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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tati a Garota

Sinopse:

Os problemas de uma mãe solteira (Dina Sfat) que sai da Penha e vai morar em Copacabana com Tati (Daniela Vasconcelos), sua filha de seis anos, que sempre quer saber quem é seu pai. Neste recomeço a falta de dinheiro deixa a mãe em sérias dificuldades, que a faz tomar medidas extremas.

Ficha Técnica:
Título Original: Tati, a Garota
Gênero: Drama
Duração: 87 min.
Lançamento (Brasil): 1973
Estúdio: Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas Ltda.
Distribuição: Embrafilme
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Miguel Borges e Bruno Barreto
Produção: Luiz Carlos Barreto
Música: Dori Caymmi
Fotografia: Murillo Salles
Edição: Raimundo Higino

Elenco:
Daniela Vasconcelos ....... Tati
Marcelo Carvalho
Hugo Carvana ....... Capitão Peixoto
Wilson Grey ....... um mendigo
Noelza Guimaraes
Vanda Lacerda
Zezé Macedo
Elizabeth Martins
Geraldo Affonso Miranda
Paulo Neves
Fábio Sabag
Dina Sfat .... Manuela
Iara Amaral

Prêmios e Indicações:
• Foi indicado na categoria de melhor filme no Festival de Cinema de Moscou.

Cuiosidades:
• Tati, a Garota é o 1º filme do diretor Bruno Barreto.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A Estrela Sobe


Sinopse:
Apresentada pelo animador do programa de TV como um "patrimônio da música popular brasileira", Leniza Mayer é agora uma veterana a dar notas aos candidatos à carreira de cantor. E, ainda que uma diferença de muitos anos a separe da caloura a enfrentar o microfone, a câmara, o público e o júri, ela vê na moça de hoje a Leniza de ontem. O filme volta ao passado de Leniza: sua primeira apresentação como caloura, a rotina na pensão da mãe, a ligação amorosa e interessada de Mário Alves, em quem vê alguém capaz de ajudála a penetrar no meio radiofônico, a revolta contra a baixeza, dos bastidores do rádio, a relação amorosa com uma cantora veterana. Leniza faz bem os primeiros testes e avança na carreira pouco a pouco, embora contra a vontade materna. Passa a cantar na melhor estação de rádio do Rio de Janeiro, faz shows no Cassino da Urca e dança em filmes musicais. Vendo agora a caloura feliz com o primeiro triunfo, Leniza relembra o árduo caminho da glória.

Ficha Técnica:
Título Original: A Estrela Sobe
Gênero: Drama
Duração: 105min.
Lançamento (Brasil): 1974
Distribuição: U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira
Direção: Bruno Barreto
Assistência de direção: André José Adler e Luiz Roberto
Argumento: Bruno Barreto e Isabel Câmara
Roteiro: Carlos Diegues e Leopoldo Serran
Adaptação Cinematográfica: Leopoldo Serran
Diálogos: Isabel Câmara
Produção: Lucy Barreto e Walter Clark
Produtor Associado: Paulo C. Sesso
Produção Executiva: Aloísio Sales
Co-produção: I.C.B. - Indústria Cinematográfica Brasileira e Produções Cinematográficas L.C.Barreto
Música: Francis Hime
Arranjos musicais: Guto Graça Melo
Sonografia: Victor Raposeiro
Assistente de Som: Joaquim Fonseca
Fotografia: Murilo Salles
Cenografia: Anísio Medeiros
Coreografia: Fernando Azevedo
Montagem: Raimundo Higino

Elenco:
Betty Faria ........Leniza Mayer
André José Adler ........
Odete Lara ........ Dulce Veiga
Paulo César Pereio ........ Dr. João Oliveira
Alvaro Aguiar ........ Dr. Amaro
Vanda Lacerda ........ Dona Manuela
Nelson Dantas ........ Porto
Roberto Bonfim ........ Astério
Irma Álvarez ........ Nair Soledad
Wilson Grey ........ Negrinho
Paulo Neves ........ Martinho Pacheco
Marie Claude ........ Amiga de Leniza
Neila Tavares ........ Judith
Geraldo Sobreira ........ Antenor
Thaís Portinho ........ Neuza Abrantes
Letícia Magalhães ........ Parteira
Marie Claude ........ Amiga de Leniza
Luis Carlos Miele
Grande Otelo

Prêmios e Indicações:

• Troféu APCA 1975 (Brasil)
Melhor roteiro.

