais no nordeste brasileiro com Dimas, seu filho. Logo que Osias (Lima Duarte), um homem mais velho e orgulhoso de sua casa ter sido construída por ele, lhe propõe casamento Darlene aceita. Ele se aposenta, enquanto ela continua trabalhando duro nos canaviais e em poucos anos nasce um segundo filho, muito mais escuro que Osias. Então ele leva Zezinho (Stênio Garcia), seu primo que é quase da sua idade além de ser um bom cozinheiro, para morar com ele. Darlene fica feliz com a chegada de Zezinho e logo nasce outra criança, esta bastante parecida com Zezinho. Pouco tempo depois Darlene convida Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos), que trabalha com ela nos canaviais e não tem onde dormir, para jantar. Zezinho é contra, mas Osias diz que a casa é dele e que o recém-chegado é bem vindo e pode dormir lá. Ciro acaba morando lá, mas a chegada de outro filho, desta vez parecido com Ciro, obriga Osias em tomar uma decisão.

Ficha Técnica:
Título Original: Eu Tu Eles
Gênero: Drama
Duração: 102 min.
Ano de Lançamento : 2000
Lançamento Comercial (estréia): 18/08/2002
Estúdio: Conspiração Filmes
Distribuição: Sony Pictures Classics
Direção: Andrucha Waddington
Roteiro: Elena Soàrez
Produção: Flávio R. Tambellini, Andrucha Waddington, Leonardo Monteiro de Barros e Pedro Buarque de Hollanda
Música: Gilberto Gil
Fotografia: Breno Silveira
Desenho de Produção: Marcos França
Direção de Arte: Toni Vanzolini
Figurino: Cláudia Kopke
Edição: Vicente Kubrusly


Elenco:
Regina Casé .... Darlene
Lima Duarte .... Osias
Stênio Garcia .... Zezinho
Luiz Carlos Vasconcelos .... Ciro
Nilda Spencer .... Raquel
Diogo Lopes .... Vaqueiro Negro
Helena Araújo .... Mãe de Darlene
Iami Rebouças .... Moça do forró
Lucien Paulo .... Capataz
Herbert Medrado .... Dimas - 1 ano
Joanderson Cruz .... Dimas - 4 anos
Jocemar Damásio .... Dimas - 6 anos
Ariélson dos Santos .... Edinardo - bebê
Pablo Silva .... Edinardo - 1 ano
Jeferson Sousa .... Edinardo - 4 anos
Vítor da Conceição .... Edinardo - 6 anos
Lucas de Castro Silva .... Edinaldo - bebê
João Lucas de Barros Neto .... Edinaldo - 1 ano
Jonathan Dantas .... Edinaldo - 4 anos
Alessandro dos Santos Ribeiro .... Edivaldi - bebê

Premiações:
• II Grande Prêmio de Cinema Brasil,RJ, 2001
Melhor Filme,
Melhor Montagem,
Melhor Fotografia – Breno Silveira
Melhor Atriz – Regina Casé

• I Prêmio ABC de Cinematografia, SP, 2001
Melhor Fotografia – Breno Silveira

• XXVII Festival SESC dos Melhores Filmes, SP,2001
Melhor Filme,(crítica)
Melhor Diretor (crítica)

• XXXV Festival de Karlovy Vary, Tecvhecoslováquia, 2000
Melhor Filme

• VI Festival Internacional de Jovens Diretores, Sant-jean-de-Luz, França,2001
Melhor Filme

Curiosidades:
• O papel do lima Duarte era inicialmente de Ary Fontoura que desistiu do projeto.

• O filme foi selecionado para participar da Mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes.

• A idéia para o roteiro de Eu Tu Eles partiu de uma reportagem publicada num jornal brasileiro, que falava exatamente de uma mulher que vivia com 3 maridos. O nome desta mulher é Maria Marlene Silva Sabóia e, para autorizar a utilização de sua história no filme, ela recebeu R$ 1.500,00 mais 3% da bilheteria total arrecadada.

• Originalmente, Eu Tu Eles tinha 2 horas e 30 minutos de duração, apresentando um prólogo que contava a história de Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos) e que tinha a participação de Fernanda Torres e Matheus Natchergaele. Apenas na edição final, o diretor Andrucha Waddington resolveu por retirar do filme o prólogo e diminuí-lo para 1 hora e 44 minutos.

• Este é o 2º filme do diretor Andrucha Waddington e é também a 2ª parceria com a roteirista Elena Soárez. Ambos trabalharam juntos em Gêmeas.