• VIII Prêmio "Air France de Cinema", RJ, 1974
Prêmio Atriz - Betty Faria
Prêmio Especial - Bruno Barreto

• III Festival de Cinema do Guarujá, SP, 1974
Melhor Filme
Atriz Secundária - Odete Lara

• Prêmio "Coruja de Ouro", Instituto Nacional de Cinema, RJ, 1974.
Melhor Atriz Secundária - Odete Lara
Cenografia - Anísio Medeiros

• Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1974.
Melhor Roteiro - Marques Rebelo

• Melhor Ator Coadjuvante (Wilson Grey), Diploma de Mérito dos Diários Associados aos Melhores do Cinema em São Paulo, SP, 1974, além de ter sido selecionado para representar o Brasil no Festival de Moscou, 1975.

Curiosidades:
• Baseado no romance de Marques Rebelo.

• Betty brigou com o diretor e abandonou o filme na fase de dublagem, sendo substituída por Norma Blum, que imitou sua voz.

• Público: 962.606 pessoas (fonte: Anuário Cinema em Close-Up, 1977).

Amor Bandido


Sinopse:

Rio de Janeiro, final dos anos 70. Sandra (Cristina Aché) é a filha de Galvão (Paulo Gracindo), um delegado de polícia, que trabalha como stripper e também é garota de programa, para total desgosto do pai. Quando ela se envolve com Toninho (Paulo Guarnieri), um ladrão e assassino que mata somente motoristas de taxis, a situação se complica, pois Galvão é um dos encarregados de capturar o serial killer. Paralelamente ele tenta se reaproximar de Sandra, que expulsou de casa quando ela adotou como modo de vida ser uma adolescente promíscua.

Ficha Técnica:
Título Original: Amor Bandido
Gênero: Policial
Duração: 89 min.
Lançamento (Brasil): 1978
Estúdio: Carnaval Unifilme
Distribuição: Embrafilme
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: José Louzeiro e Leopoldo Serran
Produção: Lucy Barreto e Luiz Carlos Barreto
Música: Guto Graça Mello
Fotografia: Lauro Escorel Filho
Desenho de Produção: Anisio Medeiros
Direção de arte: Anisio Medeiros
Figurino: Anisio Medeiros
Edição: Raimundo Higino

Elenco:
Paulo Gracindo ........ Galvão
Cristina Aché ........Sandra
Paulo Guarnieri ........ Toninho
Lígia Diniz ........ Solange
Flávio São Thiago ........ Darcy
Hélio Ary ........ Veterinário
José Dumont ........ Testemunha
Vinícius Salvatori ........ Paranhos
Roberto Husbands ........ Itamar
Ana Maria Miranda
Paschoal Villaboin
Eli Batista Pituba

Tenda dos Milagres


Sinopse:
Adaptação do romance de Jorge Amado na Bahia do início do século 20, quando o bedel da Faculdade de Medicina passa a defender a raça dos seus ancestrais africanos. Pedro Archanjo é Ojuobá (olhos de Xangô), mulato, capoeirista, tocador de violão, toma cachaça e é pai de muitas crianças feitas com as mais lindas negras, mulatas e brancas.

Ficha Técnica:
Título Original:Tenda dos Milagres
Duração:132 min. / cor
Bitola: 16/35mm
Gênero:Drama
País:Brasil
Ano Lançamento:1977
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Adaptação: Jorge Amado , Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Diálogo: Jorge Amado , Nelson Pereira dos Santos
Fotografia: Hélio Silva
Montagem: Raimundo Higino , Severino Dadá
Cenografia: Tizuka Yamasaki
Figurino: Yurika Yamasaki
Música original: Gilberto Gil
Trilha sonora: Jards Macalé
Som direto: José Oswaldo de Andrade (Timo), Nonato Estrela
Som guia: José Oswaldo de Andrade (Timo), Nonato Estrela
Produção: Embrafilme, Ney Sant’Anna, Regina Filmes , Tininho Fonseca


Elenco:
Álvaro Guimarães ......... Astério
Ana Lúcia dos Santos Reis ......... Dorotéia e Iaba
Anecy Rocha ......... Doutora Edelweiss
Arildo Deda ......... prof. Fontes
Emmanoel Cavalcanti ......... chefe de polícia Fernando Góes
Fernanda Amado ......... Lu
Geová de Carvalho ......... Major Damião
Geraldo Freire ......... Gastão Simas diretor da agência de publicidade
Gildásio Leite ......... prof. Fraga Neto
Guido Araújo ......... prof. Calazans
Hugo Carvana ......... Fausto Pena
Janete Ribeiro da Silva ......... Rosa de Oxalá e Iaba
Jards Macalé ......... Pedro Archanjo jovem
Jorge Amorim .........Tadeu Canhoto
José Passos Neto ......... prof. Silva Virajá
Juarez Paraíso (Pedro Archanjo
Jurema Penna (tia Eufrásia
Laurence R. Wilson ......... James D. Linvingston
Liana Maria Graff ......... Kirsi
Luís da Muriçoca ......... pai Procópio
Manoel Bonfim ......... Lídio Corró),
Maria Adélia .........D. Emília
Nilda Spencer
Nildo Parente ......... prof. Nilo Argolo
Severino Dadá ......... Dadá, o montador
Sônia Dias ......... Ana Mercedes
Washington Fernandes ......... delegado Pedrito Gordo
Wilson Jorge Mello ......... Dr. Zezinho diretor do jornal

Participação Especial:
Calazans Neto
Caribé
Jenner Augusto
Jofre Soares ........ Cel. Gomes
Mãe Ruinho de Bogum
Menininha do Gantois e seu Terreiro
Mestre Pastinha
Mirabeau Sampaio
Mirinha do Portão e seu Terreiro
Terreiro do Opô Afonjá

Prêmios e Indicações:
• Prêmio Air France de Cinema, RJ, 1977
Melhor Filme

• X Festival de Brasília do Cinema Brasileiro/DF, 1977;
Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Atriz Coadjuvante (Sônia Dias)
Melhor Trilha Sonora (Jards Macalé e Gilberto Gil)

• 6º Festival do Cinema Brasilero de Gramado/RS, 1978
Hour Concours

Curiosidades:
• Tendo dos milagres deu origem a uma minissérie de 30 capítulos na rede globo em 1985.

O Amuleto De Ogum - 1974


Sinopse:

Violeiro cego conta (canta) a história de um menino cujo pai e irmão foram assassinados e que, a pedido da mãe, vai a um terreiro de umbanda para "fechar o corpo" (proteger-se pelos espíritos). Crescido, envolve-se com o crime e a contravenção na Baixada Fluminense, até que se envolve com amante do bicheiro e é jurado de morte — mas conta com a proteção do amuleto de Ogum.


Ficha Técnica:
Titulo Original:O Amuleto De Ogum
Gênero:Drama
Ano:1974 País:Brasil
Duração:112 minutos / colorido
Direção: Nelson Pereira dos Santos
Roteiro:Nelson Pereira dos Santos, Francisco Santos
Produção:Nelson Pereira dos Santos
Fotografia:José Cavalcanti, Nelson Pereira dos Santos, Hélio Silva
Trilha:Jards Macalé


Elenco:
Ney Santanna ........ Gabriel
Anecy Rocha ........ Eneida
Joffre Soares ......... Severiano
Maria Ribeiro ........ Maria
Emmanuel Cavalcanti
Jards Macalé ......... Firmino
Ilya São Paulo
Luiz Carlos Braga
Olney São Paulo
Flávio São Thiago
Clóvis Scarpino
Antonio Carnera
José Carvalho
Washington Fernandes
Waldir Onofre
Erley José
Francisco Santos
José Marinho
Antônio Carlos de Souza Pereira
Russo