• O roteiro de "Eu Tu Eles" participou do Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme 1998.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Esses Moços

Sinopse:

Darlene uma menina que vive nas ruas, traz para Salvador- Bahia, a irmã menor – Daiane - para viverem como pedintes na região do comércio na cidade baixa. Juntas encontram Diomedes, um senhor que foi agredido e está desmemoriado. Imaginam que ele é cego, surdo e mudo. Daiane afeiçoa-se ele como a um avô que nunca teve. Darlene resolve usá-lo para pedir esmolas. Misterioso e afável, Diomedes conduz as meninas através da estrada de ferro para o seu mundo de desmemórias, onde inocência e dor compõem a música do tempo. A jornada de 48 horas mudará o rumo de suas vidas.

Ficha Técnica:
Título Original: Esses Moços
Gênero: Drama
Duração: 80 min.
Ano de Lançamento: 2004
Lançamento Comercial (estréia): 25/05/2007
Distribuição: Pandora Filmes
Direção: José Araripe Jr.
Roteiro: José Araripe Jr.
Co-roteiristas: Hilton Lacerda, Ricardo Soares e Vitor Mascarenhas
Produção: Moisés Augusto e Sylvia Abreu
Direção de produção: Taíssa Grisi
Produção Executiva: Diana Gurgel, Ilna Baptista, Moisés Augusto e Sylvia Abreu
Co-produção: Truque Produtora de Cinema, Tv e Video
Música: Beto Neves
Som: Mírian Biderman
Som direto: Nicolas Hallet
Fotografia: Hamilton de Oliveira
Direção de arte: Gilson Rodrigues
Edição: Jefferson Cysneiros

Elenco:
Inaldo Santana ........ Diomedes
Manfredo Bahia ........ Navarro
Neyde Moura ........ Deolinda
Rita Santana ........ Marli
Edmilson Barros ........ Militão
Francisco Pithon ........ Piolho
Bertho Filho ........ Zeca
Lázaro Machado ........ Farelo
Gideon Rosa ........ Crente
Agnaldo Lopes ........ Passante
Carlos Betão ........
Roberto Sales ........ carona
Andréa Duque ........ Motorista
Arly Arnaud ........ Arnilda
Fafá Pimentel ........ Velhinha Fogosa
Celso Jr. ........ Padre
Rai Alves ........ passante
Rafael Mendes ........ Balconista
Flaviana Silva ........ Darlene
Chayend dos Santos ........ Dayane
Iami Rebouças ........ Denise
Inaldo Santana ........ Diomedes

Participaçãoo especial:
João Miguel ........ Bispo do Rosário

Prêmios:
• Festival de Brasilia:
Melhor atriz - Arly Arnoud

Curiosidades:
• Em Esses Moços, a atriz Arly Arnoud que já havia trabalhado com José Araripe Jr. no teatro no espetáculo Oxente, gente Cordel! do Teatro Livre da Bahia, premiado nacionalmente com o Mambembão, faz sua estréia cinema. Arly depois de um bom tempo apenas produzindo TV, retoma sua carreira vivendo Arnilda uma enfermeira zelosa, da qual Diomedes foge como o diabo foge da cruz.

• Esses Moços, traz a canção do gaúcho Lupicínio Rodrigues. Nessa versão utilizada no filme quem canta é Gilberto Gil, acompanhado da flauta de Tuzé de Abreu.

• Filmado nas ruas de Salvador da Bahia, entre o Comercio e o Subúrbio ferroviário.

3 Efes - 2007


Sinopse:

Sissi (Cristina Kessler) é uma jovem universitária que sustenta, a duras penas, o pai viúvo e o irmão pequeno. Nessa situação de dificuldade, Sissi recorre aos conselhos de sua tia, Martina (Carla Cassapo), dona de casa entediada que, em meio a uma crise no seu casamento com o publicitário Rogério (Leonardo Machado), fica irresistivelmente atraída por William, simples catador de papel.