Prêmios e Indicações:
• Festival de Cannes (1975)
Indicado à Palma de Ouro na categoria melhor diretor

• Festival de Gramado (1975)
Vencedor: melhor filme (troféu Kikito)

• Associação Paulista dos Críticos de Arte
Vencedor: melhor atriz (Anecy Rocha, troféu APCA)

Como Era Gostoso O Meu Francês - 1971



Sinopse:
No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória.

Ficha Técnica:
Título Original: Como Era Gostoso O Meu Francês
Gênero: Aventura
Duração: 83 min.
Lançamento (Brasil): 1970
Distribuição: Condor Filmes e Riofilme
Direção: Nélson Pereira dos Santos
Assistente de direção: Luiz Carlos Lacerda
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Produção: Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto e Condor Filmes
Música: Zé Rodrix e Guilherme Magalhães Vaz
Fotografia: Dib Luft
Desenho de Produção: Régis Monteiro
Direção de arte:
Figurino: Mara Chaves
Edição: Carlos Alberto Camuyrano
Pesquisa Etnográfica: Luis Carlos Ripper
Diálogos em tupi: Humberto Mauro

Elenco:
Gabriel Araújo
Gabriel Archanjo ........ Mbiratata
Ana Batista
João Amaro Batista
Arduíno Colassanti ........ O Francês
Manfredo Colassanti
Hélio Fernando
Eduardo Imbassahy Filho ........ Cunhambebe
José Kléber ........ Ipiraguaçu
Luiz Carlos Lacerda
Maria de Souza Lima
Ana Maria Magalhães ........ Seboipepe
Wilson Manlio
Ana María Miranda
Célio Moreira ........ narração
Ital Natur
Janira Santiago
José Soares

Curiosidades:
• O filme teve problemas com a censura da época, por ter atores interpretando atores nus, depois foi liberado para maiores de 18 anos, com a justificativa que nudez de índio não seria pornográfica.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Toda Nudez Será Castigada - 1973



Sinopse:

Em uma família tradicional, Herculano, um homem puritano que só tinha tido uma mulher na vida, prometeu para Serginho, seu filho, enquanto a esposa agonizava, que jamais teria outra mulher. Pautando sua vida por rígidos códigos familiares e religiosos, continua decidido a manter-se fiel à mulher falecida. O vazio existencial de um núcleo familiar esgarçado pela morte da mulher, o leva a uma profunda depressão que preocupa suas tias. Estas, temendo que ele cometa suicídio, suplicam ao outro sobrinho, Patrício, irmão de Herculano, que procurem alguém para preencher o vazio na vida dele.

Patrício, desempregado, dependente de Herculano, decide apresentar a ele uma prostituta, Geni. Para Patrício, o sexo é a solução para o irmão. Herculano consegue romper com a memória da falecida e encontra em Geni a realização da sua felicidade sexual. Poe outro lado, Geni encontra nele a segurança material que nunca teve.

Serginho, o filho que vive da memória da mãe morta, ao ver o pai com Geni, fica totalmente transtornado e se dirige a um barzinho, onde depois de beber além da conta, provoca uma briga e termina preso. Recolhido ao xadrez, é estuprado por um ladrão boliviano.

Uma vez solto, passa a aceitar o casamento do pai com Geni. Mas seus motivos são perversos: sem o pai saber, Serginho seduz Geni e passa a envolvê-la e ser seu amante. É a forma que ele encontra para “vingar” a infidelidade do pai – sendo amante da madrasta.

Mais tarde, Geni, apaixonada por Serginho, se transtorna e comete suicídio quando Patrício lhe diz que o viu fugindo de avião com o ladrão boliviano.