Ficha Técnica:
Título Original: 3 Efes
Gênero: Comédia
Duração: 100 Minutos
Lançamento No Brasil: 2007
Lançamento Comercial (Estréia): 07/12/2007
Distribuição: Casa de Cinema de Porto Alegre
Direção: Carlos Gerbase
Assistente de direção: Juliano De Campos
Roteiro: Carlos Gerbase
Produção: Carlos Gerbase
Direção de produção: Pedro Guindani De Almeida, Glauco Firpo, Diego Sardão
Assistentes de produção: Eduardo Christoffoli, Isadora Zílio, Laura Salimen
Co-produção: Casa de Cinema de Porto Alegre, Vortex, Regra Três, Low Filmes, Kiko Ferraz Studios, Maria Cultura
Música: Laura L. e Músicas Intermináveis para Viagem
Som: Kiko Ferraz
Som direto: Rafael Rodrigues
Fotografia: João Divino
Camera: João Divino
Direção de arte: Paula Piussi
Figurino: Ingrid Cavalli
Edição: Giba Assis Brasil
Maquiagem: Britney


Elenco:
Cris Kessler ........ Sissi
Paulo Rodrigues ........ William
Ana Maria Mainieri ........ Giane
Felipe de Paula ........ Betinho
Carla Cassapo ........ Martina
Leonardo Machado ........ Rogério
Fábio Rangel ........ Heitor
Aníbal Damasceno Pereira ........ Prof. Valadares
Artur Pinto
Júlio Andrade



Curiosidades:
• Este é o 2º filme em que o diretor Carlos Gerbase e a atriz Ana Maria Mainieri trabalham juntos. O anterior foi Tolerância (2000).

• As filmagens ocorreram em 20 dias, entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, na cidade de Porto Alegre.

• Foi rodado com uma câmera mini-DV e um kit de luz portátil, com o som sendo gravado direto em fitas DAT.

• Foram rodadas cenas em 5 motéis, que colaboraram com a produção permitindo a presença da equipe e do elenco cobrando, por hora, apenas o preço básico para um casal.

• Será lançado simultaneamente em 4 mídias distintas: cinema, DVD, TV e internet. A previsão de lançamento é para 7 de dezembro.

• No prmeiro fim de semana de exibicao, segundo o portal Terra, que disponibiliza gratuitamente o filme, dividido em cinco partes, foram 15.000 usuários, e mais de 100.000 "streamings" (cada vez que um usuário solicita assistir a uma das partes).

• O site do filme, e em especial o seu blog, também registrou números expressivos, com mais de 2.000 visitantes diários no final de semana.

• Em DVD, mais de 100 cópias comercializadas no primeiro final de semana, recorde absoluto de vendas para a Casa de Cinema de Porto Alegre em tão curto espaço de tempo. No DVD, além do filme, há um clip de "Caixa Preta" (da banda "Músicas intermináveis para viagem", que fez a trilha do filme), "making-of" e muitas imagens dos ensaios do filme.


• Nas salas de cinema um total de 691 espectadores, divididos em seis salas: Porto Alegre (2), São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador (somente nas sessões da tarde). A média de espectadores por sessão é maior do que a registrada em Sal de Prata (último filme de Gerbase, distribuído pela Columbia), com algumas diferenças significativas: 3 Efes não tem cópias em película, nem gastou em "transfer" para 35mm, e foi lançado com uma campanha de marketing alternativa, com um custo desprezível, se comparado com os investimentos das "majors". Conforme o planejamento inicial, 3 Efes sai dos cinemas em que está no próximo dia 13 e pode estrear em outras cidades, sempre em salas RAIN, ficando no máximo sete dias em cartaz. Essa estratégia permite que a obra seja economicamente viável nas salas, em vez de acumular prejuízos de forma sistemática, o que tem acontecido com a grande maioria dos filmes brasileiros.

• O filme que custou menos de 100 mil reais, computados os gastos de produção, comercialização e distribuição. Graças às parcerias estabelecidas na internet e com as TVs, 3 Efes chegou ao mercado (ou aos mercados) sem qualquer passivo financeiro, podendo dar retorno muito mais rápido às empresas co-produtoras, em vez de esperar anos para que o saldo negativo do lançamento nas salas seja recuperado nas demais mídias.

• A música é de Laura L e de sua banda "Músicas Intermináveis para Viagem". Parte da trilha foi retirada do seu CD de estréia, lançado em 2006, e parte foi especialmente composta.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Edificil Master


Sinopse:
Durante sete dias, uma equipe de cinema filmou o cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 apartamentos conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

Ficha Técnica:
Título Original: Edifício Master
Gênero: Documentário
Duração: 110 min.
Lançamento no Brasil: 2002
Lançamento Comercial (estréia) : 22/11/2002
Estúdio: Videofilmes
Distribuição: Riofilme
Direção: Eduardo Coutinho
Produção: Maurício Andrade Ramos e João Moreira Salles
Diretora de Produção Beth Formagini
Co-produção vídeo Filmes Produções Artísticas
Fotografia: Jacques Cheuiche
Edição: Jordana Berg
Pesquisa: Consuelo Lins, Cristina Grumbach, Daniel Coutinho,Eliska Altman e Geraldo Pereira

Elenco:
........

Prêmios :
• Festival de Gramado 2002
Melhor documentário.

• Grande Prêmio Cinema Brasil 2003
Melhor documentário,
Melhor diretor,
Melhor roteiro original.

• Festival de Havana 2003
Melhor documentário.

• Margarida de Prata 2003
Melhor documentário

• Troféu APCA 2003
Melhor documentário

• Mostra Internacional de Cinema São Paulo 2002
Prêmio da crítica de melhor documentário.








Curiosidades:
• O filme teve apenas 7 cópias e um publico de 86.483 pessoas.

Critica:
Edifício Master é um sopro de vida para o olhar do espectador e para a própria rede de imaginários da obra de Coutinho. Seus preceitos mais importantes, como a descrença no desvelamento de uma realidade, ou construção de um discurso de verdade objetiva, ressurgem revigorados nas vozes daquele novo espaço.

Nunca se tratando de um filme sobre A classe-média, Edifício Master, ao expandir o olhar de Coutinho para além dos clichês dos marginalizados, reintroduz seu cinema em sua energia mais marcante: a criação de um ritual de efemeridades discursivas, fragmentos vivos de humanidades em ebulição. A aproximação das humanidades através da diferença, o diálogo imagético com aqueles corredores de inúmeras portas que insinuam a multiplicação infinita de discursos.

Coutinho reincorpora com força total sua descrença na capturação das essências, costurando expressões que vão da emoção intuitiva (o choro de algumas personagens) a verdadeiras perfomances para a câmera. Para o cinema de Eduardo Coutinho não existe Verdade estática, apenas a Verdade do evento, da performance viva. O homem que canta My Way, a mulher que conta sobre um assalto, o discurso pseudo-institucional do síndico...todas essas vozes se emaranham e projetam na tela os rastros cinematográficos daquelas pessoas.

Vozes dissonantes se sucedem, da garota de programa à espanhola puritana, suas vozes não representam um objeto único, mas um exercício contínuo de interação. A pesquisa realizada por Consuelo Lins demonstra a importância dessa meticulosa metodologia do diretor, que começa pelo delineamento espaço-temporal restrito de sua interação. Para Coutinho não interessa descobrir, mapear, descrever – seu cinema se faz no encontro fortuito da urbanidade multi-discursiva. Como ele mesmo diz, ou se faz uma pesquisa de 7, 8 anos num lugar, ou joga-se quase cru sobre aquele espaço – o meio termo não existe, tem de ser 8 ou 80...
Como não lhe interessa ficar 8 anos pesquisando um espaço, acumulados todos os perigos que isso pode trazer, Coutinho opta pelo emergencial, pelo abrupto. E faz questão que seu filme registre justamente isto, esse evento especial que é o do encontro – o objeto de Edifício Master não são aquelas pessoas, mas o encontro daquele "fantasma" Coutinho com a voz e os gestos de seus personagens.

Mais uma obra-prima do diretor que vem mostrar que, muito além de "cagador de regras", como muitas vezes é acusado por diretores menos rigorosos, Coutinho é um metódico e técnico catalizador de imagens, que sabe se utilizar até mesmo de sua aparência de "bom velhinho" (como disse certa vez) para construir verdadeiras odes da precisão e do acaso. A Precisão e o Acaso, essas são as forças criativas que Coutinho sabe amalgamar como ninguém, não por um dom, mas por uma Ética criativa que vai muito além das estereotipias morais do "cuidado com o outro". A "Ética de Coutinho" é uma prática estética, um conjunto de postulados concretos, de princípios estéticos, que se conjugam geometricamente, produzindo uma atmosfera única.

A sensação de vida presente em Edifício Master se dá justamente porque o diretor não tenta captar a essência daquele espaço através do que seria um cotidiano comum ao disperso conceito de "classe média", mas se lança nas expressões verbalizadas e na gestualidade de seus personagens, fazendo-os únicos. Cada um deles, como um contador das histórias de si mesmo, transformam o filme num registro estético seminal da vida urbana brasileira: seus contrastes, suas semelhanças internas, seus aprisionamentos e liberdades. Uma vasta rede de práticas imaginárias pulsam descompassadas, e criam o ritmo do filme.