Ficha Técnica:
Título Original: Toda Nudez Será Castigada
Gênero: Drama
Duração: 107 min.
Lançamento (Brasil): 1973
Estúdio: Ipanema Filmes / Ventania Filmes
Distribuição: Embrafilme
Direção: Arnaldo Jabor
Roteiro: Arnaldo Jabor, baseado em peça de Nélson Rodrigues
Produção: Arnaldo Jabor e Roberto Farias
Música: Astor Piazzolla
Fotografia: Lauro Escorel
Figurino: Régis Monteiro
Edição: Rafael Justo Valverde



Elenco:
Paulo Porto ......... Herculano
Darlene Glória ......... Geni
aulo Sacks ......... Serginho
Paulo César Pereio ......... Patrício
Isabel Ribeiro ......... Neneca
Hugo Carvana ......... Comissario
Orlando Bonfim
Henrique Pires
Elza Gomes ......... Primeira tia
Henriqueta Brieba ......... Segunda tia
Sérgio Mamberti ......... Odésio


Prêmios e Indicações:
• Festival de Berlim - Urso de Prata Arnaldo Jabor

• Festival de Berlim - Prêmio de Melhor Atriz Darlene Glória

• Festival de Gramado - Kikito de Ouro de Melhor Filme

• Festival de Gramado - Kikito de Ouro de Melhor Atriz Darlene Glória

• Festival de Gramado - Menção Especial pela Música Astor Piazzolla

• Instituto Nacional de Cinema - Coruja de Ouro de Melhor Filme

• Instituto Nacional de Cinema - Coruja de Ouro de Melhor Direção de Arte

• Instituto Nacional de Cinema - Coruja de Ouro de Melhor Ator Paulo Porto

• Instituto Nacional de Cinema - Coruja de Ouro de Melhor Atriz Darlene Glória

• Instituto Nacional de Cinema - Coruja de Ouro de Melhor
Atriz Coadjuvante - Elza Gomes


Curiosidades:
• Toda Nudez Será Castigada gerou uma situação insólita na época de seu lançamento. Tendo sido um grande sucesso na época e representante oficial do Brasil no Festival de Berlim, neste meio tempo (no auge da ditadura) o general Antônio Bandeira, chefe do serviço de censura, viu o filme no cinema e o achou imoral, ordenando sua proibição. Assim o Brasil era representado por um filme que era proibido no país e, possivelmente, só foi novamente liberado em virtude de ter sido premiado no exterior.


Críticas:
Adaptação para o cinema do livro de Nelson Rodrigues, "Toda Nudez Será Castigada" é um ótimo filme brasileiro. Roteirizado e dirigido por Arnaldo Jabor, o filme traça um retrato da hipocrisia moral da sociedade e gira em torno da família de um viúvo que jurou nunca mais se casar, mas que se apaixona por uma prostituta.

Como em toda obra de Nelson Rodrigues, o filme é provocativo e não aceita meios-termos: no caso, ou se tem a castidade absoluta ou a devassidão sexual.

O roteiro e a direção de Arnaldo Jabor são impecáveis. A música de Astor Piazzolla é um luxo. Darlene Glória está magnífica no papel da prostituta Geni. Paulo Porto também está perfeito como Herculano

sábado, 3 de outubro de 2009

Claro - 1975

Sinopse:

Tendo Roma como cenário e a cultura romana como alvo, Claro não tem um enredo narrativo e uma estrutura tradicional, misturando ópera (sobretudo a partir da trilha musical que reúne Bellini e Villa-Lobos), documentário, filme testemunho e ensaio. A presença no elenco do instigante realizador italiano Carmelo Bene e da atriz francesa Juliet Berto valorizam um filme irreverente, provocativo, um dos mais autorais de Glauber e onde sua assinatura indelével se corporifica em cada plano.