O Edifício Master não sintetiza todos os prédios, todas as cidades, toda a classe média...ele se expande, ele se insinua, ele se esboça. Funciona como um rastro de identificações e divergências, que conseguem incluir o espectador num amplo jogo de vozes e vontades. Sem que seja preciso se sentir um igual. É através da diferença que o Edifício Master, em Copacabana, no Rio de Janeiro, se faz igual. Igual e completamente diferente (num mesmo movimento) de todos os outros edifícios que possamos imaginar. Uma lição de dramaturgia. Uma lição de cinema.

(Texto: Felipe Bragança / Conta Campo)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A Estrela Sobe


Sinopse:
Apresentada pelo animador do programa de TV como um "patrimônio da música popular brasileira", Leniza Mayer é agora uma veterana a dar notas aos candidatos à carreira de cantor. E, ainda que uma diferença de muitos anos a separe da caloura a enfrentar o microfone, a câmara, o público e o júri, ela vê na moça de hoje a Leniza de ontem. O filme volta ao passado de Leniza: sua primeira apresentação como caloura, a rotina na pensão da mãe, a ligação amorosa e interessada de Mário Alves, em quem vê alguém capaz de ajudála a penetrar no meio radiofônico, a revolta contra a baixeza, dos bastidores do rádio, a relação amorosa com uma cantora veterana. Leniza faz bem os primeiros testes e avança na carreira pouco a pouco, embora contra a vontade materna. Passa a cantar na melhor estação de rádio do Rio de Janeiro, faz shows no Cassino da Urca e dança em filmes musicais. Vendo agora a caloura feliz com o primeiro triunfo, Leniza relembra o árduo caminho da glória.

Ficha Técnica:
Título Original: A Estrela Sobe
Gênero: Drama
Duração: 105min.
Lançamento (Brasil): 1974
Distribuição: U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira
Direção: Bruno Barreto
Assistência de direção: André José Adler e Luiz Roberto
Argumento: Bruno Barreto e Isabel Câmara
Roteiro: Carlos Diegues e Leopoldo Serran
Adaptação Cinematográfica: Leopoldo Serran
Diálogos: Isabel Câmara
Produção: Lucy Barreto e Walter Clark
Produtor Associado: Paulo C. Sesso
Produção Executiva: Aloísio Sales
Co-produção: I.C.B. - Indústria Cinematográfica Brasileira e Produções Cinematográficas L.C.Barreto
Música: Francis Hime
Arranjos musicais: Guto Graça Melo
Sonografia: Victor Raposeiro
Assistente de Som: Joaquim Fonseca
Fotografia: Murilo Salles
Cenografia: Anísio Medeiros
Coreografia: Fernando Azevedo
Montagem: Raimundo Higino

Elenco:
Betty Faria ........Leniza Mayer
André José Adler ........
Odete Lara ........ Dulce Veiga
Paulo César Pereio ........ Dr. João Oliveira
Alvaro Aguiar ........ Dr. Amaro
Vanda Lacerda ........ Dona Manuela
Nelson Dantas ........ Porto
Roberto Bonfim ........ Astério
Irma Álvarez ........ Nair Soledad
Wilson Grey ........ Negrinho
Paulo Neves ........ Martinho Pacheco
Marie Claude ........ Amiga de Leniza
Neila Tavares ........ Judith
Geraldo Sobreira ........ Antenor
Thaís Portinho ........ Neuza Abrantes
Letícia Magalhães ........ Parteira
Marie Claude ........ Amiga de Leniza
Luis Carlos Miele
Grande Otelo

Prêmios e Indicações:

• Troféu APCA 1975 (Brasil)
Melhor roteiro.

• VIII Prêmio "Air France de Cinema", RJ, 1974
Prêmio Atriz - Betty Faria
Prêmio Especial - Bruno Barreto

• III Festival de Cinema do Guarujá, SP, 1974
Melhor Filme
Atriz Secundária - Odete Lara

• Prêmio "Coruja de Ouro", Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1974.
Melhor Atriz Secundária - Odete Lara
Cenografia - Anísio Medeiros

• Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1974.
Melhor Roteiro - Marques Rebelo

• Melhor Ator Coadjuvante (Wilson Grey), Diploma de Mérito dos Diários Associados aos Melhores do Cinema em São Paulo, SP, 1974, além de ter sido selecionado para representar o Brasil no Festival de Moscou, 1975.

Curiosidades:
• Baseado no romance de Marques Rebelo.

• Betty brigou com o diretor e abandonou o filme na fase de dublagem, sendo substituída por Norma Blum, que imitou sua voz.

• Público: 962.606 pessoas (fonte: Anuário Cinema em Close-Up, 1977).

Evandro Teixeira - Instantâneos da Realidade 2004



Sinopse:

A fotografia de Evandro Teixeira - um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro - vai ganhar os cinemas. A produtora carioca Canal Imaginário produziu um documentário que será distribuído nos cinemas de todo o país pela Riofilme, sobre a trajetória e obra de Evandro, cujas imagens, a maioria em preto-e-branco, eternizaram os principais episódios políticos do país desde a década de 60 e flagraram pelo mundo instantâneos de guerra, glória e glamour. "Da queda do governo Allende, no Chile, aos desfiles de moda em Paris, passando por Copas do Mundo e Jogos Olímpicos, a obra do Evandro é muito abrangente. E a idéia do documentário é justamente apresentar a riqueza do conjunto dessa obra", conta o diretor Paulo Fontenelle.

Ficha Técnica:
Título Original: Evandro Teixeira - Instantâneos Da Realidade
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 76 min
Ano de Origem: 2003
Lançamento: 08 de agosto de 2004
Distribuição: Riofilme
Direção: Paulo Fontenelle
Assistente de Direção: Carolina Antonucci
Roteiro: Paulo Fontenelle
Produção: Canal Imaginário
Produção executiva: Cleyde Afonso
Direção de produção: Mariangela Furtado
Fotografia: Cleisson Vidal e Marcio Bredariol
Música: Marcos Souza
Pesquisa: Paulo Fontenelle e Patrícia de Gomensoro

Elenco:
Chico B. de Hollanda
Marcos Sá Corrêa
Sebastião Salgado
Evandro Teixeira
Fritz Utzeri

Curiosidades:
• Foi concebido por Fontenelle há três anos, ao ler uma matéria de jornal sobre uma exposição do fotojornalista. As imagens que ilustravam o texto chamaram a atenção do diretor, que idealizou o documentário para "resolver a minha curiosidade pessoal em torno da obra do Evandro e também levá-la ao conhecimento de outras tantas milhares de pessoas".

• As filmagens do documentário começaram em Itabuna, no interior da Bahia, seguindo pelas cidades de Ipiuaú, Jequié e Milagres - locais onde o baiano Evandro passou a infância e adolescência e realizou seus primeiros trabalhos como amador. A pequena e pacata cidade de Irajuba não poderia ficar de fora. Afinal, foi lá que Evandro nasceu em pleno 25 de dezembro - o ano, ele esconde a sete chaves.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Era Uma Vez


Sinopse:
Era uma vez... conta a história de amor entre dois jovens de realidades bem distintas: Dé, que mora na favela, e Nina, moça rica que vive no asfalto. Os dois se conhecem na Praia de Ipanema e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de um amor tão grande quanto improvável.

Ficha Técnica:
Título Original: Era Uma Vez...
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento : 2008
Estréia no Brasil: 25/07/2008
Distribuição: Columbia Pictures
Direção: Breno Silveira
Roteiro: Patrcia Andrade
Produo Executiva: Eliana Sorez, Leonardo Monteiro de Barros, Luiz Noronha e Pedro Guimares
Co-produção: Daniel Filho e Luciano Huck
Co-produtoras: Globo Filmes, Lereby e Sony Pictures
figurino: Cludia Kopke








Elenco:
Thiago Martins ...... Dé
Vitria Frate .......  Nina
Rocco Pitanga ....... Carlão
Paulo César Grande ...... Evandro
Cyria Coentro ...... Bernadete
Marcos Pitombo ...... Dudu
Rodrigo Costa ...... Dé criança
Luans Schneider ...... Cacau
Felipe Adler ...... Ike
Kikito ...... Café Frio

A Encarnação do Demônio - 2008



Sinopse:

Após 30 anos preso numa cela para doentes mentais, Zé do Caixão (José Mojica Marins) é finalmente libertado. Novamente em contato com as ruas, o sádico coveiro está decidido a cumprir a mesma meta que o levou preso: encontrar a mulher que possa lhe gerar um filho perfeito. Em seu caminho pela cidade de São Paulo, deixa um rastro de horror, enfrentando leis não-naturais e crendices populares.