Ficha Técnica:
Direção: Glauber Rocha
Titulo Original: Claro
Roteiro: Glauber Rocha
Gênero: Drama
Origem: Itália
Duração: 106 minutos
Tipo: Longa-metragem

Elenco:
Juliet Berto 
Mackay 
El Cachorro 
Jirges Ristum
Luis Waldon
Bettina Best
Peter Adarire
Francesco Serao

Câncer


Sinopse:
"O filme não tem história. São três personagens dentro de uma ação violenta. O que eu estava buscando era fazer uma experiência de técnica, do problema da resistência de duração do plano cinematográfico. Nele se vê como a técnica intervém no processo cinematográfico. Resolvi fazer um filme em que cada plano durasse um chassi, e estudar a quase-eliminação da montagem quando existe uma ação verbal e psicológica dentro da mesma tomada." - Glauber Rocha.

Ficha Técnica:
Título Original: Câncer
Gênero: Drama
Duração: 86 min.
Lançamento (Brasil): 1972
Distribuição: Embrafilme
Direção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha
Produção: Gianni Barcelloni e Mapa Filmes e RAI (Itália)
Fotografia: Luiz Carlos Saldanha
Edição: Tineca & Mireta


Elenco:
Odete Lara
Hugo Carvana
Antonio Pitanga
Rogério Duarte
Hélio Oiticica
Eduardo Coutinho
José Medeiros
Luiz Carlos Saldanha
Zelito Viana
Povo do morro da Mangueira

Curiosidades :
• Produzido em 16 mm, este filme foi iniciado em 1968 e concluído em 1972.

• Filmando em quatro dias, com parte da equipe técnica de O dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, levou quatro anos para ser montado.

O Leão de Sete Cabeças - 1971



Sinopse:

É uma história geral do colonialismo euro-americano na África, uma epopéia africana, preocupada em pensar do ponto de vista do homem do Terceiro Mundo, por oposição aos filmes comerciais que tratam de safaris, ao tipo de concepção dos brancos em relação àquele continente. É uma teoria sobre a possibilidade de um cinema político. Escolhi a África porque me parece um continente com problemas semelhantes aos do Brasil." - Glauber Rocha.

Ficha Técnica:
Direção: Glauber Rocha
Roteiro: Glauber Rocha, Gianni Amico
Gênero: Drama
Origem: Congo
Duração: 103 minutos
Tipo: Longa-metragem


Elenco:

Baiack ........ Zumbi
Aldo Bixio ........ Mercenário
Giulio Brogi ........ Pablo
Hugo Carvana ........ Português
Segolo Dia Manungu
Reinhard Kolldehoff ........ Governador
Pascal N'Zonzi
Rosa Maria Penna
Rada Rassimov ........ Marlene
Andre Segolo ........ Xobu
Gabriele Tinti ........ Agente americano

Bye Bye Brasil - 1979


Sinopse:

Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Junior) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), com os quais a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.

Ficha Técnica:
Título Original: Bye Bye Brasil
Gênero: Comédia
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1979
Estúdio: Carnaval Unifilm / Gaumont / Aries Cinematográfica Argentina
Distribuição: Embrafilme
Direção: Cacá Diegues
Roteiro: Cacá Diegues e Leopoldo Serran
Produção: Luiz Carlos Barreto e Lucy Barreto
Música: Chico Buarque, Roberto Menescal e Dominguinhos
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de Produção: Marcos Altberg e Nair Tavares
Direção de arte: Anísio Medeiros
Edição: Mair Tavares


Elenco:
José Wilker ........ Lorde Cigano
Betty Faria ........ Salomé
Fábio Júnior ........ Ciço
Zaira Zambelli ........ Dasdô
Jofre Soares ........ Zé da Luz
José Maria Lima ........ assistente
Emmanuel Cavalcante ........ prefeito
Rinaldo Gines ........ chefe índio
Marieta Severo ........ assistente social
José Carlos Lacerda
Marcus Vinícius
Príncipe Nabor



Premiações:
• Festival de Cannes 1980 (França)
O filme foi indicado à Palma de Ouro.

• Festival de Havana 1980 (Cuba)
Venceu na categoria de Melhor Diretor.
Ganhou o Prêmio Coral Especial de Gênero de Ficção.


Curiosidades :
• A inovadora música-tema do filme, com o mesmo nome, foi composta e interpretada por Chico Buarque. Ainda hoje, passados tantos anos da realização do filme, continua a ser uma das mais tocadas composições de Chico, tanto na versão original, como na de outros cantores.