Ficha Técnica:
Título Original: A Encarnação do Demônio
Gênero: Terror
Duração:
Lançamento (Brasil): 2008
Distribuição:
Direção: José Mojica Marins
Roteiro: José Mojica Marins e Denison Ramalho
Continuidade: Nilcemar Leyart
Produção: Paulo Sacramento, Debora Ivanov, Caio Gullane e Fabiano Gullane
Co-produção: Olho de Cão e Gullane Filmes
Música:
Som: Louis Robin
Fotografia: José Roberto Eliezer
Direção de arte: Cássio Amarante
Figurino: Alexandre Herchcovitch
Edição: Paulo Sacramento
Produção de elenco: Alessandra Tosi



Elenco:
José Mojica Marins ........ Zé do Caixão
Jece Valadão ........ Coronel Claudiomiro
José Celso Martinez Corrêa
Rui Resende
Adriano Stuart
Helena Ignez
Milhem Cortaz ........ padre Eugênio
Cristina Aché ........ Lucy
Raymond Castille
Luiz Mello
Raissa Gregori
Guta Ruiz
Janaína Afonso ........ Terezinha
Pedrinho
Alessandra Miranda ........ Laura
Cléo Paris ........Dra. Hilda
Thaís Simi........ Maíra
Debora Muniz
Eduardo Chagas
Rubens
Karina
Fernanda
Zumba
Prêmios e Indicações:


Curiosidades:
• Primeiro trabalho do diretor em duas décadas – seu filme mais recente é de 1986 , e o primeiro no qual ele pode contar com uma grande estrutura de filmagem e produção.

• Terceira e última parte da trilogia que começou com “À meia-noite levarei sua alma” (1964) e seguiu com “Esta noite encarnarei no seu cadáver” (1966).

• Na Mostra Internacional de Cinema, 2007, foram exibidos 25 minutos de cenas e bastidores da produção.

• Os animais e insetos utilizados no filme tinham atestado do Ibamae tiveram que vir do exterior. Porque o Ibama não deixa usar espécies nativas.

• Pela primeira vez utilizou o som direto. Sempre filmou com dublagem. Se antes errava no plural, consertava na dublagem. Ele "engule" muito o plural e troca o "l" pelo "r". Com som direto, tiveram que refazer várias cenas.

• As filmagens iniciaram no dia 4 de novembro. José Mojica Marins preferia começar no dia 2, o Dia de Finados, mas, o processo de pré-produção estava meticulosamente planejado para o início no dia 4.

• Dennison Ramalho é diretor do curta Coração de Mãe, e um seguidor da linha Zé do Caixão e o ajudou na feitura do filme.

• No elenco de apoio, muitas pessoas do grupo de Zé Celso, no Teatro Oficina, e do grupo Satyros.

• Pedrinho neto de José Mojica Marins faz o papel de um garoto que vinha assombrar Zé do Caixão.

• Nilcemar Leyart é nome artístico de Diomira Feo.

Eles Não Usam Black-Tie



Sinopse:
Tião, jovem operário, namora Maria, colega de fábrica. Quando toma conhecimento de que ela está grávida, resolve marcar o casamento. Mas as dificuldades do casal são imensas. Nisso, eclode uma greve. Otávio, o pai de Tião, veterano líder sindical, que passou alguns anos na cadeia devido à militância política reprimida pela ditadura militar, adere à greve, mesmo contrariado com a decisão da categoria, que lhe parece precipitada. Participando dos piquetes em frente à fábrica, entra em choque com a polícia, é espancado e preso.

O filho, indiferente ao drama do pai e dos colegas, fura a greve. Individualista, credita à militância do pai a miséria em que sempre viveram. O conflito explode no interior da família e Tião é obrigado a deixar a casa dos pais e o emprego. Maria é adotada pelos futuros sogros, que assumem o nascimento próximo do neto.

A repressão à greve provoca uma vítima fatal: Bráulio, líder ligado à Igreja, e o maior amigo de Otávio. O movimento operário tem o seu mártir, que se transforma numa bandeira de lutas.


Ficha Técnica:
Título Original: Eles não Usam Black-Tie
Gênero: Drama
Duração: 134 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Leon Hirszman
Roteiro: Gianfrancesco Guarnieri e Leon Hirszman
Produção: Leon Hirszman Produções e Embrafilme
Música: Adoniran Barbosa, Chico Buarque de Hollanda e Gianfrancesco Guarnieri
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de Produção: Jefferson Albuquerque Júnior e Marcos Weinstock
Figurino: Yurika Yamasaki
Edição: Eduardo Escorel

Elenco:
Gianfrancesco Guarnieri........ Otavio
Paulo José
Francisco Milani ........ Santini
Milton Gonçalves ........ Bráulio
Fernanda Montenegro........ Romana
Bete Mendes ........ Maria
Antônio Petrin
Carlos Alberto Riccelli ........ Tião
Carlos Augusto Strazzer
Anselmo Vasconcelos
Nelson Xavier
Flávio Guarnieri
Lélia Abramo
Gésio Abreu
João Acaiabe
Maurício Amalfi
José Araújo
Jalusa Barcelos
Fernando Bezerra
Luiz Carlos Borges
Oduvaldo Brito
Aldo Bueno
Cachimbo
Leide Câmara
Rosiete Cavalcanti
Renato Consorte
Carlos Costa
Denoy de Oliveira
Walter Cruz
Eduardo da Conceição
Francisca da Conceição
Antônio Joaquim da Silva
Fernando Ramos Da Silva
Genésio de Barros
Rafael de Carvalho
Antonio De Pieri
Mercedes Dias
Ricardo Dias
João França
Maria Júlia Gomes
Cilas Gregório
Antonio Leite
Teresa Maldonado
Dirce Marques
Gilberto Moura
Maria Letícia Nascimento
Lizete Negreiros
Lene Nunes
Fernando Peixoto
Israel Pinheiro
Amaury Pinto
Almir Ribeiro
Cristina Rodrigues
Wilson Silva
Luiz Tedax
Tony Wilson


Prêmios e Indicações:
• Festival de Veneza 1981 (Itália)
Leon Hirszman recebeu o prêmio FIPRESCI e o Grande Prêmio Especial do Júri.

• Festival de Havana 1981 (Cuba)
Leon Hirszman recebeu o Prêmio Grand Coral.

• Troféu APCA 1982 (Associação Paulista de Críticos de Arte, Brasil)
Gianfrancesco Guarnieri recebeu o Trofeu APCA na categoria de Melhor Ator.

• Margarida de Prata 1982 (Brasil)
Recebeu o prêmio.


Curiosidades:
• Foi distribuido nos E.U.A. pela New Yorker Films com o título de They Don't Wear Black Tie.

• Baseado em obra de Gianfrancesco Guarnieri.

Críticas:
Baseado na peça homônima de Gianfrancesco Guarnieri, um clássico da dramaturgia brasileira, "Eles Não Usam Black-Tie" é um excelente filme.

Roteirizado, dirigido e produzido por Leon Hirszman, o filme retrata, com grande dramaticidade, o abismo social existente entre a periferia e as classes mais abastadas da maior cidade industrial da América do Sul. O foco da narrativa é dirigido sobre duas famílias operárias que vivem as contradições e as violências reinantes no início da década de 80.

Um dos pontos altos de "Eles Não Usam Black-Tie" está em seu elenco, com destaques para as atuações de Fernanda Montenegro, Bete Mendes e Gianfrancesco Guarnieri

domingo, 27 de setembro de 2009

Eu te Amo


Sinopse:Informações Técnicas:

O filme relata sobre um casal formado por um Industrial recém separado e falido durante o milagre dos anos 70 e uma mulher traumatizada por um relacionamento unilateral, que desejam desesperadamente se amar mas têm um medo brutal deste encontro.

É um filme repleto do sumo do bom gosto da arte brasileira. Começando pela música tema. O clássico do mesmo nome, de Chico Buarque de Holanda e Antonio Carlos Jobim.

Seu ponto forte são seus monólogos e diálogos, super surreais, complexos e reflexivos. E em muitos momentos retrata claramente a visão pessimista do próprio Jabor em relação ao Brasil.

Possui um trabalho cênico bem teatral com fotografias impressionantes e aborda paralelamente temas polêmicos como prostituição, machismo e homossexualidade.


Título Original: Eu Te Amo
Gênero: Drama
Duração: 110 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Arnaldo Jabor
Roteiro: Arnaldo Jabor
Produção: Walter Clark
Fotografia: Murilo Salles
Desenho de Produção: Marcos Weinstock
Figurino: Fernando Bedé e Giovanna Vassalo
Edição: Mair Tavares






Elenco:
Paulo César Peréio ...........Paulo
Sonia Braga ....................Maria
Regina Casé
Maria Lúcia Dahl
Vera Fischer ...................Barbara Bergman
Tarcísio Meira
Vera Abelha
Marcus Vinicius
Flavio São Thiago
Maria Sílvia
Sandro Solviatti
Guará Rodrigues