• O ator e cantor Fábio Júnior contraiu pneumonia durante as filmagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bang-Bang - 1971



Sinopse:

Um bang-bang urbano em uma Boca do Lixo surreal representando o cinema experimental brasileiro da década de 70, Bang Bang é carregado de metáforas, surrealismo bizarro tupiniquim e uma dose certa (porém demasiada...) de alegorismo. Três bandidos ou três pistoleiros. Três criminosos um tanto estranhos. Um cego, um bacana embecado e o terceiro um travesti. Um cegueta com a sua bengala trombando em tudo e em todos. Um Bang Bang brasílis.


Ficha Técnica:
Título Original: Bang-Bang
Gênero: Policial
Duração: 93 min.
Lançamento (Brasil): 1971
Distribuição: Sobreimpressão Produção e Distribuição Filmes
Direção: Andrea Tonacci
Roteiro: Andrea Tonacci
Produção: Total Filmes e Sobreimpressão Produção e Distribuição Filmes
Música:
Fotografia: Thiago Veloso
Desenho de Produção: Andrea Tonacci e Milton Gontijo
Edição: Roman Stulbach

Elenco:
Ezequias Marques ........ Homem cego
Thales Penna ........ Mágico
Milton Gontijo........ Bêbado
Jura Otero ....... Dançarino
Abrahão Farc ....... Homem Gordo
Luís Otávio Madureira Horta ....... Servente
Antonio Naddeo ....... Motorista de Táxi
Paulo César Peréio ....... Personagem principal / Macaco
José Aurélio Vieira....... Drag Queen

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dona Flor e seus dois maridos

Sinopse:
Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho (José Wilker), um mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente e sua mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar dele ter vários defeitos era um excelente amante. Mas após algum tempo ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido. Ela passa a ter uma vida estável e tranqüila, mas tediosa e, de tanto "chamar" pelo primeiro marido, ele um dia aparece nu na sua cama. Então ela pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo Flor quer que ele fique, pois há um forte desejo que precisa ser saciado.

Informações Técnicas:
Título Original: Dona Flor e seus dois maridos
Gênero: Comédia
Duração: 120 min.
Lançamento (Brasil): 1976
Estúdio: Carnaval Unifilm / Cia Serrador / Coline
Distribuição: Embrafilme / New Yorker Films
Direção: Bruno Barreto
Roteiro: Bruno Barreto, Eduardo Coutinho e Leopoldo Serran, baseado em livro de Jorge Amado
Produção: Nelson Pereira dos Santos, Luiz Carlos Barreto, Newton Rique e Serrador
Música: Chico Buarque e Francis Hime
Fotografia: Murilo Salles
Desenho de Produção: Anísio Medeiros
Direção de arte: Anísio Medeiros
Figurino: Anísio Medeiros
Edição: Raimundo Higino


Elenco:
Sônia Braga ... Dona Flor (Florípides) Guimarães
José Wilker ... Valdomiro 'Vadinho' Santos Guimarães
Mauro Mendonça ... Dr. Teodoro Madureira
Dinorah Brillanti ... Rozilda
Nelson Xavier ... Mirandão, amigo de Vadinho
Arthur Costa Filho ... Carlinhos, o guitarrista
Rui Resende ... Cazuza, o bêbado
Mário Gusmão ... Arigof
Nelson Dantas ... Clodoaldo, o poeta
Haydil Linhares ... Norminha, amiga de Flor
Nilda Spencer ... Dinorah, amiga de Flor
Sílvia Cadaval ... Jacy
Ivanilda Ribeiro ... Sofia, a empregada
Sue Ribeiro ... Magnólia
Francisco Santos (1) ... Venâncio, o padre
Francisco Dantas ... Dr. Argemiro
João Gama ... Moreira, marido de Dona Norma
Alvaro Freire ... Silvério
Hélio Ary ... Venceslau Diniz
Wilson Mello ... Vivaldo
Lourdes Coimbra ... Dionísia, a prostituta

Miguelão ... Paranaguá Ventura
Manfredo Colassanti ... Pelanchi
Antonio Ganzarolli ... Dedinho
Jurandyr Ferreira ... Emílio Veiga
Mara Rúbia ... Claudete
Lícia Magna ... Filó
Joaquim Menezes ... Comendador
Orlanita Ribeiro ... Mulher
Antônio Victor ... Antiógenes
José Ribeiro ... Gerônimo
Cláudio Mamberti ... Homem
Dita Corte Real ... Inácia
Marta Anderson ... Mirabel
Eliane Rogério ... Tavinha
Betty Lago ... Zizi
Marta Moyano ... Amália
Gigi (1) ... Garota
Zé Anão ... Homem
Heleno Lopes ... Homem
Betty Faria ... Leniza Mayer, a famosa cantora
Fernanda de Jesus
Mercedes Ruehl ... Garota americana no cassino



Prêmios e indicações:
• Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

• Ganhou 2 Kikitos no Festival de Gramado, de Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora.


Curiosidades:
• Dona Flor e Seus Dois Maridos é o recordista de público no cinema brasileiro, tendo sido visto por mais de 12 milhões de espectadores nos cinemas.

• O filme custou 5,5 milhões de cruzeiros, o que correspondia a quase dez vezes o orçamento média da época (Cr$ 600 mil).

• Foi refilmado nos Estados Unidos como Meu Adorável Fantasma (1982).

domingo, 27 de setembro de 2009

A Dama da lotação - 1978

Sinopse:

Carlos (Nuno Leal Maia) e Solange (Sônia Braga) se amam desde jovens e, após um casto namoro, se casaram. Na noite de núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. Primeiro ele implora, então em um acesso de raiva a estupra. Solange afirma que o adora, mas nos meses que se seguiram ao casamento ela não pode ser tocada por Carlos. Para provar a si mesma que não é frígida, começa uma rotina diária de seduzir homens em coletivos, homens que ela nunca viu nem verá novamente e nem mesmo sabe seus nomes. Além disto, ela tem relações com o melhor amigo de Carlos e até mesmo com seu sogro (Jorge Dória). Carlos entende que ela é infiel e, armado, confronta Solange. Enquanto isso, ela busca ajuda psiquiátrica, pois não sente nenhum remorso.

Informações Técnicas
Título Original: A Dama do Lotação
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 111 minutos
Ano de Lançamento: 1978
Direção: Neville de Almeida

Elenco:
Sônia Braga .... Solange
Nuno Leal Maia .... Carlos
Jorge Dória .... Pai de Carlos
Paulo César Pereio
Cláudio Marzo
Márcia Rodrigues
Paulo Villaça
Roberto Bonfim
Rodolfo Arena
Ney Santanna
Ivan Setta
Washington Fernandes
Yara Amaral

A Banda Das Velhas Virgens - 1979


Informações Técnicas:


Título no Brasil: A Banda Das Velhas Virgens
Título Original: A Banda das Velhas Virgens
País de Origem: Brasil
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 1979
Direção: Amácio Mazzaropi / Pio Zamuner

Sinopse:
Mazza é um "matuto" com o sugestivo nome de... Gostoso. Ele é o maestro de uma bandinha hilariante formada por senhoras idosas e beatas que é expulso das terras onde vive e acaba indo morar em um depósito de ferro-velho na cidade. Ao encontrar um saco de jóias ele é acusado de roubo e tem que fazer de tudo para provar sua inocência. Como o nosso querido caipira vai se safar dessa vez? Na base de muita risada, pode ter certeza.

Elenco:
Amácio Mazzaropi ... Gostoso
Geny Prado
Renato Restier
André Luiz de Toledo
Cristina Neves
Marcos Wainberg
Heloísa Raso
Gilda Valença
Denise Assunção
Maria Aparecida Baxter
Paulo Pinheiro
Wilson Damas
Felipe Levy
José Velloni
Guiomar Pimenta